Tecnologia 11/08/2016

Ser e estar em Compliance

O grande desafio das empresas no mundo moderno já não está apenas em existir, mas, principalmente, em se manter líder em seu segmento.  Mas, como vencer a concorrência, se, na maioria das vezes, o que se produz são apenas commodities em um mercado extremamente complexo e globalizado?

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William Ramalho (*)

Nesse contexto, surge o compliance. O termo tem origem no verbo inglês “to comply”, que significa cumprir, executar, agir de acordo com legislações vigentes, normas e regulamentos impostos. O compliance se propõe, cada vez mais, a ser uma vantagem competitiva para as organizações, uma vez que fortalece aspectos preventivos da gestão, atuando no cotidiano administrativo e na promoção da conformidade. Com destaque no mercado financeiro, a prática tem se estendido aos mais diversos segmentos públicos e privados, especialmente àqueles que estão sujeitos a fortes controles e regulamentações.

Dentro das organizações, o compliance é a estrutura que atende às demandas dos órgãos reguladores e contempla práticas relacionadas à governança corporativa e de gerenciamento de riscos. Também faz a gestão dos assuntos relacionados à ética e aos valores, busca o cumprimento de leis e de políticas internas e externas e apoia a implementação de novas metodologias. Além disso, é responsável por definir as melhores práticas visando transformar princípios em atitudes e, consequentemente, proteger a reputação e a imagem das instituições, assim como a sua sustentabilidade.

O compliance também tem forte papel no fortalecimento dos processos de negócio. Estes devem ser desenhados, aprimorados e conduzidos de tal maneira, que os riscos e as ameaças sejam identificados, mensurados, mitigados e monitorados estrategicamente por meio de controles internos.

No entanto, para garantir que a empresa esteja em conformidade com os seus processos, leis, políticas e procedimentos, é necessário que a alta administração faça parte da cultura organizacional, disseminando a importância e o comprometimento de todos os funcionários com os requisitos internos.

Segundo a Associação Brasileira de Bancos Internacionais (ABBI), existem duas definições para a função Compliance nas organizações: “Ser e Estar em compliance”. “Ser compliance” é conhecer as normas da organização, seguir os procedimentos recomendados, agir em conformidade aos seus processos e sentir o quanto a ética e a idoneidade são fundamentais em todas as nossas atitudes. “Estar em compliance” é estar em conformidade com as leis e regulamentos internos e externos.

A seguir, confira algumas dicas para alcançar a conformidade com as diretrizes do Compliance nas empresas:

• Manter um alto grau de conhecimento dos processos sob sua responsabilidade, buscando os resultados esperados, atribuindo-lhes a qualidade e a segurança indispensáveis;

• Zelar e estar atento ao cumprimento das normas e procedimentos: fazer o que é correto, sem desvios de processos, respeitando as políticas internas;

• Conhecer as regras internas e colocar em prática o que é permitido fazer ou não em termos de comportamento institucional;

• Preservar a imagem da empresa perante o mercado: usar os canais de comunicação oficiais da organização para denunciar situações de risco atrelado à reputação da instituição, que podem levar a impactos negativos à imagem, perda de rendimento e declínio da base de clientes;

• Disseminar a cultura do respeito às regras e normas internas da instituição, padrões éticos e de conduta moral para conscientização da importância do “Ser e Estar em compliance”.

Todos nós temos responsabilidade individual por compliance. Um programa com este objetivo pode não ser o suficiente para evitar crises. Mas, certamente, aprimorará os processos internos com a promoção da conformidade e uma gestão de resultados mais eficientes.

E então? Você É ou Está em compliance com a sua organização? Reflita!

(*) É Gerente Executivo da Mega Sistemas Corporativos. A Mega é uma S.A. de capital fechado que nasceu no estado de São Paulo, em 1985 (www.mega.com.br).

Competição seleciona 70 startups para um ano de incubação na frança e financiamento de € 45,000

Está aberta a 2ª temporada do French Tech Ticket, competição global que selecionará 70 startups em fase de criação ou crescimento para passar um ano em uma das 40 incubadoras de renome na França a partir de janeiro de 2017. Os empreendedores receberão € 45,000 em financiamento, além de apoio, como aulas, eventos de networking e sessões de orientação para acelerar o crescimento das startups.
A 1ª temporada do French Tech Ticket, realizada em 2015, elegeu 23 equipes de startups de 23 países, entre eles o Brasil, representado pela startup franco-brasileira Cophenol, que concorreu com mais de 700 projetos inscritos. A Cophenol desenvolve um projeto de alta tecnologia na área agrícola que consiste na reciclagem da polpa de café para transformação em carvão vegetal para ser utilizado como fertilizante.
Para Mariana Bittencourt, brasileira integrante da equipe da Cophenol, a experiência foi engrandecedora. “Fazer parte do programa Paris French Tech Ticket foi incrível. As aulas que tivemos oportunidade de assistir juntamente com as seções de networking fizeram com que a gente compartilhasse nossas experiências com os outros premiados e também que aprendêssemos com eles. A nossa promoção era bastante diversificada com pessoas de todos os lugares do mundo o que nos permitiu também de estarmos inseridos em um ambiente multicultural. Além disso, só temos a felicitar a organização do programa que me ajudou bastante com a acessibilidade do meu visto francês”.
Segundo Mariana, a experiência é desafiadora, mas muito gratificante. Ela explica que o programa oferece todo o suporte para que tudo ocorra bem e para que as equipes aproveitem ao máximo o período na França.
Os interessados em se inscrever na 2ª temporada do French Tech Ticket devem têm até o dia 24 de agosto para submeter a startup. Basta acessar o site www.frenchtechticket.com. Todo segmento é elegível ao prêmio e os times de startups devem ser compostos por grupos de 2 a 3 pessoas. Os membros devem possuir fluência em inglês, pois o programa será realizado inteiramente no idioma. Além desses requisitos, as equipes vencedoras devem estar preparadas para se mudar para a França em janeiro de 2017 e dedicar 100% de seu tempo ao desenvolvimento do projeto pelo período de um ano.

