Tecnologia 11/11/2016

Dicas para ajudá-lo a otimizar seus processos de produção

Uma nova estratégia de gerenciamento do ciclo de vida de produtos é fundamental para transformar sua empresa na fábrica do futuro

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Lisandro Sciutto (*)

A fábrica do futuro está logo ali. Mas para alcançá-la, as empresas precisam lançar mão de um mix que engloba tecnologia, inovação de produto, personalização e capacidade de desempenho avançada. Um dos fatores críticos para isso é o gerenciamento do ciclo de vida de produtos (PLM), que está sendo tranformado pela realidade de hoje (desde o design de engenharia por meio da prototipagem e lançamento de produto, até o feedback de consumidores, direitos de garantia e serviços after-market). Por isso, elenco, abaixo, os dez passos para que você acelere o desenvolvimento de uma nova estratégia de PLM.

1. Capacidades de PLM avançadas movimentam sua empresa em direção à fábrica do futuro
Habilidades múltiplas de TI precisam ser utilizadas para tornar possível se beneficiar das tecnologias de ponta com foco em inovação de produto, incluindo colaboração em design de produto, cumprimento da regulamentação e impressão 3D para prototipagem rápida.

2. Supply chain e visibilidade
Inovação de produto acelerada – principalmente em indústrias de alta tecnologia – requer um parceiro confiável especializado em supply chain, para que, com isso, você possa se adequar às tendências, tecnologias e demandas. Seus fornecedores devem ser capazes de contratar ou expandir conforme necessário e adaptar-se às várias expectativas dos consumidores.
Visibilidade em tempo real é, também, fundamental. Assim, você pode monitorar os detalhes de componentes, partes e matérias primas. Além disso, a interoperabilidade com parceiros é a palavra-chave, um passo além da simples conectividade.

3. Inovação de produto e ferramentas de configuração
Em função do crescimento da demanda por produtos altamente customizados, a indústria precisa se apoiar em ferramentas de configuração de produtos. Isso deve ajudar as empresas a gerenciarem a complexidade de variação de designs, cotas de produtos e especificações de produção. Um exemplo é a integração entre portal online e soluções de CAD, que permite aos clientes visualizarem os desenhos: melhora a precisão e acelera a cotação para o ciclo de caixa. A impressão 3D é outra ferramenta que acelera inovação, permitindo a rápida criação de protótipos.

4. Montagem em estágio final
Conforme os clientes demandam cada vez mais produtos ETO (Engineer–to-Order) e MTO (Made-to-Order), os fabricantes estão se voltando para o conceito de montagem tardia ou de último estágio para ajudá-los a gerenciar a tendência de consumerização em massa. Ao desenhar produtos em módulos intercambiáveis, os componentes podem ser fabricados ou colocados em inventário para aguardar o pedido. Quando este chega – seja pelo ponto de venda, portal da Internet ou parceiro de canal – o produto é montado com os detalhes e acessórios adequados, e enviado para entrega ao consumidor.
Um conceito parecido é o de fabricação distribuída, em que as matérias primas e métodos de produção são descentralizados e o produto final é fabricado muito perto do consumidor final. Regionalização é uma tendência crescente, assim como o retorno da fabricação para seus locais de origem – fabricantes, seus fornecedores e subempreiteiros trabalham para formar a combinação correta de proximidade do cliente e uma locação produtiva.

5. Internet das Coisas e insights de desempenho
A Internet das Coisas vai impactar muitos aspectos da produção, inclusive o gerenciamento do ciclo de vida do produto (PLM). Design de produto e gerenciamento de supply chain parecem guardar alguns dos maiores benefícios potenciais dessa tecnologia em desenvolvimento. Scanners, códigos de barras e GPS já estão sendo usados para monitorar o movimento de produtos no depósito e nos caminhões, durante o transporte até ao cliente. Dados em sensores embutidos em cima, ou dentro dos produtos, proporcionam insights valiosos sobre quando e como estes foram adquiridos e como desempenha quando usado. Sensores embutidos em pacotes de entrega vão oferecer informações sobre a durabilidade, desempenho e interação com os clientes. Além disso, carros conectados já estão coletando dados sobre comportamento de usuário, serviços e performance.

