Tecnologia 11/10/2016

Dicas para aprimorar a performance digital

Levantamento “Best of the Web” mostra os principais critérios para sites e aplicativos oferecerem uma melhor experiência virtual

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A Dynatrace, líder mundial em soluções de Gerenciamento de Performance Digital, realiza anualmente o levantamento “Best of the Web” para comparar as experiências digitais oferecidas por empresas líderes em alguns segmentos, como financeiro, seguros, varejo e viagens. Além de identificar as melhores em cada setor, o relatório analisa profundamente a performance de cada companhia e oferece sugestões sobre como melhorar e evitar os erros que atrapalham o comportamento de uma plataforma web ou mobile. Entre problemas de construção de página, uso excessivo de vários domínios e falta de definição de um orçamento para o gerenciamento digital, a Dynatrace lista cinco recomendações para as companhias oferecerem uma boa experiência virtual para os usuários.

1 – Problemas de desempenho nem sempre são técnicos
Existe uma falta de processo e de cultura que coloca o desempenho como uma característica fundamental na experiência do cliente. A performance pode parecer um aspecto invisível quando está tudo funcionando bem, mas, assim que surge um problema, ela se torna o foco principal. “É preciso avaliar o que os clientes esperam do serviço. Ainda existe uma tendência a não priorizar o desempenho como característica fundamental na experiência do usuário. Se isso fosse feito, poderia minimizar o risco de o cliente ficar frustrado e, consequentemente, impactar os negócios negativamente”, explica Roberto de Carvalho, presidente da Dynatrace no Brasil.
A falta de visibilidade dos problemas de desempenho é uma combinação de inexperiência na mensuração de critérios de avaliação e pouco entendimento dos dados de monitoramento de performance. Ainda existe outro agravante: a pouca compreensão sobre o orçamento adequado para iniciativas desse tipo. Analisar a otimização de desempenho em relação a requisitos de negócio e expectativas do usuário é um dos principais pontos para uma estratégia madura.

2 – Não negligencie os princípios básicos de construção de página
Ao mesmo tempo em que os sites tornam-se cada vez mais complexos, muitas recomendações de gerenciamento de desempenho não são respeitadas. É comum ocorrerem erros com o uso excessivo do JavaScript, CSS e frameworks. Outro problema é a rolagem interminável que causa atrasos na renderização inicial. Serialização de todos os tipos e falta de princípios básicos, como conexões pouco persistentes, controle de cache e tamanhos de imagens grandes, são outros itens que afetam constantemente uma boa performance virtual.

3 – Assegure-se de que terceiros não se tornem um trem desgovernado
Embora existam muitos serviços de terceiros essenciais, como publicidade, personalização e dados analíticos, normalmente esses componentes extras podem virar um trem desgovernado que torna a performance lenta e prejudica a experiência digital. É necessário conhecer o valor de cada fornecedor para alcançar os resultados de negócio e satisfazer a expectativa do usuário, determinando se o valor que cada um entrega vale a perda do desempenho. É essencial que tanto as organizações técnicas como os departamentos de negócio estejam envolvidos nesse processo de avaliação. Para gerenciar bem a performance de terceiros em um site, é necessário reduzir o número de domínios, focar em consistência, procurar ter tempo de carregamento abaixo de 100 milissegundos e comparar continuamente como se comportam os diferentes fornecedores que estão na página.

4 – Sites adaptados para dispositivos móveis não devem ser mais lentos
Um projeto responsivo, ou seja, uma concepção de site que se encaixe automaticamente em celular, tablet ou desktop tem criado constantemente uma experiência móvel mais lenta. Uma iniciativa adaptada para diferentes dispositivos cria um cenário em que a manutenção da interface dos usuários é mais fácil porque existe uma base de código unificada. No entanto, isso cria desafios de desempenho – especialmente para a tecnologia móvel. “Vemos uma série de organizações que tentam tornar responsivo um portal ‘pesado’, construído sem as melhores práticas. A versão mobile fica quase inutilizável quando é adaptada a esse formato sem um projeto adequado. Todos os problemas que tornam um portal mais lento no PC têm um impacto pior no ambiente móvel”, explica o executivo da Dynatrace.
Para otimizar um projeto responsivo, é importante compreender a grande viabilidade de um ambiente móvel. É necessário ampliar a visão com dados de usuários reais para ter uma percepção entre os diferentes aparelhos, sistemas operacionais e navegadores. Todos os aspectos que tornam um site mais lento, como excesso de JavaScript e muitos arquivos de fontes e tamanhos personalizados, possuem um impacto ainda maior em ambiente móvel.

