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Tecnologia 23/06/2016

em Tecnologia
quarta-feira, 22 de junho de 2016

Internet no Brasil: o problema está na infraestrutura

A principal discussão que tem mobilizado a internet nos últimos meses no Brasil é a franquia de dados nos pacotes de banda larga. Desde que as operadoras começaram a divulgar que passariam a oferecer em breve pacotes com limites nos contratos, diversos usuários, autoridades, entidades e movimentos ligados à internet passaram a se manifestar sobre o tema, sobretudo por meio de redes sociais

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Carlos Brito (*)

Para entender melhor essa discussão, é importante abordar um ponto pouco explorado: a infraestrutura. É preciso ter uma visão ampliada sobre as redes como um todo para o país conseguir suportar a demanda cada vez mais crescente de conexão de alta velocidade.

Em linhas gerais, o acesso à internet é dividido por algumas camadas. A discussão tem ficado restrita à última camada, a de acesso, que é a que de fato chega aos clientes, fazendo o transporte de informação entre o terminal do usuário e o primeiro ponto de acesso da rede. Antes disso, há outras camadas, como a de agregação e de backbone (rede de transporte) e, suportando tudo isso, uma parte essencial do processo: a camada de transporte.

A camada de transporte, juntamente com o backbone, é onde está o principal “gargalo” das operadoras de telecomunicações do Brasil. O investimento nestas camadas está aquém da demanda e, sem uma estrutura sólida neste sentido, uma provedora não consegue crescer e o desequilíbrio causado por essa falta de estrutura é percebido mais para frente. Por outro lado, da mesma forma que o investimento é necessário, surgem as dificuldades de capacidade de investimento das empresas, sobretudo em um momento desafiador como o atual do país.

Uma busca constante das empresas é de diminuir o CAPEX (despesas de capital ou investimento em bens de capital) e o OPEX (despesas operacionais), por isso cada vez mais precisam ir em busca de equipamentos com vida longa, que olham para o futuro e não necessitam de novos investimentos de grande porte, a curto prazo. O pensamento precisa ser em longo prazo.

Duas tecnologias estão revolucionando a forma de operação das redes de telecomunicações, respondendo às demandas no tráfego dos usuários: o Software-defined Networks (SDN) e Network Functions Virtualization (NFV). O SDN centraliza todas as funções das camadas de rede em um mesmo dispositivo, por meio de tecnologias controladoras e programáveis, enquanto o NFV consiste na substituição de hardware especializado por máquinas virtuais. O investimento nesses tipos de tecnologias se torna cada dia mais necessário. Esse é o caminho para as operadoras, enfim, se prepararem para atender a demanda de internet do país.

Esse cenário de infraestrutura não chega aos olhos do consumidor final, que se questiona sobre os verdadeiros motivos das operadoras limitarem o acesso à internet. Certamente não é por falta de investimento na camada de acesso, que é algo que não tem trazido problemas. Está na infraestrutura. As prestadoras não crescem o backbone e a camada de transporte na medida da necessidade.

Um exemplo prático: Com uma internet de 50 Mega, a camada de acesso suporta tranquilamente um streaming. O problema está dali para frente. No backbone, a espinha dorsal da rede, são centenas de pessoas pedindo esse acesso a streaming simultaneamente e é assim que a rede não suporta a demanda. Ou seja, não adianta prover 50 ou 100 Mega para o cliente, sendo que nas outras camadas está atuando com 15 Mega. Todos os efeitos dessa discussão caem na questão de infraestrutura da camada de transporte e backbone, que precisam se tornar prioridade das operadoras para que a situação não precise chegar a esse ponto de limitação de acesso.

