Tecnologia 13 a 15/08/2016

O papel da evolução tecnológica na transformação do atacado distribuidor

Parte fundamental da cadeia produtiva, o distribuidor é o braço da indústria responsável pelo abastecimento dos produtos no atacado e varejo, que, por sua vez, levam as mercadorias aos consumidores. O segmento de distribuição se fortalece a cada dia e é uma estrutura relevante no crescimento da economia nacional, ligando micro e pequenos clientes a médios e grandes fornecedores

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Ademar Alves (*)

Estima-se que mais de 50% do que chega à casa dos brasileiros passa pelo elo do atacado distribuidor, responsável por levar produtos de consumo a mais de um milhão de pontos de venda, em mais de 5.570 municípios do país. O segmento atacadista distribuidor apresenta uma linha crescente na sua evolução. De acordo com o Ranking ABAD/Nielsen 2016, com ano base 2015, realizado pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores, o setor cresceu 3,1% em termos nominais, com faturamento anual de R$ 218,4 bilhões. Para comparação, em 2000, este mercado tinha faturamento de R$ 41,3 bilhões, alcançando os R$ 100 bilhões apenas em 2007.

Tal crescimento acompanha a evolução da tecnologia, que se transforma para oferecer meios eficientes de sustentar operações seguras e com melhores margens de lucro. No início da consolidação do segmento atacado distribuidor, a principal preocupação do empresário eram as questões financeiras. Muitos problemas permeavam a manutenção dos negócios, como a inflação, a valorização de estoque e a gestão dos produtos. A tecnologia evoluiu as suas ferramentas para atender a tais necessidades, chegando ao dia a dia dessas empresas por meio dos softwares de gestão. Com este primeiro passo, a indústria obteve o controle da sua organização financeira e melhorou as suas práticas de mercado.

O desafio seguinte dos empresários foi como realizar a gestão do estoque, uma vez que havia muitos problemas com a apuração de inventário e com troca de mercadorias. Mais uma vez, a tecnologia evoluiu os seus sistemas para oferecer funcionalidades específicas de eficiência de estoque, garantindo produtividade dentro do armazém, com controle preciso da separação e expedição das mercadorias, o que integra giro e margem de lucro sustentáveis para o negócio da empresa. Essa transformação de cenário consolidou o WMS (Sistema de Gerenciamento de Armazém), que proporciona assertividade na gestão de estoque, sem a necessidade de aumentar o número de funcionários envolvidos, garantindo a agilidade que o setor precisa.

Com a casa em ordem, outros pontos começaram a aparecer para o atacadista distribuidor, como a importância da sua eficiência de transporte. As empresas passaram a buscar meios para aprimorar a gestão de controle da frota com o objetivo de reduzir custos, questão fundamental, principalmente para o pequeno atacadista distribuidor. Muitos empresários têm dúvidas quanto ao melhor modelo a seguir: frota própria ou terceirizada. Acredita-se, no entanto, que o melhor caminho é aquele que proporciona maior segurança. Se for dentro de casa, é necessário um apoio tecnológico para suportar a operação com precisão e de acordo com as melhores práticas para a área. Caso a escolha seja por terceirizar, que seja com uma empresa parceria, capaz de fornecer informações confiáveis e feedbacks atualizados.

A evolução tecnológica continua e, hoje, caminha para melhorar a gestão de toda a operação do atacado distribuidor, que ganha cada vez mais funcionalidades e avanços operacionais. O RFID (Radio-Frequency Identification), por exemplo, além de um aparato perfeito para o controle de estoque, inventários mais rápidos e precisão na contagem das mercadorias, já é uma realidade mundial. No entanto, ainda não é amplamente utilizado no Brasil. A adoção em escala deve acontecer quando as indústrias tiverem que fazer a expedição dos seus produtos por meio de etiquetas eletrônicas para garantir a rastreabilidade dos produtos, movimento que já está em andamento para o controle de medicamentos.

As soluções de geolocalização, geoprocessamento e pick voicing, também são tendências que se consolidarão nos próximos anos. Quanto menor a margem de lucro das empresas, mais a gestão precisa ser eficiente para que não se perca dinheiro. O caminho é manter os olhos abertos para o que está ao redor e não temer mudanças, em especial as tecnológicas.

(*) É diretor executivo da PC Sistemas.

