Tecnologia 08/04/2016

Como diminuir a taxa de abandono da sua loja virtual?

Você com certeza já viu esta cena: o consumidor entra no seu e-commerce, faz uma pesquisa, enche o carrinho com alguns itens, às vezes até passa para a parte de pagamento mas, na última hora, fecha a página e desiste da compra

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Fabio Miranda (*)

Vez ou outra, o cliente até retorna mais tarde para finalizar o processo, talvez com mais tempo e mais decidido, mas o que fazer com aqueles que mostraram interesse em determinados itens mas, depois, acabaram não fechando negócio na sua loja virtual?

Hoje, quando vai fazer uma compra online, o consumidor pode abrir vários sites de e-commerce ao mesmo tempo no navegador, comparar preços, formas de pagamento e entrega, além de pesquisar em segundos a idoneidade daquela loja virtual e até contatar amigos e familiares para verificar se alguém já comprou lá. Diante disso, para conquistar o consumidor e não ser apenas “mais um e-commerce” na web, é preciso tomar algumas atitudes de aproximação.

Confie no e-mail marketing
Quando um cliente deixa um carrinho cheio de produtos de lado, o primeiro passo para reativá-lo é entrar em contato. Envie um e-mail lembrando-o dos produtos que foram deixados no carrinho e diga que eles ainda estão lá, basta retornar ao e-commerce para finalizar a compra! Isso motiva o consumidor, já que, além de lembrá-lo da compra, mostra que ele não vai precisar perder tempo buscando novamente na loja pelos itens de que gostaria.

Distribua cupons de desconto
Se possível, pode ser interessante, além de enviar o e-mail dizendo que os produtos escolhidos ainda estão registrados no carrinho, oferecer algum desconto em um dos itens selecionados, na compra por inteiro ou em um item que normalmente é comprado em conjunto com um dos produtos escolhidos. Quer motivador maior para fazer a decisão de compra ali mesmo?!

Aposte no FAQ inteligente
E se o cliente tiver desistido da compra porque ficou com alguma dúvida que não conseguiu resolver? Já pensou em ter um sistema de FAQ inteligente, que esclareça as perguntas mais comuns dos clientes de forma simples e eficaz? Adquirir um serviço desse tipo ajudará a resolver questões que possam surgir durante a navegação e facilitar a conclusão da compra.

Conheça o chat online
Além do FAQ, que tal contar com um serviço de chat online para que as perguntas do consumidor possam ser respondidas imediatamente? Mesmo após a compra, essa ferramenta poderá ajudar a esclarecer dúvidas sobre prazo de entrega, pagamentos, etc.

Ofereça frete grátis
Quando falamos em compras online, o valor do frete certamente pode fazer toda a diferença na decisão de compra do consumidor. Por isso, sempre que possível, ofereça frete grátis aos seus clientes. Além de estipular um valor de compra acima do qual o frete sempre sai por conta do e-commerce, pode ser interessante contar com opções de desconto total ou parcial na entrega para reativar carrinhos abandonados!

Inspire-se em um exemplo de sucesso
A Netshoes, referência no mercado de e-commerces, é um excelente exemplo de que essas ideias funcionam! Depois de investir em canais de atendimento online, a empresa conseguiu aumentar em 25% sua capacidade de operação e em 50% sua produtividade. Gostou? Então saiba mais clicando aqui.

Pronto para empregar essas estratégias e tirar as teias de aranha dos carrinhos que ficaram abandonados na sua loja virtual? Experimente, compartilhe seus resultados com a gente e continue de olho no nosso blog para mais dicas!

(*) É líder de novos negócios da Direct Talk.