6. A era dos dados
No último século, engrenagens, óleo e vapor dominavam as fábricas. Hoje, porém, dados são a força motora que faz com que a produção moderna tenha um bom custo-benefício. Insights oriundos de Business Intelligence e análise de dados ajudam as empresas a focar em mercados, tendências de compras, características de clientes, custo de matéria prima, tempo e trabalho, e custos operacionais. Detalhes sobre o produto em uso no mercado e opiniões de consumidores são outras informações oriundas dessas análises.

7. Social e Mobile
Líderes de fabricação não podem ficar amarrados a escritórios, mesas e PCs. Eles andam pelo chão de fábrica e tomam decisões in loco, no coração da operação. Eles precisam de acesso 24 horas a dados críticos e sistemas a partir de locações remotas. Isso pode variar de um técnico de manutenção checando inventário até um gerente de armazém utilizando um tablet para confirmar locações de empilhadeiras e pessoal.
Mídias sociais e ferramentas de colaboração também proporcionam suporte crítico à forma como a força de trabalho faz negócios hoje. Atualmente, as pessoas utilizam smartphones, tablets e laptops no ambiente de trabalho para acessar seus dados de forma mais conveniente. Ferramentas móveis e de colaboração devem ser bem recebidas pelas companhias. Vale mencionar que as ferramentas de colaboração são particularmente importantes para design de produtos ETO, nos quais a opinião do cliente é essencial para o sucesso.

8. Agilidade na nuvem
Novos mercados, novas demandas de clientes, compras omnichannel e competição crescente com as startups levam os fabricantes a buscar uma melhora em produtividade e agilidade. Por oferecer desenvolvimento e implementação mais rápidos, soluções em nuvem apoiam as empresas em seus esforços para a contínua oferta de produtos novos e otimizados para mercados alvo em evolução.
As soluções em nuvem permitem que os fabricantes possam facilmente adicionar ramos e instalações de fabricação, além de configurar novos hubs de distribuição, sem a necessidade de investimento em hardware e servidores. A implementação leva semanas, ao invés de meses e as novas instalações podem ser conectadas facilmente.

9. Controle de qualidade de circuito fechado
Métodos de qualidade automatizados são frequentemente usados por fabricantes como uma forma de ajudar a controlar a consistência e valor da marca. Consumidores têm tolerância baixa a variações inesperadas. Os fabricantes estão aprendendo que podem implantar sensores e estão monitorando dispositivos em diversos pontos do ciclo da produção – ao invés de apenas nas inspeções dos estágios finais. Isso ajuda a detectar problemas de não-conformidade logo cedo e minimiza desperdícios. O controle de qualidade é um importante aspecto da estratégia PLM, frequentemente negligenciado.

10. Centralização no cliente
A economia do mercado atual evoluiu para um modelo centralizado no cliente que dá ênfase na entrega ágil, valor do produto e experiência positiva. Consumidores – em quase todas as indústrias ou verticais – são altamente verbais, inconstantes e rápidos para trocar de marca quando sentem-se desapontados. As empresas precisam construir modelos centralizados no cliente, para que consigam fazer previsões e se alinhar às tendências de compra.

(*) É diretor de produtos da Infor para a América Latina.

Plataforma cria treinos de acordo com o preparo físico dos usuários, se adapta ao desenvolvimento dos exercícios e ainda preocupa-se com a motivação