Facebook aumenta controle de anúncios para as pessoas

Anúncios de má qualidade levaram as pessoas a empregar bloqueadores para proteger sua experiência. As pessoas não querem ver anúncios irrelevantes, que interrompam a sua experiência natural ou que sejam indesejáveis. Por isso, vamos ampliar as ferramentas que permitem que as pessoas controlem a sua experiência de publicidade no Facebook, o que nos permite atualizar nossa abordagem ao bloqueio de anúncios.
Entendemos que anúncios são conteúdos que fazem parte da experiência das pessoas no Facebook e quando são relevantes e bem feitos, podem ser úteis, ajudando a encontrar novos produtos e serviços ou até apresentando novas experiências. No entanto, nem todos os anúncios funcionam dessa maneira e as pessoas começaram a evitar determinados sites, aplicativos e adotar softwares de bloqueio para deixar de ver anúncios ruins.
Hoje, estamos facilitando a maneira como as pessoas podem gerenciar suas preferências de anúncios, facilitando a escolha do que é exibido ou não. Além disso, e com mais controles disponíveis para as pessoas, vamos passar a exibir anúncios no Facebook para desktop mesmo para aqueles que estão usando software de bloqueio de anúncios porque acreditamos que podem oferecer uma melhor experiência com a publicidade dentro e fora do Facebook.

Monitor com tecnologia exclusiva

A Philips acaba de trazer para o Brasil o novo monitor Moda Ambiglow, que permite sincronizar na base do produto as cores que estão sendo exibidas na tela, uma tecnologia que valoriza a estética do ambiente. Disponível na cor branca e com um display de 27 polegadas, bordas ultrafinas e um processador rápido, o produto será vendido nas lojas online do Walmart a partir de agosto.
Para os consumidores que gostam de jogar ou visualizar conteúdos com baixa iluminação no cômodo, a tecnologia ajuda a criar uma experiência de visualização mais agradável e imersiva. Além disso, a função melhora a sensação de conforto visual de quem estiver trabalhando no computador, para tornar a atividade mais relaxante e produtiva. Os benefícios são assegurados tanto para quem usufrui de filmes, séries e jogos no modo automático como para quem escolhe manualmente a sua cor favorita.
“O recurso Ambiglow Plus consiste em um processador que analisa a imagem que entra, a cor e o brilho da luz rapidamente. Essa tecnologia resulta em um produto que integra tela e corpo em uma cor equilibrada, não cansando os olhos, além de deixar o ambiente ainda mais confortável para aumentar o bem-estar”, afirma Bruno Morari, gerente de produtos TI da TPV, empresa responsável pela produção dos monitores da Philips (www.tpv-tech.com).

100 milhões de clientes. A volta por cima

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Anos após a era de ouro dos CDs graváveis, quando se tornou líder mundial isolada em software de gravações, a Nero AG mostra que soube se reinventar ao ultrapassar, neste início de agosto, a marca de 100 milhões de usuários de seus novos programas de gestão de conteúdos multimídia. Partindo do veterano Nero Burning ROM, que soma 20 anos de mercado mas viu seu reino diminuir em função da queda de interesse em discos físicos, a companhia alemã investiu nos últimos anos em um segmento de mercado que para alguns analistas parecia incerto – o de suítes congregando aplicativos para editar, compartilhar virtualmente, executar e criar efeitos de estúdio em música, vídeo e fotos, além de gravar os resultados, para os consumidores conservadores, em mídias físicas.
“Para nós, a eventual dúvida quanto ao interesse do consumidor por uma suíte multimídia como o Nero 2016 nunca existiu“, diz o gerente mundial de Comunicação da companhia, Eduardo Vento, que ao longo dos últimos dez anos vem acompanhando diariamente a performance da marca desde sua sala no envidraçado prédio de três andares onde fica a sede global da empresa, em Karlsruhe, uma centenária cidade do interior que abriga, ainda, a primeira universidade tecnológica da Alemanha. “É claro que o mercado mudou e isso trouxe desafios, mas sempre tivemos contato muito próximo com os usuários, o que nos deu certeza da força de nosso modelo de negócios e de nossas soluções.“
Além dos 100 milhões de clientes registrados de suítes multimídia – dos quais 12 milhões são de brasileiros –, o executivo se baseia nos números de downloads legais de softwares Nero feitos a partir do site da companhia. Segundo ele, a cada 3 segundos um usuário de alguma parte do mundo baixa e instala um programa Nero. A média mensal ultrapassa 1 milhão de downloads.
Além do produto em si, outra coisa que encanta os clientes é tê-lo em seu idioma nativo, algo nem sempre comum em aplicativos do gênero. Hoje todos os programas da Nero – eles incluem ainda APPs para backup, faxina em PC e celulares, gravação e reprodução em stream – estão disponíveis em 23 idiomas de forma nativa, entre os quais o português do Brasil.

