Tecnologia 11/03/2016

Três tendências da tecnologia que nos levarão à educação do futuro

A presença da tecnologia na educação existe há tempos, com o uso de equipamentos e recursos como vídeo cassete, projetores, computadores, internet, lousa interativa e, mais recentemente, laptops e tablets. Entretanto, a discussão sobre o uso da tecnologia nessa área tem se tornado mais frequente nos últimos anos, à medida que ela se torna mais intrínseca à vida das pessoas

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Vitaly Sukhovsky (*)

Além de mudar o cotidiano das pessoas, a tecnologia – com sua constante e rápida evolução – muda a maneira que os estudantes aprendem, como eles interagem e colaboram entre si e como os professores ensinam. Essas transformações nos dão uma prévia de como será o futuro da educação e como as escolas, universidades e instituições de educação precisam estar preparadas para se adaptar e suportar tudo isso. Abaixo, listo alguns dos principais sinais que vão ditar os rumos da educação:

1. Múltiplos dispositivos
Ter aulas no computador no laboratório de informática, acessar o conteúdo das aulas no tablet, colaborar em um trabalho pelo smartphone… são inúmeros os dispositivos que acessamos no dia, e muitas vezes, usamos vários aparelhos ao mesmo tempo. Além desses citados, também estamos evoluindo para óculos e relógios inteligentes e outros dispositivos vestíveis que só eram sonhos no passado. Independente do equipamento que será mais utilizado na educação do futuro, a mensagem é clara: o acesso às informações, conteúdos e aplicativos desses gadgets precisa ser contínuo, e é preciso que a TI das escolas seja capaz de suportar e garantir esse acesso por qualquer dispositivo.

2. Nuvem
Com a nuvem, ensinar e aprender tem se tornado mais social. Os professores podem usar a nuvem para recolher e avaliar os trabalhos e compartilhar as notas online. Os alunos podem acessar conteúdos online, como documentos, vídeos, imagens interativas, podcasts. Além disso, aplicativos de educação pela nuvem permitem que estudantes de diferentes estados, países e até continentes colaborem juntos. Muitas instituições de ensino já estão investindo nessa tecnologia e oferecem cursos técnicos, programas de graduação e pós-graduação pela educação a distância, utilizando os recursos da nuvem. Cursos gratuitos online de curta duração e sobre todo tipo de assunto – muitas vezes proporcionados por universidades internacionais renomadas – também são cada vez mais comuns de se encontrar.

3. Disponibilidade
De nada adianta a mobilidade e a nuvem se os sistemas das instituições de ensino não se mantiverem disponíveis. Se houver problemas na velocidade de conexão ou paradas que impeçam que alunos e professores acessem seus dados e conteúdos, eles não vão querer utilizar seus dispositivos para aprender e ensinar. Da mesma forma, de nada adianta ter belos livros e materiais virtualizados, se eles não puderem ser acessados. E para que a tecnologia não se torne uma barreira para isso, é preciso garantir que a infraestrutura suporte-a. Proteger o ambiente de TI da escola ou da universidade com soluções que garantam o acesso em tempo real, evitem paradas no sistema, recuperem qualquer tipo de aplicação ou informação em caso de falhas é essencial para conseguir uma boa experiência da tecnologia no ensino.

Além dessas três tendências que nos mostram a influência da tecnologia na educação, é preciso levar em consideração que as instituições de ensino também demandam atualmente uma infraestrutura de TI mais eficiente para atender às demandas tanto de alunos como de professores. Ter uma estrutura sempre disponível e que pode reduzir custos é um requisito que atrai futuros estudantes e que colabora para a educação conectada do futuro.

(*) É vice-Presidente para Mercados Emergentes e América Latina da Veeam Software.