(*) É General Manager Latam da ECI

15ª edição do Seminário Internacional de Gerenciamento de Projetos realizado pelo PMI São Paulo

Nos dias 29 a 31 de agosto de 2016 os profissionais e empresas que atuam com Gerenciamento de Projetos irão presenciar o tão esperado evento do segundo semestre do ano: o Seminário Internacional organizado pelo Project Management Institute (PMI) – São Paulo, que completa este ano a sua 15ª edição.
O evento, que terá como tema central “A arte de fazer acontecer: da teoria à prática”, acontecerá por meio de palestras, workshops e painéis conduzidos por especialistas e renomados palestrantes nacionais e internacionais. Além disso, haverá a apresentação de artigos técnicos selecionados e aprovados por uma banca de avaliadores. “Em 2016, o seminário terá como diferencial a aplicação dos conceitos teóricos, mas apresentados de forma prática. É necessário “fazer acontecer” com menor custo, maior qualidade e agilidade. Este é o grande desafio do gerente de projetos neste cenário atual”, comenta Alex Urbano, presidente do PMI São Paulo.
Abordando temas diversos e inúmeras palestras, o evento disseminará o conhecimento das melhores práticas de gerenciamento de projetos e permitirá que as empresas sejam mais velozes e estruturadas para alcançar seus objetivos. O seminário é considerado um dos maiores e mais importantes eventos de gerenciamento de projetos da América (http://sigp.org.br/programacao/)

Dicas de segurança para smartphone

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O smartphone vem se tornando a nossa principal fonte de informações – Atualmente, é cada vez mais difícil imaginar nossa rotina sem esse aparelho. Para ilustrar esse cenário, basta dizer que já existem mais de 2 bilhões de aparelhos em uso em todo o mundo. Ele pode conter diversas informações pessoais sobre o seu dono, como número de telefones de seus familiares, fotos, histórico de suas conversas online, e é a principal fonte de comunicação, seja para uso pessoal ou até mesmo uso profissional. Muitas pessoas utilizam seus smartphones para se comunicar com clientes, marcar reuniões, conferir a agenda, fechar negócios e acertar detalhes importantes de transações comerciais. Por isso, é importante prestarmos bastante atenção em seu uso e seguir algumas dicas simples para aumentar a segurança do aparelho:

1. Utilizar uma senha forte e travar a tela do seu aparelho sempre que não estiver usando
Apesar de ser um pouco incômodo ter de inserir uma senha toda vez que você for utilizar o celular, essa medida de segurança é extremamente importante para garantir que caso você perca seu celular ou ele seja roubado, suas informações pessoais não sejam acessadas por terceiros.

2. Somente instale aplicativos de fontes confiáveis
Em uma busca rápida na Internet, você com certeza encontrará diversos relatos e tutoriais sobre como instalar diversos aplicativos pagos em seu telefone de maneira gratuita. Além de ilegal, ao realizar esse procedimento, você deixa seu celular vulnerável a ação de hackers, que muitas vezes incluem um software de monitoração e controle remoto para smartphones com o aplicativo em questão. O melhor modo de evitar esse tipo de ameaça é somente instalar aplicativos da loja oficial do sistema operacional de seu celular (Ex.: Apple Store para iPhone e Play Store para Android).

3. Instale um software antivírus em seu aparelho
Assim como nos computadores, é extremamente importante que você possua um software antivírus instalado em seu smartphone. Ele irá lhe auxiliar a se proteger de diversos tipos de ataques já conhecidos, além de ser uma camada extra de proteção no caminho de terceiros que queiram obter acesso as suas informações.

4. Evite se conectar em redes não seguras
Assim como nos notebooks, não é uma boa ideia conectar seu celular a redes Wi-Fi desprotegidas. Nesse tipo de rede sem proteção, é possível realizar um tipo de ataque conhecido como man-in-the-middle, no qual o hacker intercepta seus dados e os repassa ao seu equipamento. Dessa forma, apesar da conexão funcionar aparentemente sem problemas, ele estará interceptando todos os dados enviados por você, inclusive senhas, e-mails, conversas, e tudo mais que estiver sendo enviado pelo seu celular.