5 – Não existe um número de performance que deve ser alcançada
Por muito tempo, a melhor prática de desempenho era tentar chegar a algum número universal para o tempo de resposta de cada página. Conforme essa prática e a indústria se tornaram mais sofisticadas, esse conceito também ficou obsoleto. Os clientes passam a ser mais pacientes conforme estão mais envolvidos em sua experiência digital. Quanto mais tempo ficarem no site e mais itens acrescentarem ao carrinho de compras, maior é a chance de esperarem por login ou checkout lentos.
Quando existem problemas de desempenho nas primeiras páginas em uma transação, é possível observar uma desistência significativamente superior. Os clientes também são mais sensíveis com base no número de páginas em que eles encontram problemas. Isso fica evidente no estudo da Dynatrace feito com base em milhares de transações sobre as taxas de conversão. O levantamento mostra que, quando não existem problemas de desempenho, ocorre quase o dobro de taxa de conversão de usuários do que quando cinco páginas ao longo das transações apresentam problemas de performance.

Segundo pesquisa, 78% das empresas se sentem ameaçadas por startups digitais

A Dell Technologies divulgou hoje os resultados da pesquisa “Digital Business Research Index”, que mostra que 78% das empresas acreditam que as startups digitais representam uma ameaça para sua organização, seja agora ou no futuro. Esse fenômeno está impulsionando empresas inovadoras e acelerando o declínio de outras. Quase metade (45%) das empresas pesquisadas, globalmente, temem que seus negócios se tornem obsoletos dentro dos próximos três a cinco anos, devido à concorrência de startups da era digital.
Algumas empresas estão sofrendo com a velocidade da mudança. Mais da metade (52%) dos líderes de negócios vivenciaram uma interrupção significativa em seus setores nos últimos três anos, como resultado do advento das tecnologias digitais e da Internet das Coisas, e 48% das empresas globais não sabem como será seu setor daqui a três anos.
Os resultados provêm de uma pesquisa independente realizada pela Vanson Bourne com 4.000 líderes de negócios (de empresas de médio a grande porte) em 16 países, incluindo o Brasil, e 12 setores.
“Até o momento, a quarta revolução industrial se provou tão brutal quanto suas predecessoras. Se as empresas não conseguirem acompanhar, ficarão para trás… ou pior. A abordagem de ‘deixar para amanhã’ não funciona”, explica Jeremy Burton, Chief Marketing Officer da Dell Technologies.

Progresso desigual ou crise digital se aproximando?
O progresso é desigual, para dizer o mínimo. Algumas empresas mal começaram sua transformação digital. Muitas adotaram uma abordagem fragmentada. Apenas uma pequena minoria está perto de concluir sua transformação. Somente um a cada três empresários pesquisados está executando os atributos críticos digitais de negócios* adequadamente. Embora apenas parte de muitas empresas esteja pensando e agindo digitalmente, a ampla maioria (73%) admite que a transformação digital poderia ser mais difundida em toda a organização.

Cresce o uso de Internet pelo celular entre professores de escolas públicas e particulares

Luis Casuscelli (*)

6ª edição da pesquisa TIC Educação, do Cetic.br, passa a investigar também o uso de Internet no telefone celular em atividades com os alunos

No Brasil, os professores começam a incorporar as tecnologias móveis para auxiliar as atividades pedagógicas. Em 2015, o percentual de professores que também utilizaram o celular para acessar a Internet aumentou em relação ao último ano da pesquisa: passou de 66%, em 2014, para 85%, em 2015. Com a disseminação do uso da rede por meio do celular, mais de um terço dos docentes (39%) afirmou utilizar o dispositivo para realizar alguma atividade com os alunos.
Os dados são da pesquisa TIC Educação 2015, divulgada nesta quinta-feira (29) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).
O aumento no acesso à Internet pelo telefone celular tem sido apontado como uma tendência tanto na pesquisa TIC Educação como em outras pesquisas do CGI.br sobre hábitos de uso das tecnologias pelos diversos públicos. Neste ano, pela primeira vez, a pesquisa coletou dados sobre o uso da Internet no celular para atividades de ensino e aprendizagem, e mostrou que a adoção do dispositivo em atividades com os alunos foi mencionada por 39% dos professores: 36% de escolas públicas e 46% de escolas privadas.
Também houve um crescimento de 6 pontos em relação a 2014 no percentual de estudantes que afirmaram utilizar o celular como um dos meios para acessar a Internet: passou de 72% para 78%. A TIC Educação apontou também que 46% dos professores levaram o próprio computador portátil para a escola para a realização de atividades de gestão escolar e pedagógicas, enquanto 14% deslocaram seu próprio tablet.

