Tecnologia 08/12/2015

Loading…A indústria digital deve vender direto ao cliente final?

Quando falamos em e-Commerce, este canal está mais do que consolidado no varejo e cresce constantemente, mesmo em períodos de crise econômica. Mas, quando o foco é a indústria e os distribuidores o que vemos ainda é muita confusão

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Maurício Di Bonifácio (*)

É comum em reuniões com empresários de industrias ouvirmos que querem montar um e-Commerce para vender seus produtos ao cliente final direto, sem passar pelo varejo. Mas, via de regra, esta é uma decisão que pode se tornar equivocada e levar à gastos excessivos sem retorno justificável.

O primeiro ponto nesta questão é a própria natureza da indústria. Seu foco principal é a venda para o canal de distribuição, não o cliente final. Mas ao ver marcas como Sony e Brastemp tendo portais de e-Commerce e vendendo volumes significativos diretamente ao cliente final, capturando toda a margem da venda que seria da cadeia, é um argumento bastante tentador. Mas esbarra justamente na força de marca.

A primeira coisa que um site de e-Commerce precisa ter para vender é o cliente, pessoas navegando, que chegaram de forma passiva buscando a marca ou o produto ou que chegaram através de ações de mídias pagas. Esta é a principal barreira para indústrias cujas marcas não são tão fortes.

Quando falamos em geladeira, Brastemp é uma marca forte, uma das primeiras que veem à mente do consumidor. Mas e as marcas menores? Marcas grandes têm um histórico gigante de marketing off e on-line para se posicionarem na cabeça do cliente. Já marcas que estão crescendo e querem ganhar seu espaço têm muito mais dificuldade de serem lembradas de imediato.

Então, se a marca por si só tem peso suficiente para atrair parte do público para consumir em seu site, é o primeiro indício que pode ter sucesso em vender on-line direto para o cliente final. Aqui não vou nem entrar em questões como canibalização do canal, brigas com representantes comerciais, distribuidores e varejistas, concorrência desleal, etc.

Marcas não tão fortes, que queiram apostar em estratégias on-line de e-Commerce focando sua venda no conumidor final se deparam justamente com o problema que o cliente final não vai até seu site sozinho. Precisa de incentivo, ser chamado, impactado. E isto se traduz em ações de mídia. Só que este cliente é exatamente o mesmo alvo de todos os varejistas, grandes e pequenos. Então ações de marketing digital com foco na venda de produtos para o cliente final estão cada vez mais caras e com retornos mais duvidosos. Para uma indústria entrar na briga, normalmente vai acabar tendo que investir pesado para roubar os clientes dos grandes varejistas. E esta é uma briga hoje que está cada vez mais complexa de ganhar.

De nada adianta um poderoso site de e-Commerce ou preços menores que a concorrência se a indústria não tem como divulgar ele, as vendas serão baixas e dificilmente justificarão o investimento. São nestes casos, que ao mostrarmos o cenário, as dificuldades e os investimentos necessários, acabamos por convencer os empresários que o DNA de sua empresa não deve ficar na venda ao cliente final, e sim em focar a venda para seu canal de distribuição. E para estas empresas, a solução não é uma estratégia de e-Commerce B2C (venda para cliente final), e sim montar um modelo de e-Commerce B2B (venda para empresas).

Faz muito mais sentido uma marca que não é tão conhecida fortalecer a venda para as empresas que vendem seu produto. Abrir novos canais de venda, aumentar o relacionamento com estas empresas, aumentar o tícket médio e recorrência de compra, facilitar o ressuprimento para que não tenha ruptura no ponto de venda, trabalhar com empresas localizadas longe do alcance de representantes ou que não tenham um volume mínimo de compras, tudo isto pode ser resolvido ou melhorado com uma sólida estratégia digital através de uma plataforma de e-Commerce B2B.

Para citar exemplos de empresas que estão apostando nesta estratégia de digitalização da venda B2B, podemos falar de Duchas Corona no segmento de chuveiros, Cantu Importadora no de importação de bebidas e Olivar Móveis do setor moveleiro.