Transmissões automotivas: realidade e futuro

Mauro Moraes de Souza (*)

Um dos maiores desafios da indústria da mobilidade atual é oferecer veículos integrados às necessidades de preservação do meio ambiente e dos recursos finitos de produção

Nunca se falou tanto, como nesta última década, em eficiência energética e na consequente necessidade de soluções leves e eficientes para os veículos. O Brasil busca nos últimos anos responder a esses imperativos, aliando-os às necessidades internas de crescimento econômico, ao lançar programas como o Inovar-Auto para promover mudança radical no panorama da mobilidade. No entanto, todo o esforço dispendido e o desenvolvimento alcançado têm sido prejudicados face ao atual momento de crise econômica do País.
Vivemos a era da inovação. Forças são arregimentadas, visando um mundo de ventura social, tecnológica e econômica, aproveitamento inteligente dos recursos naturais e entrega de novos valores com alto grau de aplicação para a sociedade. Ultimamente, a queda do preço mundial do barril de petróleo impulsionou o consumo mundial desta commodity. Particularmente, nos Estados Unidos, observa-se uma tendência de aumento do uso de veículos maiores enquanto que as leis que regulam a emissão de poluentes tornam-se mais severas na maioria dos países.
Surge um dilema a ser vencido pelos fabricantes de veículos: atender as normas de emissões em tempos de combustível barato e expectativa de prazer ao dirigir sem limitações. Diversas tecnologias disponíveis trazem contribuições inovadoras inestimáveis, porém permanecem as perguntas: conseguiremos gerenciar ideias e resultados disruptivos ou permaneceremos muito próximos do comum? Inovar significa otimizar ou expandir as fronteiras do negócio? Quais tendências podem indicar as tecnologias futuras a serem desenvolvidas hoje?
Os sistemas de trem de potência ou, como são mais conhecidos, sistemas de powertrain têm contribuído significativamente para o alcance dos objetivos e das metas globais para a redução da emissão de poluentes e particularmente com o grande impulso dado pelo desenvolvimento de motores mais leves, menores e mais eficientes. Semelhante desafio se impõe também aos sistemas de transmissão.
Atualmente, é comum nos depararmos com perguntas contraditórias, mas ainda nem sempre há resposta certa. Qual o melhor caminho? Aumentar o número de relações de transmissão para propiciar ganhos, fazendo com que os motores trabalhem em faixas mais eficientes ou reduzir o número destas relações, para propiciar a redução do tamanho das caixas de transmissão automotivas? Há necessidade ou não de caixas de transmissão automotivas para veículos 100% elétricos? Qual o papel das transmissões no contexto de veículos híbridos? Como os novos materiais e processos para a fabricação dos componentes de uma transmissão podem contribuir para o aumento de eficiência energética de um veículo?
Tendências parecem indicar palavras-chave como melhoria dos componentes das transmissões, hibridização, eletrificação, comunização, modularidade, flexibilidade e escalabilidade. O mercado ainda busca fórmulas para responder perguntas como estas e solucionar as contradições impostas por tais requisitos à inovação dos sistemas de transmissões. Não é tarefa fácil, mesmo para as empresas envolvidas, saber ao certo qual será o futuro das transmissões.
No Brasil, há um espaço considerável para o mercado absorver a chegada de novas tecnologias, porém a barreira atual que precisamos vencer é da credibilidade. Não obstante, ainda que num cenário mais pessimista do que otimista, as empresas da mobilidade brasileira fazem o trabalho de casa, redefinem seu ambiente de negócios e buscam a inovação tecnológica como caminho de sucesso. O que fica claro neste contexto é o seguinte: para que as inovações sejam bem desenvolvidas no Brasil, é preciso que a indústria automotiva aprofunde seu entendimento do que significa inovar, de como fazê-lo de forma sustentável e qual o retorno esperado com inovações. Reconhecer tendências, entender para onde vão as tecnologias e identificar quais soluções atuais fazem sentido no ambiente brasileiro e como adaptá-las é fundam ental para que as empresas invistam e modifiquem positivamente esse cenário de competitividade do setor automotivo brasileiro.
O 14° Simpósio SAE BRASIL de Powertrain objetiva oferecer aos engenheiros da mobilidade, voltados ao ambiente de negócios brasileiro, espaço para entendimento das tendências e questionamento sobre as tecnologias que direcionam o mundo das transmissões automotivas. Os temas escolhidos para a pauta do simpósio serão apresentados nos dias 1º e 2 de agosto, no Parque Tecnológico de Sorocaba, a 100 km de São Paulo, por profissionais altamente qualificados de renomadas empresas de alto nível tecnológico.

(*) É diretor regional da Seção Campinas da SAE BRASIL.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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