Tecnologia para controle de acesso

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Especialista em tecnologias para controle de acesso, a Digicon lança um conceito pioneiro no mundo, o dFlow. São bloqueios para controle de acesso de pedestres que permanecem sempre abertos no conceito de passagem livre, também chamado de freeflow. O equipamento será lançado no Brasil no mês de março e no exterior em abril.
Com desenvolvimento de dois anos e investimento de R$ 2 milhões, a solução é inovadora, pois alia sensores de profundidade 3D e alta velocidade de processamento para bloquear a passagem somente de pessoas não autorizadas. O equipamento tem possibilidade de rastrear mais de um usuário por vez de forma simultânea, praticamente eliminando fraudes e garantindo alta confiabilidade no acesso. Também aceita a integração com as principais tecnologias de identificação tradicionais, incluindo código de barras, RFID, MIFARE e biometrias como, por exemplo, as de reconhecimento facial.


Os desafios de todos nós

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O ano de 2015 foi marcado pelo acúmulo de crises no Brasil: econômica, política, institucional, de liderança e de corrupção. Certamente, esse turbilhão de acontecimentos afetou todos os setores da economia, inclusive o da Tecnologia da Informação. Felizmente, por ter o privilégio de ser um agregador tanto em momentos de expansão quanto em períodos de retração, o esperado é que o segmento encontre saídas para ser menos impactado em 2016.
Em função do momento de transformação digital no qual o mercado se encontra, as empresas de TI contam com oportunidades de crescimento a partir de tendências como o Big Data, Analytics, Cloud Computing, Mobilidade e Redes Sociais. Esse cenário tem proporcionado o surgimento de novos negócios e de maneiras diferentes de interagir com os consumidores em diversas áreas, como na telefonia, com o Whatsapp; na mobilidade, com o Uber; e no entretenimento, com a Netflix, só para citar alguns exemplos. O sucesso desses novos negócios demonstra que a transformação digital deve avançar novos patamares e estar cada vez mais presente na rotina de companhias e consumidores.
Claro que o momento político-econômico acaba interferindo na decisão de investimentos. No ano passado, mesmo tendo necessidade de aprimorar, algumas empresas optaram por serem mais cautelosas neste sentido, postergando projetos ou desenvolvendo trabalhos menores do que gostariam.
Além disso, o setor também foi impactado pela revogação dos benefícios da Lei do Bem, que pode trazer de volta a informalidade ao segmento, bem como com a reoneração da Folha de Pagamento, o fim de um benefício que, durante os três anos em que esteve em vigor, permitiu a criação de 87 mil postos de trabalho.
Com o aumento da alíquota de Contribuição Previdenciária de 2% para 4,5%, gerada por essa reoneração, a formalização do emprego e o investimento na especialização podem ser prejudicados.O aumento da taxa de desemprego no Brasil diminuiu a pressão das vagas não preenchidas no segmento de TI, mas o desafio dos empresários continua sendo conseguir formar mão de obra especializada para atingir as metas de demanda do mercado com profissionais qualificados.
Com uma situação econômica instável e a retirada de benefícios que já demonstraram ser vantajosos para o país, cria-se um ambiente adverso para este setor, composto em sua maioria por micro e pequenas empresas e complexo suficiente para um novo empreendimento conseguir sobreviver, ainda que ofereça serviços inovadores, considerados aderentes ao mercado.
Ainda assim, no começo de 2015 a expectativa de crescimento do Mercado Brasileiro de TI para o ano era de 7,3%, contra os 6,7% conquistados em 2014. E apesar de os números referentes ao período, comparando o Brasil com o mercado mundial, ainda não estarem fechados pela ABES e IDC, é possível que o setor alcance a estimativa ou mesmo consiga superá-la por conta do aumento do dólar. Caso se confirme, o Brasil se manterá entre os países com maior taxa de crescimento do mundo.
Por essas razões, e devido a um cenário ainda conturbado pelas crises política e econômica que devem se estender ainda neste ano, o setor precisa seguir tentando se adaptar ao novo momento, se beneficiando das tendências da transformação digital, mas ainda com crescimento moderado e retomada de ascensão somente em 2017.

(Fonte: Jorge Sukarie, Presidente da ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software e membro da entidade desde 1989. Formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas, e Pós-Graduado pela mesma instituição, com ênfase em Finanças e Marketing. Curso de Especialização em Gerenciamento de Empresas feito na Harvard Business School em Boston (USA). Sukarie também é Sócio fundador e Presidente da Brasoftware Informática Ltda. (1987).

