Tecnologia 26 a 28/11/2016

Esquema de fraudes em compras abala competitividade das empresas

É incontestável o caos que a corrupção leva para o mercado corporativo, prejudicando não só o desenvolvimento da economia, como também afetando expressivamente a competitividade
das organizações

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Diogo Chubatsu (*)

De acordo com a pesquisa Report to the Nations on Occupational Fraud and Abuse – ACFE, por exemplo, as fraudes em compras resultam em um prejuízo médio de U$150 mil por ano para as pequenas, médias e grandes empresas. Esse número corresponde a quase meio milhão de reais. Tal cenário deixa mais do que evidente o quão nociva é a prática de ações ilegais para os negócios.

Fato é que a perda da competitividade da indústria no Brasil é associada à baixa produtividade dos colaboradores, aos altos níveis de impostos e, claro, à crise que assola o país, contudo existe outro aspecto que é totalmente desfavorável, mas que passa batido diante dos olhos dos gestores, empresários e alto escalão das instituições. A fraude em compras acarreta em um prejuízo de até 0,7% da receita bruta de uma empresa de grande porte, gerando um quadro extremamente perigoso para o crescimento e consolidação das corporações.

As fraudes em compras resultam em aumentos de custos internos e externos, cria um ambiente propício para a prática de outros crimes de colarinho branco e gera contratos problemáticos, diminuindo o poder de concorrência da empresa. Com o passar do tempo e sem mecanismos efetivos de lidar com o problema, a situação se torna irreversível – o proprietário começa a ter dificuldades expressivas para manter o negócio no mercado, que está cada vez mais exigente e internacionalizado. A verdade, entretanto, é que um trabalho minucioso de combate à fraude, englobando toda a equipe, evita essa circunstância.

Enraizada nos negócios brasileiros e relacionada com o clássico “jeitinho brasileiro”, a fraude em compras acontece sorrateiramente, apresentando o senso equivocado de que tal ato não surte efeitos negativos, não merecendo, portanto, destaque ou atenção, tanto dos empresários quanto da mídia. O resultado desse cenário se dá por meio de um aspecto singular que é o receio das empresas de tornar público o fato e/ou intensificar o tamanho dos estragos que foram causados, não levando o problema adiante para que as devidas ações legais sejam tomadas contra o fraudador.

Aí, surge a seguinte dúvida: como esse ciclo, que em um primeiro momento parece ser invisível, inicia-se? A resposta é simples. No começo aparenta ser algo inofensivo, como um jantar para parceiros e fornecedores, que depois evolui para um convite de viagem e, no final, quando se dá conta do ocorrido, presentes acabam virando troca de favores e relacionamentos de negócios são camuflagens para um esquema completo de fraude.

Assim, nota-se que uma relação íntegra entre compradores e vendedores foi manipulada aos poucos por meio de benefícios até que um relacionamento de negócios honesto transforma-se em uma oportunidade de fraude. O resultado final dessa equação vai muito além do que apenas um desgaste financeiro, afinal, a partir desse momento, todo o processo empresarial estará comprometido, levando a empresa até mesmo à falência.

(*) É especialista em combate à fraude em compras

Acessórios para Notebook são boas opções de presentes

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A C3 Tech está sugerindo excelentes opções de acessórios modernos e com design arrojado para notebooks. São desde travas, hubs e mochilas para diversos gostos e bolsos que podem ser dados como presentes.
Segurança é algo indispensável. Por isso, a C3 Tech oferece o cabo de segurança CS-20, que é ideal para manter os equipamentos seguros com fechadura de segredo numérico. Confeccionado com aço resistente, permite travar seu notebook, monitor ou outros equipamentos que possuam porta de segurança a uma mesa ou balcão.
Agora para quem precisa de mais entradas de USB do que vem normalmente no notebook nada melhor que um Hub. O modelo HU-203 vem com 4 portas compatíveis com padrão 2.0, alcançando até 480 Mbps de velocidade de transmissão (www.coletek.com.br).

As pesquisas e dúvidas clínicas podem ajudar a antecipar surtos de doenças infecciosas?

