Tecnologia 25/10/2016

Como o Same-Day Delivery vai revolucionar seu e-commerce

Não é preciso nem falar que o e-commerce no Brasil não para de crescer; isso todos já sabem. A praticidade de poder comprar de qualquer lugar, as facilidades de pagamento que, muitas vezes, são melhores do que na loja física, e o conforto do produto chegar na sua casa sem que você precise transportá-lo são alguns dos benefícios de quem compra online. Mas e como fica a ansiedade do consumidor?

Sameday delivery temporario
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Juliana Clemente (*)

Uma pesquisa feita em 2016 pela Excelcom, Inc, revelou que em 60 segundos na Internet, 2,4 milhões de buscas são feitas no Google; 20,8 milhões de mensagens são enviadas pelo WhatsApp e 527 mil fotos são compartilhadas no Snapchat. Você também deve ter notado o crescimento de serviços como o Netflix e Spotify. A conclusão é quase óbvia: há o crescimento de plataformas on-demand e instantâneas. Mas o que isso tem a ver com o e-commerce?

Segundo uma pesquisa feita nos Estados Unidos, em 2015, pela Trustev, 56% dos millenials norte-americanos disseram ser fundamental ter a opção de same-day delivery no site de compra online; mas apenas 4% dos sites tem essa opção. No Brasil, esse número é ainda menor! Outro dado importante é que, segundo a ComScore, 60% dos clientes desistem da compra por conta do grande tempo de entrega. Ou seja, a conveniência já é tão importante para o consumidor quanto o preço.

Sobre o valor da compra, este é outro dado que vem mudando ao longo do tempo. Em uma pesquisa realizada pela Goldman Sachs em 2016, e divulgada pela Tetra Pak, os millenials têm seis características bem distintas no seu hábito de compra: são globais, conectados, gostam de boas experiências, são online e offline, impulsivos e inteligentes. Ao comparar a relação custo X benefício, não se importam de pagar um pouco a mais por algo, desde que o valor agregado esteja de acordo com seus valores.

Podemos concluir, então, que as vendas online de seu e-commerce podem aumentar desde que a experiência de compra melhore – desde a procura, até a entrega, que deve ser ágil e de qualidade. Com isso concluímos que há muito espaço para crescer com o same-day delivery.

Com uma entrega no mesmo dia (D0) ou no dia seguinte (D+1), é quase como comprar na loja, mas no conforto do seu sofá. Mas para isso, é preciso que o sistema por trás da entrega funcione e que o sistema de entregas esteja integrado com o do e-commerce. Além disso, é deve-se desenvolver um trabalho de logística com base em volume e roteirização, para que o valor da entrega seja o menor possível, aumentando ainda mais as conversões de same-day delivery.

Para completar, o consumidor recebe por e-mail ou sms um link para que ele possa acompanhar online e em tempo real sua entrega, sabendo exatamente que horas seu produto chegará em sua casa. Definitivamente essa é uma forma de diminuir a ansiedade do cliente, ao mesmo tempo que aumenta a conversão do seu e-commerce.

Como vimos, há muito espaço para aumentar as conversões das vendas online. É preciso juntar uma boa experiência a um bom valor agregado. O que os consumidores querem é aproveitar sua compra, e o quanto antes! Não podemos negá-los esse prazer, certo?!

(*) É diretora de operações da Loggi desde 2014. Antes disso, foi Managing Director do Groupon no Brasil, além de acumular experiência na área de projetos e produto em diversas startups.

Pesquisa propõe criar aplicativo para monitorar postura de pessoas com problemas motores