Os benefícios da Certificação Digital ao setor da saúde

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A Certificação Digital está presente em todos os setores que precisam garantir a autenticidade e a integridade de ações no meio eletrônico, seja por meio da assinatura de um documento, seja para o envio de uma obrigação fiscal. No setor da saúde, não é diferente. Tanto que, desde o dia 19 de julho, os laboratórios de análises clínicas devem utilizar o Certificado Digital como meio de assinatura de laudos eletrônicos.

E os benefícios vão além. O uso da Certificação Digital melhora a eficiência operacional, já que possibilita a migração de 100% dos processos físicos para o meio digital. O Hospital Regional de Cotia (HRC) e o Hospital Geral de Itapecerica da Serra (HGIS), geridos pelo Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo Seconci-SP, são exemplos de instituições que vivenciam esses benefícios na prática.

Em ambos houve a integração da tecnologia ao Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), o que facilitou o armazenamento de dados, a consulta ao histórico e aos prontuários e a troca de informações entre todos os profissionais dos hospitais. Com isso, foi possível reduzir a burocracia e agilizar o atendimento.
Outra vantagem do uso do Certificado Digital na área da saúde é a segurança, já que os processos no meio eletrônico são mais fáceis de serem administrados e rastreados. Com ele, é possível minimizar o risco de extravio de documentos e registros. Também é possível reduzir o risco de interpretação errônea de receitas manuscritas.

A sustentabilidade também é um benefício. Com o PEP integrado à Certificação Digital é totalmente eliminada a necessidade do uso do papel para a assinatura/autorização de um procedimento, por exemplo. Todas as etapas podem ser assinadas ou autorizadas no meio eletrônico, com validade jurídica, por meio da utilização da assinatura digital, que é gerada a partir do uso do Certificado.

Em 20 anos, o Certificado Digital nunca esteve tão presente em todos os setores econômicos como nos últimos tempos. Isso é o reflexo de como a utilização dele ajuda, e muito, o dia a dia dos profissionais e das empresas.

(Fonte: Julio Cosentino é vice-presidente da Certisign e presidente da ANCD (Associação Nacional de Certificação Digital)).

Por mais mulheres na TI

Leonard Wadewitz (*)

Por que, até hoje, a tecnologia parece coisa de homens? É fato que nas salas de aulas dos cursos de engenharia e ciências da computação ainda predomina a presença masculina, assim como na liderança de empresas de TI

Uma pesquisa da CompTIA mostra que apenas 24% dos profissionais de tecnologia no mundo são mulheres, sendo só 8% em cargos de gerência.
Segundo dados do World Economic Forum, a participação das mulheres no mercado de trabalho em geral chegará perto a dos homens somente no ano de 2133. Ainda assim, começamos a nos acostumar a ver exemplos ao redor do mundo de mulheres que começam a desmistificar esse preceito e lideram grandes empresas. Contamos a história de algumas delas, de fora do país, em nossa ação Mulheres na TI, nas redes sociais da CompTIA Brasil, como Susan Wojcicki, CEO do YouTube, Virginia “Ginni” Rometty, CEO da IBM, Ursula Burns, CEO da Xerox. Já de exemplos nacionais, acabamos de divulgar a história de Regina Pistelli, CIO do grupo ABC:
“TI não é lugar só para homem, é para mulher também. Sou matemática, sou nerd, e nem por isso deixei de ser feminina. A área te dá muita independência e chance de realizar sonhos”, contou Regina, que foi CIO em diversas empresas, como Fleury e Cofap Magneti Marelli e, em 2015, criou o CIO Solidário, um grupo formado por executivos que levanta fundos para ações sociais, que já promoveu sete benfeitorias, com doação de alimentos, cadeiras de rodas e mantimentos para asilos, orfanatos e pessoas físicas.
Um dos caminhos para mudar esse quadro é a participação de comunidades dedicadas ao empoderamento feminino, como a Advancing Women In IT, rede de contatos de 10 mil pessoas que, além de ajudar na busca de carreiras de TI bem-sucedidas, incentiva mulheres a escolher a TI como carreira, e apoia empresas na criação de uma cultura que promova uma força de trabalho diversificada.
Ainda temos muitas barreiras até lograr nesse processo de desenvolver o público feminino no setor de TI, como melhorar o equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal, um fator que, de acordo com o estudo do World Economic Forum, é o principal limitante no momento de atrair a mulher para o mercado.
Porém, ainda que a passos lentos, estou seguro de que chegaremos à igualdade de oportunidades nesse setor.

(*) É Diretor da CompTIA para a América Latina e Caribe.

 
 
 
 
 
 
 
 
 

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