Combate à corrupção demanda mais do que um programa de compliance

Eduardo Person Pardini (*)

Atualmente se fala muito na necessidade das empresas contarem com uma política de “compliance”, que o decreto 8420 de 18 de março de 2015 denomina como programa de integridade

A medida provisória 703, de 18 de dezembro de 2015, torna obrigatório para as empresas que assinarem o acordo de leniência (Lei Anticorrupção, Lei 12.846/13) a adoção de medidas que garantam sua conformidade com o programa de integridade.
Sem entrar no mérito do direito, está obrigação se torna inócua uma vez que não existe um modelo de acompanhamento obrigatório, realizado pelas instituições governamentais, para saber se as empresas assinantes do acordo estão ou não aderentes às medidas de integridade. Esta medida provisória, da maneira como está, abre espaço para que as empresas cometam o ilícito na certeza de uma punição branda.
Além disso, como um ato de corrupção não ocorre sem que haja, o corrupto e o corruptor, a obrigatoriedade de adoção do programa de integridade deveria ser para ambas as corporações e não somente para o corruptor.
Tenho visto também discussões abstratas sobre a importância da política de “compliance”, como solução para a governança das organizações, o que não é.
A maioria das organizações que estão relacionadas nos escândalos de corrupção, tinha em sua estrutura, políticas de governança, incluindo “compliance”, auditoria interna, gestão de riscos e controles internos.
Todo este aparato não foi eficaz para prevenir a ocorrência de atos ilícitos de corrupção, por uma simples e pequena razão: não havia comprometimento da alta gestão com a ética e com as boas práticas de gestão. Estes dirigentes (de forma direta ou por omissão) foram coniventes com os atos de corrupção.
Então, o atributo mais importante de uma política de governança é o irrestrito comprometimento da alta gestão em agir de acordo com as leis, regulamentos, normas, políticas e melhores práticas de gestão.
Precisamos entender que uma política de “compliance” é um dos fundamentos da governança corporativa. É muito mais que um conjunto de regras. É uma questão de atitude e comportamento da liderança, o qual deverá permear todos os níveis hierárquicos da organização.
Saliento a seguir, os principais atributos para que a empresa conte com um processo de governança de alto desempenho:
1. Forte compromisso com a ética, transparência e competência por parte dos dirigentes e conselheiros. Que devem comunicar isso de forma clara e transparente para todos os colaboradores, terceiros, fornecedores e prestadores de serviços. Eles devem disciplinar e orientar o comportamento corporativo;
2. Manter um processo contínuo de revisão dos riscos operacionais, incluindo os riscos de fraudes, de forma a que a empresa possa tomar todas as medidas necessárias para fortalecer as respostas ao risco identificado;
3. Ter um procedimento específico para coibir fraudes e ilícitos, seja no âmbito das negociações com instituições públicas como também com empresas do setor privado. Incluindo a manutenção de um canal transparente de denúncias de irregularidades, bem como, um processo independente de investigação e avaliação das irregularidades denunciadas;
4. Manter um processo de registros contábeis de todos os fatos e transações que assegurem, de forma completa e precisa, a confiabilidade das informações e demonstrações financeiras;
5. Conhecer de forma detalhada os fluxos de transações que compõem os diversos ciclos de negócio, estabelecendo um monitoramento contínuo do desempenho e dos sistemas de controle de interno existente;
6. Promover transparência corporativa através de avaliação do processo de governança, riscos e controles internos, realizado por uma auditoria interna proativa e independente, visando o aperfeiçoamento dos sistemas de gestão.
As corporações devem olhar com muita atenção estes atributos, pois governança é requisito para uma gestão sustentável, trazendo perenidade para a organização.
Os executivos, por sua vez, devem deixar de lado o discurso equivocado de que tudo isto é burocracia, pois não é.
Compliance é gerenciar os negócios de forma inteligente­.

(*) É Sócio principal, responsável pelos projetos de governança, gestão de riscos, controles internos e auditoria interna da Crossover Consulting & Auditing. É diretor executivo do Internal Control Institute – chapter Brasil, palestrante e instrutor do IIA Brasil.

 
 
 
 
 
 
 

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