Uma das consequências decorrentes de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) é o comprometimento dos movimentos de partes do corpo e a estabilização da postura é muito importante no processo de reabilitação do paciente. Agora imagine se um aplicativo pudesse monitorar e alertar o afetado pelo AVC quando ele não estivesse na posição correta. Esse é um dos objetivos da pesquisa que está sendo realizada por Olibário Neto, doutorando do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.
O doutorando está trabalhando em parceria com duas terapeutas ocupacionais: a professora Valeria Elui, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), e a mestranda Amanda Peracini, do Programa de Pós-Graduação Interunidades em Bioengenharia, que é oferecido em conjunto pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) e pelo Instituto de Química de São Carlos (IQSC).
A ideia é que o aplicativo seja capaz de avisar quando a pessoa está com a postura incorreta, por meio de sinais sonoros e visuais com instruções sobre como corrigi-la. Para isso, é preciso fixar o smartphone no peito do paciente sobre uma espécie de colete (veja a imagem). Dessa forma, ao permanecer em uma postura inadequada, o paciente recebe orientações para correção. “A estabilização do tronco é o primeiro passo para começar o processo de reabilitação. Os terapeutas levam tempo corrigindo a postura dos pacientes para que ocorra o aprendizado de forma correta. Com o aplicativo, os afetados poderão treinar em casa e chegar às sessões de terapia com a postura mais adequada”, explica Olibário, que é orientado pela professora Maria da Graça Pimentel, do ICMC.
Os testes em pacientes devem começar ainda este ano e o aplicativo será utilizado em portadores de Hemiparesia, que é a paralisia parcial de um lado do corpo. “A área médica sempre me interessou por conta do seu impacto na sociedade. A pesquisa está sendo muito desafiadora e nós temos essa motivação para ajudar as pessoas”, relata o doutorando, que já escreveu dois artigos sobre sua pesquisa. Um deles será apresentado na 2nd IET International Conference on Technologies for Active and Assisted Living (TechAAL 2016), que acontecerá nos dias 24 e 25 de outubro, em Londres. Já o segundo artigo será exibido no 22º Simpósio Brasileiro de Multimídia e Web, entre os dias 8 e 11 de novembro, em Teresina (PI).
O projeto foi premiado como a segunda melhor apresentação oral durante o XXV Congresso Brasileiro de Medicina Física e Reabilitação, realizado em São José do Rio Preto, na Universidade Paulista (UNIP), entre os dias 25 e 27 de agosto. O trabalho recebe financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Só as empresas ágeis irão sobreviver

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A economia compartilhada não é um conceito que está longe ou atado ao futuro. É uma realidade que já está em curso. Para as companhias, isso se traduz em grandes inovações e em uma forma de gerenciamento cada vez mais ágil. Todos os empresários precisam ter um olho no que estão fazendo as startups e o outro no que está sendo criado nos centros acadêmicos, mas também precisam trazer ideias criativas e inovadoras à mesa. Aqui é, precisamente, onde “agilidade” se converte em uma palavra fundamental. A agilidade permite que diversos membros de uma mesma comunidade se reúnam de lugares distintos do mundo para compartilhar suas perspectivas e ações em tempo real, podendo, assim, inovar de uma maneira muito mais rápida e eficaz.
A rapidez se converteu em um requisito. As companhias que tiverem uma aproximação apenas tímida da Economia do Aplicativos estão destinadas a fracassar. A agilidade é a única que pode responder, por parte das companhias, às demandas dessa nova geração que procura serviços novos e personalizados.
Os usuários já não esperam nem 6 segundos para que um aplicativo rode seu conteúdo, tampouco querem perder tempo ao telefone até que alguém resolva atendê-los em seus bancos. Os millenials já não temem a mudança e estão cada vez mais ávidos por tecnologia. O que temem, na verdade, é perder tempo com burocracia ou com outras atividades que não lhes traga nenhum prazer. É por isso que as companhias que querem prosperar nessa nova era têm de aprender como se transformar de maneira rápida para melhorar constantemente a experiência que oferecem a seus clientes.
Além disso, os millenials estão cada vez mais dispostos a alugar do que a comprar produtos ou serviços, por duas razões básicas: o aluguel mensal é mais barato e pode ser interrompido a qualquer momento quando o produto/serviço deixar de ser usado. E é aqui que as empresas devem seguir essa lógica e maximizar o aluguel de serviços na nuvem, por exemplo – são escaláveis, seguros e mais econômicos. Os prestadores de gestão de serviços têm feito com que esses serviços estejam disponíveis para companhias de médio porte também. Todos saem ganhando.
Os negócios estão usando a Gestão Ágil, o DevOps e diversas metodologias de entrega como uma forma de encurtar o time-to-market daqueles produtos que são totalmente influenciados pela retroalimentação de seus clientes. Ainda que seja um fenômeno recente na América Latina, está se tornando cada vez mais importante porque as companhias da região têm facilidade para se adaptarem de maneira rápida a novas realidades – e também, é claro, pelas notórias habilidades de comunicação dos latinos
Estou segura de que a Economia dos Aplicativos tem um papel social importante, já que permite às empresas chegarem a consumidores aos quais antes não tinham acesso. A nuvem, a mobilidade e as redes sociais são os principais motores desta Economia dos Aplicativos.
É obrigação das companhias entender que os consumidores têm agora mais opções e, além de tudo, se consultam entre si – mesmo além das fronteiras geográficas – e que, dessa maneira, somente sobreviverão as marcas que realmente entendam e respeitem suas necessidades.