Os engenheiros alemães reuniram o talento dos melhores personais trainers, fisiologistas, especialistas em educação física e psicologia esportiva e uma enorme gama de outros profissionais da saúde em um algoritmo capaz de atender todos esses requisitos, e assim, criar o aplicativo FREELETICS, uma ferramenta que se adequa ao perfil corporal do usuário para desenvolver um ritmo de treino personalizado, baseado em dados fornecidos pelo usuário e nas métricas de desenvolvimento dos exercícios.
Em outras palavras: quanto mais o usuário treina, mais o algoritmo o conhece, adaptando-se ao seu tipo físico para tirar do atleta o seu máximo. Nesse “feedback”, são testados pontos como força, resistência e condicionamento geral, criando planos de treinamento específicos e 100% personalizados pelo “Coach”. Outra vantagem trazida pelo sistema é a economia: a assinatura mensal do “Coach” custa menos de R$15 por mês pelo website da empresa.
O FREELETICS está disponível para iOS e Android, nas versões Bodyweight, que propõe uma rotina de exercícios funcionais onde só é necessário o próprio peso corporal para a execução; O Running, que que faz o papel de um assessor esportivo e prepara o atleta para corridas e caminhadas; e o Gym, que maximiza o treino em academia com uma nova proposta de musculação, mais simples e eficiente, utilizando apenas barras e anilhas.
A motivação fica a cargo da rede social interna da ferramenta. A cada etapa concluída, o usuário soma pontos em um sistema que usa o conceito de gameficação. Esses resultados e rankings são compartilhados com outros atletas, o que ajuda o usuário a ter uma base de comparação de desempenho. Essa rede social é utilizada também para troca de dicas e para a avaliação mútua dos usuários em relação à execução correta dos exercícios, ajudando assim a melhorar ainda mais o entendimento do algoritmo em relação às suas necessidades.
É importante levar em conta também que, apesar de inteligente, o “Coach” está em processo de aprendizado contínuo. Para gerar as métricas dos exercícios com precisão, o aplicativo é atualizado periodicamente com o resultado de pesquisas de comportamento internacionais e atualizado com a boas práticas de saúde descobertas pelo mundo. A movimentação e interações na rede social interna também serve de laboratório para que a ferramenta possa sempre atender de forma precisa as necessidades dos atletas (www.freeletics.com).

Bancos Conectados: o futuro das instituições financeiras

Ricardo Munhoz (*)

Muitos bancos já utilizam ou experimentam tecnologias inteligentes, oferecendo serviços cada vez mais exclusivos, rápidos e eficientes

Montar uma estratégia digital faz com que o banco torne-se cada vez mais competitivo no mercado diante dos seus concorrentes, além de fidelizar as novas gerações e acompanhar o processo de transição dos que não estão acostumados com o universo digital.
A criação de um Banco Conectado, que segue ganhando força nos mercados pela proposta de integrar todas as áreas, deve sempre começar pela estratégia prioritária, seja ela a receita, uma redução de custos ou uma inovação imprescindível ao mercado. Abaixo, listei seis pontos de partida que podem ajudar a iniciar rapidamente a jornada das instituições financeiras para o modelo operacional de Banco Conectado:

Relações melhores e mais proveitosas
Integrar os clientes de modo a aprimorar a lucratividade e encorajar a lealdade com ofertas abrangentes, definição de preços em tempo real e produtos dinâmicos.

Melhor experiência do cliente
Engajar os clientes por meio de interações personalizadas da próxima geração e permitir que gerenciem seus assuntos financeiros como quiserem.

Aumento da eficiência dos processos
Criar com rapidez a melhor relação custo/benefício, permitindo inovação em escala industrial, novas plataformas e operações baseadas em indicadores de desempenho.

Adoção de novas tecnologias
Reduzir o custo de TI com tecnologia sob demanda, agilizando a comercialização de novos produtos e utilizando melhor a lógica analítica de Big Data.

Entrada de novos parceiros
Incorporar serviços bancários em bens de consumo e integrar ofertas com varejistas, empresas automotivas ou fornecedores.

Foco na segurança cibernética
Investir em sistemas de segurança que permitam aumentar a confiabilidade e liberdade dos clientes, evitando situações de fraudes e que coloquem em risco os dados dos consumidores.

Estes são apenas exemplos de pontos de partida potenciais para a jornada de transformação de um banco. O que está claro é que ficar parado não é mais uma opção. Não há encruzilhadas nem direções alternativas a considerar.
Escolhendo o ponto de partida com base nas prioridades, é possível edificar uma instituição bancária de sucesso sobre um ecossistema de parceiros e clientes altamente rentável. O objetivo deve ser o mesmo dos grandes bancos: ter um modelo de negócios voltados para o cliente, colocando o banco na liderança em termos de envolvimento, rentabilidade, competitividade e eficiência.
É essencial saber por onde começar e o Banco Conectado oferece o vínculo decisivo, proporcionando a transformação operacional necessária para isso. Essa mudança tem tudo a ver com o lugar que a organização quer ocupar no mercado. Está relacionada, ainda, à manutenção da posição de relevância por meio da escolha de tecnologias que alinhem o banco a seus clientes e parceiros e à regulamentação. Também impacta no modo de se diferenciar no aspecto digital – escolhendo o papel que deve representar e como a marca será conhecida em uma era voltada para o cliente.

(*) É um experiente executivo de vendas e desenvolvimento de negócios com mais de 20 anos de experiência no Latin American Banking and Finance.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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