5. Tome cuidado com avisos falsos em sites
Muitas vezes, pessoas mal-intencionadas colocam anúncios em sites simulando uma mensagem de erro do sistema operacional de seu celular.
Caso você veja uma suposta mensagem de erro do celular que só aparece em uma parte da tela em seu navegador, acesse outro site. Caso a mensagem desapareça, ela pode se tratar de uma mensagem falsa.

O principal conceito que compreende todas as regras é o cuidado. Use aplicativos, acesse redes e sites confiáveis. Em caso de qualquer aviso diferente no seu celular, suspeite! Seguindo essas cinco dicas, seu smartphone, seus dados e, principalmente, sua privacidade estarão mais protegidos.

(Fonte: Guilherme Freire Mello, Analista de Infraestrutura da DBACorp).

A importância da tecnologia para auxiliar as empresas no processo de auditoria fiscal

Heverton Gentilim (*)

No atual momento fiscal brasileiro, no qual o SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) já é uma realidade e todas as informações fiscais estão interligadas, a fiscalização está cada vez mais acirrada e as empresas precisam adequar-se a esta nova realidade para evitar a exposição ao risco fiscal

Uma recente pesquisa realizada pela multinacional holandesa Wolters Kluwer Prosoft, que contemplou 2.124 empresas contábeis em todo Brasil, 64,1% dos escritórios ainda desconsidera a utilização de ferramentas tecnológicas para evitar a possibilidade de seus clientes caírem na malha fina do Imposto de Renda. A constatação é um bom exemplo de como o uso de ferramentas de TI ainda é preterido pelas empresas para a realização de seus processos junto ao Fisco.
O investimento em tecnologia e inovação tornou-se crucial para proporcionar credibilidade e precisão aos negócios, melhorando significativamente a produtividade. Um dos maiores desafios que a entrega dos arquivos do SPED ao Governo Federal trouxe às empresas foi exatamente a busca pelas adequações, conformidades e a garantia de que o processo esteja sendo realizado de forma correta.
Muitos profissionais ainda acreditam que o fato de gerar um arquivo SPED e validá-lo no programa da Receita Federal já garante que o documento esteja correto. Entretanto, a Receita não realiza auditorias e conferência das informações, apenas uma análise para verificação dos dados necessários para o envio dos arquivos. Assim, validar o arquivo no PVA não significa que todo o conteúdo esteja correto.
O alto volume de informações exigido pelo Fisco brasileiro pode gerar equívocos e, consequentemente, pode ser necessária a retificação dos documentos enviados. Para auxiliar as empresas neste processo, já existem sistemas baseados em nuvem que realizam uma auditoria eletrônica, capazes de reportar as inconsistências destes arquivos por meio de relatórios analíticos, cruzamentos de informações e análise dos riscos fiscais por tributos. Desta forma, as empresas garantem que as obrigações auditadas estejam em total conformidade com a legislação brasileira.
A tecnologia torna-se uma importante aliada à medida que efetua desde verificações estruturais até complexas análises fiscais, de forma rápida e eficaz, descartando erros e facilitando o processo de compilação e envio dos documentos. No caso dos escritórios contábeis, as ferramentas tecnológicas são ainda mais oportunas, uma vez que permitem a análise de mais de uma empresa e a utilização por mais de um usuário, resultando em maior agilidade nas auditorias de múltiplos arquivos. Além do armazenamento das informações, conforme novos arquivos são auditados, esses sistemas exibem mês a mês comparativos de evolução dos tributos e das divergências de cada empresa.
A utilização de softwares não só automatiza o processo como garante à empresa contribuinte que as obrigações geradas estejam de acordo com a legislação vigente. Por isso, é preciso desmistificar a utilização da tecnologia por meio de uma conscientização cultural e procedimental das empresas. Certamente este é o caminho mais eficiente para que os contribuintes eliminem a possibilidade de problemas com a fiscalização.

(*) É Gerente de Produtos da Wolters Kluwer.