Lidar com uma epidemia não é tarefa fácil para as equipes de saúde pública e/ou de biossegurança. E é ainda mais complicado prever quando uma doença está prestes a transformar-se em uma ameaça à segurança da população. De um modo geral, as descobertas e avanços em relação á prevenção e cuidados sempre ocorrem em paralelo à evolução e surgimento de novos casos, o que no dito popular equivaleria a dizer “trocar a roda com o carro em movimento”. Como prever quando é preciso acender o alerta vermelho? A resposta a essa pergunta pode estar onde menos se imagina: nos próprios questionamentos e dúvidas dos profissionais da saúde. 

As ferramentas e tecnologias de apoio à decisão clínica, baseadas em evidências, são cruciais no dia a dia do atendimento médico. Elas ajudam a diagnosticar, acompanhar e tratar doenças, inclusive de alta complexidade e aquelas infecciosas que ainda estão em fase de entendimento. Porém, as vantagens desses recursos podem ir muito além. A forma como os médicos utilizam essa ferramenta de referência clínica, as pesquisas que realizam, os tópicos que acessam em determinado período do ano podem também desempenhar um papel único na área de vigilância sanitária ou de biossegurança, ajudando a identificar possíveis gargalos. Os picos ou aumentos significantes na atividade de pesquisa relacionados a algumas doenças infecciosas realizadas em um recurso de apoio à decisão clínica podem sim dizer que algo está errado. E é isso que está sendo comprovado por um estudo a respeito da utilização de pesquisas clínicas para acompanhar surtos de doenças infecciosas.
Para chegar a essa conclusão, foram analisados dados de pesquisas históricas, anônimas no UpToDate, um recurso online de suporte à decisão clínica utilizado por mais de 1 milhão de médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde em todo o mundo. Acessado via web ou aplicativo móvel, a ferramenta sintetiza as mais recentes pesquisas médicas em mais de 10,5 mil tópicos relacionados a 24 especialidades médicas. Essa análise mencionada teve a atenção voltada para uma doença específica: Síndrome Respiratória do Oriente Médio (do inglês, Middle East respiratory syndrome – MERS). Geograficamente, o foco eram duas cidades da Arábia Saudita (Jeddah e Riyadh), onde três hospitais registraram surtos de MERS em 2014 e 2015.
O que foi identificado foi muito promissor e animador: os tópicos de pesquisas relacionadas ao MERS durante os três surtos registrados na Arábia Saudita revelaram correlação com os casos que foram reportados aos oficiais de saúde pública. Além disso, o volume de pesquisas relacionadas ao MERS nessas duas cidades durante o surto em 2014 foi consideravelmente maior se comparado à quantidade de buscas feitas pelo grupo de controle negativo de quatro outras cidades na Arábia Saudita, que não enfrentaram o surto. Resultados similares foram observados em uma segunda revisão, com base na atividade de pesquisa relacionada a outro surto. No Estado do Arizona, nos Estados Unidos, buscas sobre dengue e o vírus do oeste do Nilo aumentaram depois do registro de alguns casos, reforçando a utilidade desse tipo de comparação.
Basear-se em pesquisas não é novidade: um estudo recentemente levou em consideração buscas feitas no Google para determinar padrões da gripe Influenza. Não que esse tipo de correlação impeça que parâmetros sejam traçados, mas a diferença de tomar como base consultas feitas pelos médicos em um recurso profissional, ao invés de levar consideração as respostas que o público em geral tenta encontrar no Google, é que as buscas desses profissionais são impulsionadas pelo o que eles estão observando no dia a dia, em seus pacientes. Ou seja, os questionamentos geralmente são mais precisos e menos influenciados pelos relatos da mídia ou os receios do público em geral sobre determinado surto, por exemplo. Conhecer possíveis padrões antecipadamente pode ajudar a rastrear as emergências em um intervalo de tempo que viabilize a implementação de campanhas tanto para controlar como para minimizar o impacto de surtos.
Desta forma, enxergar os recursos de apoio à decisão clínica como sistemas de alertas precoces é de grande valia para as organizações de saúde pública, que se desdobram nas tentativas de encontrarem novos caminhos que os ajudem a detectar mais rapidamente os surtos de doenças infecciosas e monitorá-los de maneira mais efetiva. Esperamos que em um futuro próximo essas funcionalidades de biossegurança possam ser alavancadas e, com isso, autoridades, governo e as organizações não governamentais sejam capazes de utilizar dados de pesquisas globais para detecção prévia em paralelo aos sistemas tradicionais de identificação de riscos. Se concretizado, esse tipo de apoio garantirá mais agilidade nas respostas e permitirá que ações sejam tomadas, tanto no sentido de preparar como de conscientizar a população. A tecnologia pode sim ajudar a transformar grandes ameaças em situações perfeitamente controláveis.