O que estas empresas têm em comum? Entenderam que vão conseguir resultados de médio e longo prazo muito mais substanciais abrindo o canal de venda digital para o canal, pulverizando e aumentando sua participação em seu segmento, do que tentando atingir o cliente final, brigando de frente com os grandes varejistas.

(*) É sócio fundador da Vertis, uma das principais empresas de soluções e serviços estratégicos focada para o mercado de e-Commerce B2B.


Como revolucionar negócios com Governança de Informação

A Processor realizará na próxima semana duas edições do encontro executivo “Entenda como a Governança da Informação está revolucionando a maneira de fazer negócios”. Os encontros serão realizados dias 9 e 10 de dezembro, em São Paulo e Porto Alegre, consecutivamente, com o objetivo de mostrar a aplicabilidade das soluções de Governança de Informação, para aumentar a produtividade das empresas. Com vagas limitadas, os eventos são gratuitos e as inscrições para ambas as edições podem ser realizadas pelo e-mail [email protected] Em Porto Alegre o Encontro ocorrerá a partir das 9h, no Processor Technology Center (Av. Severo Dullius, 410 – São João).

Armazenamento seguro
Luciano Pitrez, Especialista Veritas da Processor, aponta que diante do fato do mundo estar passando por uma explosão de dados, acumulando cada dia mais informação, as empresas tendem a querer aumentar espaço em disco para armazenar tudo. “Estudos apontam que apenas 1,5% dos dados guardados são realmente úteis, e que tentativas de diminuir o volume de informação acabam em descarte de arquivos importantes, abrindo as portas para uma potencial crise de informação”, alerta.
Pitrez explica que a Processor organizou estes encontros executivos com o objetivo de mostrar às empresas como se proteger deste perigo. “Queremos demonstrar que implementar a estratégia de Governança da Informação pode ajudar a lidar com o volume de dados cada vez maior. E que utilizar esse método, que segue passos precisos para reassumir o controle da informação, auxilia sem mais onerações”, conclui.

Relógio com GPS para corrida

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A Garmin, líder global em navegação por satélite, acaba de anunciar o lançamento do mais avançado relógio com GPS para corrida da marca, o Forerunner 630. Com tecnologia inovadora, o Forerunner 630 possui tela sensível ao toque, mais dinâmicas de corrida do que seu antecessor, medições adicionais de condicionamentos fisiológicos para os corredores mais conscientes de seus corpos, antes, durante e depois de uma corrida, além disso, o modelo monitora diariamenteos passos, as calorias e o sono.
Com o Forerunner 630 é possível treinar de forma mais eficaz através do monitoramento de dados, como: frequência cardíaca, zonas de frequência cardíaca e VO2 max estimado com qualquer monitor de freqüência cardíaca ANT + compatível. Ao estimar oVO2 max é possível prever tempos de término corrida, além de indicar um assistente de recuperação, para que os corredores saibam quanto tempo ele precisa descansar após um treino intenso. Além disso, quando emparelhado com o monitor cardíaco HRM-Run, o Forerunner630 pode medir a cadência de um corredor, oscilação vertical e tempo de contato com o solo. O modelo também conta com uma tela exclusiva colorida touchscreende alta resolução com interface gráfica, que torna fácil a leitura com uma rápida olhada no seu visor, assim os usuários podem manter o foco em sua corrida.

Como a Internet das Coisas pode ser um dos novos pilares da saúde

Roberto Riberio da Cruz (*)

Geladeira que avisa a hora de fazer novas compras, termostatos acionados via celular, lâmpadas programadas para acender ou apagar, abertura e fechamento de fechaduras remotamente, relógios e fones de ouvido inteligentes que medem batimentos cardíacos