(fonte: Claudia Vásquez, presidente da CA Technologies na América Latina).

Análise de dados desafia os líderes de segurança

Cleber Marques (*)

Os líderes de segurança enfrentam um desafio sério atualmente, que é entregar insights de gestão de riscos a diversos setores da empresa. Para isso, muitas vezes os profissionais de TI se veem obrigados a analisar dados “crus” entregues por múltiplas plataformas de segurança.

É impossível se fechar no departamento de segurança diante do atual cenário de riscos cibernéticos que podem impactar o negócio. É preciso ir além do que é entregue pelas ferramentas de segurança e manter um fluxo constante de inteligência para os tomadores de decisão que não necessariamente entendem de segurança da TI. Eles precisam das informações certas para preservar o negócio com base em dados precisos e da priorização correta dos recursos.
O CISO não é mais perguntado apenas sobre segurança, ele precisa ser capaz de responder sobre riscos para diferentes partes da empresa, levando em consideração diferentes contextos de tomada de decisão. Durante um ataque, por exemplo, os executivos o que devem fazer para proteger os recursos essenciais para a continuidade do negócio em uma situação extrema. Isso também é parte de uma boa estratégia de resposta a incidentes, algo que também tem desafiado empresas em todo o mundo.

Insights precisam ser úteis para diferentes áreas
As soluções de segurança mais modernas já entregam uma série de insights em relação ao ambiente de TI, porém, não basta apenas entregar essas informações aos diversos departamentos da empresa. É preciso comunicá-las da melhor maneira, destacando os riscos que poderiam causar maior impacto no negócio e as prioridades.
O objetivo é transformar insights de segurança em informações úteis para diferentes áreas da empresa, não apenas aos profissionais de segurança da informação. É preciso que eles sejam capazes de ajudar os líderes de segurança a criar relatórios detalhados para responder a perguntas de negócio, governança, gestão de riscos e compliance.
Isso pode ser difícil diante do volume de dados cada vez maior gerado por processos de negócio cada vez mais complexos. Como a maioria das ferramentas de segurança não é capaz de se adequar a esse cenário, está ficando comum encontrar profissionais de segurança da TI analisando dados crus por meio de uma abordagem “ultrapassada”, em que as informações são colocadas em planilhas e analisadas incansavelmente.

Empresas ainda são imaturas na análise de dados
As ferramentas de analytics para segurança já estão entregando muito valor às empresas para analisar dados de diversas fontes de segurança, no entanto, o foco ainda são as informações em tempo real. Afinal, em segurança, analytics não se trata apenas de grandes repositórios de dados, mas de coletar uma grande quantidade de informações para tomar decisões melhores, e isso precisa ser rápido.
No entanto, muitas empresas ainda não perceberam isso e seguem juntando dados sem se preocupar em qual será sua utilidade para o negócio. Ainda é um desafio para as empresas identificar, por exemplo, quais são os feeds de inteligência em segurança que mais interessam ao seu negócio.
Para que os dados analisados pelos profissionais de segurança sejam úteis e rendam bons insights para os tomadores de decisão, é preciso ter uma ideia clara do que é necessário para guiar boas decisões. Isso requer um bom conhecimento dos ativos corporativos para estabelecer prioridades.
Um risk assessment pode ser uma boa maneira de começar a fazer esse mapeamento. Com base no entendimento do negócio, essa ferramenta consegue mapear os sistemas mais críticos e as vulnerabilidades e ameaças que geram mais riscos ao negócio em diversos segmentos do ambiente.
Isso já faz toda a diferença na busca dos profissionais de segurança pelos dados corretos.

(*) É diretor da KSecurity.

 
 
 
 
 
 
 
 
 

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