(Fonte: Anna Thorner, MD, Editora Adjunta de Doenças Infecciosas e Co-Diretora de projetos editoriais no UpToDate, foi responsável por liderar o estudo sobre a utilização de pesquisas clínicas para acompanhar surtos de doenças infecciosas).

Temporada de compras: otimize suas vendas

Oliver Geiger (*)

Para aproveitar a temporada de compras de final de ano – que tem seu pico no mundo online em eventos como Cyber Monday e Black Friday – muitas empresas de e-commerce concentram seus esforços em departamentos como marketing e logística, para atrair o público e garantir que os produtos estejam disponíveis para atender à maior demanda

Um aspecto da experiência de compra que muitas vezes pode ser esquecido ou ficar em segundo plano é a experiência do cliente no site. Afinal, se o cliente faz suas compras online em dias normais, o que poderia mudar com o aumento da demanda no final de ano?
Bom, isso vai depender da capacidade da infraestrutura da empresa para comportar o pico de tráfego nos sites. Por exemplo, uma empresa que hospeda seu site em servidores próprios ou possui uma infraestrutura fixa pode não ser capaz de comportar o volume de acessos simultâneos ao site, podendo sofrer lentidão no carregamento ou, até mesmo, ficar fora do ar.
Uma forma de contornar este tipo de problema e garantir que a experiência de compra do cliente seja sem interrupções é a adoção de uma estrutura flexível, como as Content Delivery Networks (CDN), que são redes de servidores espalhados globalmente cuja a finalidade principal é entregar conteúdo para o usuário final de forma rápida e segura.
Distribuídos junto aos provedores de internet, estes servidores são capazes de otimizar a entrega do conteúdo, ao disponibilizá-lo nos pontos mais próximos ao usuário. Além disso, sua infraestrutura tem a capacidade escalável para expandir e comportar o aumento exponencial da demanda e pode tornar-se uma aliada de proteção, pois por ser muito robusta, suporta ataques de DDoS, por exemplo.
Outros artifícios para tornar o carregamento do site mais rápido são ferramentas que identificam o tipo de acesso (mobile ou web) e adaptam a qualidade das imagens do site, otimizando o carregamento do site de acordo com o dispositivo.
E, para o problema de excesso de demanda, outra opção são ferramentas de priorização de tráfego, que permitem a uma empresa não apenas definir os critérios para visitantes que terão atendimento prioritário (usuário logados, por exemplo), como também criam uma sala de espera virtual para os demais clientes, garantindo que todos se sintam atendidos, na hora de concluir a compra e efetuar o pagamento.
Essas e outras ferramentas vêm para colaborar com o sucesso nas vendas dos e-commerces. Porém, não basta para uma empresa somente investir em melhorias; também é necessário medir a eficácia dos resultados obtidos. Dessa forma, é possível fazer correções no processo para garantir que o usuário tenha uma ótima experiência de compra. Para esse fim, existem as soluções de Synthetic e Real User Monitoring (RUM), que monitoram como está a experiência do usuário do site e provêm insumos para análises mais detalhadas.
Os recursos e ferramentas para melhorar a experiência online do usuário são incontáveis. Basta escolher os que melhor se adequam à realidade da sua loja virtual e implementá-los para oferecer uma ótima experiência de compra e, consequentemente, ótimos resultados para seu negócio.

(*) É gerente de Web Experience na Exceda, líder na América Latina em soluções de segurança e web performance e representante da Akamai.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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