Estas são algumas das mudanças mais recentes na forma como a tecnologia é aplicada em nosso cotidiano por meio do advento da Internet das Coisas ou Internet of Things (IoT) – que é a comunicação entre “produtos do cotidiano” e a internet de forma a proporcionar ao usuário maior conforto e praticidade na hora de planejar atividades que dependam de alguma tecnologia.
Atualmente, a Internet das Coisas tem aplicação em ambientes e projetos considerados futuristas ou em equipamentos sofisticados e de vanguarda, no entanto, está cada vez mais próximo de se tornar algo presente no dia a dia da sociedade como um todo. Os aparelhos para monitoramento e os dispositivos vestíveis devem se popularizar. Segundo o Gartner, entre 2014 e 2015, houve um aumento de 30% no uso de aparelhos inteligentes, hoje temos cerca de 4,9 milhões de dispositivos conectados, e esse número deve chegar a 23,4 milhões, em 2017, e 25 bilhões, em 2020.
O que muitos não sabem, portanto, é que a IoT já está nos planos de uma área que todos nós precisamos utilizar com certa frequência e que precisa de conforto e rapidez: a saúde. Tecnologias para o setor vêm evoluindo de maneira rápida se utilizando justamente de tal tendência.
Os exemplos são diversos e aplicados nas mais diferentes áreas, que vão desde os já famosos fones de ouvido e smart watches (relógios inteligentes), bastante utilizados por atletas para medir os batimentos cardíacos, até camisetas que também possuem sensores que verificam a frequência do coração e temperatura de uma pessoa durante uma atividade física, passando por dispositivos em miniatura embutidos embaixo da pele do paciente para monitorar os níveis de açúcar. Existem ainda sensores ingeríveis, que podem ser consumidos junto com o medicamento para verificar como ele age no organismo, ou ainda, capsulas endoscópicas com micro câmeras integradas para realização de exames. Esta tecnologia realiza o procedimento em oito horas, mandando ao hospital mais de 60 mil imagens enquanto o paciente segue com sua rotina normalmente.
Tecnologias como sensores sem fio, radiofrequência e nanotecnologia são as grandes protagonistas destes dispositivos. Elas são utilizadas como formas de automatizar processos na área da saúde de maneira inteligente e conectada. Mas o que esses novos recursos podem beneficiar o setor? A Internet das Coisas e imensas possibilidades que isso pode trazer para a saúde, será capaz de gerar um conforto maior para médicos, especialistas da área, laboratoristas e, principalmente, para pacientes. Isso porque é possível monitorar o consumo de medicamentos, o prazo de validade e a dose recomendada pelo médico, além de tornar alguns exames menos invasivos.
Para o médico, o principal benefício é poder ter um contato mais estreito, em tempo real e prático com seus pacientes, podendo inclusive ter acesso ao histórico completo, ou seja, seu prontuário eletrônico na nuvem, como também ter acesso remoto aos sinais vitais, evoluções no tratamento depois da prescrição médica, entre outras vantagens.
Para os analistas do Goldman Sachs Report a indústria deve sofrer uma grande evolução por conta do healthcare digital, que trará uma redução considerável dos custos nos procedimentos, além de aumentar o acesso mundial ao tratamento, diagnóstico e medicina preventiva. Embora o digital já esteja entre nós, a IoT ainda é incipiente, mas, como vimos, possui um potencial muito grande de mudar o cotidiano da área como um todo.
O levantamento do Goldman Sachs mostra que com a IoT o mundo terá uma enorme vantagem com uma economia de cerca de 305 bilhões de dólares na saúde com a eliminação de processos custosos nos quais essa e outras tecnologias digitais podem ajudar Ao mesmo tempo, a oportunidade comercial para companhias que desenvolvam soluções tecnológicas digitais para a saúde chegará a 32 bilhões de dólares por ano, sendo a saúde uma das principais áreas que deverá investir em Internet das Coisas.
O aumento no número de dispositivos conectados deve ocasionar uma revolução tecnológica que impactaria a saúde de forma intensa, trazendo tecnologias das mais diversas para objetos nunca antes pensados. Nesse cenário, a IoT gerará um impacto imensurável em vários aspectos: na economia mundial, nos hábitos de vida dos pacientes, nos gastos das organizações e nas funções desempenhadas pelo médico e pelos demais colaboradores de uma clínica ou hospital. Seria uma mudança com transformações revolucionárias, assim como os impactos gerados pelo próprio surgimento da internet na sociedade: um caminho sem volta.

(*) É CEO da Pixeon.

 

 
 
 
 
 

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