Uso do computador e da Internet para atividades pedagógicas
O estudo mostra que 73% dos professores utilizaram computador e Internet em ao menos uma das atividades com os alunos investigadas pela pesquisa (resultado que foi de 70% entre professores das escolas públicas e 84% das escolas privadas). As atividades mais citadas pelos professores no uso de computador e Internet foram: pedir aos alunos a realização de trabalhos sobre temas específicos (59%), solicitar trabalhos em grupo (54%), dar aulas expositivas (52%) e solicitar a realização de exercícios (50%).
No que se refere apenas ao uso de Internet, o número de professores de escolas públicas que utilizaram o laboratório de informática é maior (35%) do que o daqueles que usaram a Internet na sala de aula (23%). Entre os professores de escolas privadas, há uma situação inversa: a utilização da Internet na sala de aula (50%) supera o uso no laboratório de informática (29%).
“Pela primeira vez, a pesquisa coletou de maneira separada o local que os professores usam o computador e o local que eles utilizam a Internet para atividades com os estudantes. Apesar da disparidade de infraestrutura entre escolas públicas e privadas, observamos que o uso da Internet em espaços diversos da escola por meio de redes sem fio é uma tendência”, explica Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.
Infraestrutura TIC nas escolas
Em 2015, os dados demonstraram que 93% das escolas públicas de áreas urbanas possuíam algum acesso à Internet, infraestrutura que está universalizada entre as escolas privadas. Na sala de aula, no entanto, o acesso à Internet estava disponível em 43% das escolas públicas e em 72% das escolas privadas.
O uso da Internet na sala de aula também é reforçado pela presença marcante das redes sem fio: 84% das escolas públicas e 94% das escolas privadas com acesso à Internet possuíam Internet sem fio (Wi-Fi). Entre as escolas públicas, apenas 22% permitiram o uso da rede sem fio (Wi-Fi) pelos alunos, enquanto 62% restringiram esse uso. Entre as escolas privadas é menor o percentual de instituições que restringem o uso do Wi-Fi (58%) e maior a quantidade que permite acesso aos alunos (35%).
“Enquanto a grande maioria dos alunos das escolas brasileiras afirmou acessar a Internet pelo celular e parte crescente dos professores elaborou atividades utilizando esse dispositivo, ainda existem obstáculos para o acesso à Internet pela comunidade escolar, e na maioria dos casos o uso do Wi-Fi é restrito para os alunos. Esse é um assunto que merece ser amplamente debatido por educadores e formuladores de políticas públicas”, opina Barbosa.

Redes de colaboração
Em 2015, 39% dos professores afirmaram ter cursado uma disciplina específica na graduação sobre o uso de TIC em atividades pedagógicas, sendo que, entre os entrevistados com idade inferior a 30 anos, esse número é de 54%. Para além dos programas institucionais, 91% dos professores disseram aprender sozinhos a utilizar o computador e Internet ou a se atualizarem sobre eles.
A pesquisa mostra, no entanto, a importância das redes de colaboração entre os educadores: 70% dos professores afirmaram aprender a utilizar computador e Internet por meio de contatos informais com outros professores e 44%, com algum grupo de professores da própria escola.
Assim como na troca de experiências sobre o uso das TIC em atividades de ensino e aprendizagem, 95% dos professores usuários de Internet disseram que fazem uso de recursos obtidos na Internet por motivação própria, enquanto 63% citaram os colegas ou outros educadores como fontes de motivação.
“Tais dados sugerem que, na agenda de formação de professores, a mediação realizada por pares merece maior atenção e pode ser uma forma de facilitar a aproximação dos docentes com as TIC. Além do apoio da coordenação pedagógica e dos cursos de formação, a troca com outros professores tem extrema importância. É necessário considerar o próprio professor enquanto um multiplicador na escola”, reforça Alexandre Barbosa.
Realizada anualmente, a pesquisa está na sua 6ª edição e tem o objetivo de monitorar o uso e a apropriação das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) pelos atores do sistema de ensino, em escolas públicas e privadas do Ensino Fundamental e Médio, de áreas urbanas, com ênfase para as atividades de ensino e aprendizagem e gestão escolar. A coleta de dados foi realizada entre os meses de setembro e dezembro de 2015, a partir de entrevistas com 898 diretores, 861 coordenadores pedagógicos, 1.631 professores e 9.213 alunos.
Para acessar a pesquisa na íntegra, assim como rever a série histórica, visite http://cetic.br/pesquisa/educacao/indicadores.
Compare a evolução dos indicadores a partir da visualização de dados disponível em: http://data.cetic.br/cetic/explore?idPesquisa=TIC_EDU.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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