Hi Technologies se associa à Positivo

Você deve estar familiarizado com o conceito de start-up, aquelas empresas inovadoras com pouco tempo de mercado e alto potencial de crescimento. Mas você já ouviu falar nas scale-ups? De acordo com a Endeavor, a mais renomada instituição especializada em empreendedorismo do Brasil, são empresas que estão mudando de patamar, se tornando grandes. Para se ter uma ideia da importância dessas scale-ups, em média, enquanto uma empresa “normal” contrata 0,34 funcionário por ano, ela gera 31 novos empregos. Portanto, são 100 vezes mais oportunidades para quem está de olho no mercado de trabalho nessas empresas que estão em amplo crescimento (http://hitechnologies.com.br/).

Indústria 4.0: desafios e oportunidades

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A Indústria 4.0 é muito mais do que o uso de tecnologias como Internet das Coisas (IoT) e Computação em Nuvem nos processos de produção. Ela é caracterizada por modelos de negócio realmente inovadores, que gerem vantagens competitivas significativas e sustentáveis para as empresas.
As tecnologias que suportam os novos modelos de negócio da Indústria 4.0 são aquelas que oferecem condições para que as organizações atuem de forma mais rápida e assertiva, com a customização em massa de produtos, o aumento da velocidade no atendimento e a otimização de suas cadeias de valor.
Esse conceito se aplica a todos os segmentos da indústria e pode se adequar às necessidades dos clientes, embora existam variações entre modelos de negócio, tecnologias necessárias para suportá-los e a forma de implementação. Reinventar-se é a base desse novo ambiente de negócios.
No Brasil, este é um processo em evolução. A possibilidade de observar o que já foi feito em outros países, com seus erros e acertos, permite que tomemos decisões estratégicas. As empresas brasileiras têm condições de recuperar o tempo perdido e criar mecanismos para se beneficiarem da Indústria 4.0 como uma poderosa alavanca de crescimento econômico e de prosperidade.
Em nosso País, onde a mão de obra não está preparada para absorver a sofisticação tecnológica decorrente da automação da Indústria 4.0, é necessário engajar os profissionais e treiná-los para que desempenhem suas novas funções no curto e médio prazo.
A mudança no perfil dos profissionais pressupõe uma reinvenção necessária, com novas oportunidades surgindo e elevando a qualidade dos serviços. A questão mais relevante é como as empresas estão se preparando para lidar com os novos desafios. A Indústria 4.0 requer um novo perfil profissional, um novo papel das pessoas como coordenadores ou maestros dos processos automatizados.
Atualmente, estamos em um cenário heterogêneo, com empresas pioneiras tomando a iniciativa e adotando novas soluções, e outras que ainda não conseguiram criar experiências comprovadas. Ainda assim, a necessidade de modernização e o aumento de competitividade do parque industrial brasileiro, associados com mecanismos de fomento adequados e metodologias de implantação de menor risco, devem fazer com que as empresas aproveitem melhor seus ativos existentes, estimulando o ritmo de adoção das práticas da Indústria 4.0 nos próximos anos.
As empresas que conseguirem se beneficiar desse cenário certamente atingirão um novo patamar de produtividade e competitividade. Aquelas que não seguirem essa tendência não desaparecerão repentinamente, mas terão dificuldades crescentes para seguirem competitivas, pois enfrentarão concorrentes mais ágeis, flexíveis, capazes de se adaptar às variações de demanda e aos desejos dos clientes com custos e prazos menores.
O que realmente vai assegurar diferenciais competitivos sustentáveis às empresas não é a simples adoção da Indústria 4.0, mas a capacidade de utilizar seus recursos para criar experiências únicas e inovadoras para seus clientes (Manufatura na Era da Experiência). Estas experiências, que poderão ser aceleradas e levadas a novos patamares, serão o segredo do sucesso das empresas nesse novo ambiente de negócios.

(Fonte: Igor Schiewig, Diretor de Business Transformation da Dassault Systèmes para a América Latina).

A tendência para a indústria de Telecom é uma nova Telecom. De novo!

Laerte Sabino (*)

Parece manchete antiga, mas a indústria de Telecom se prepara para mais uma transformação estrutural. E, dessa vez, a preparação precisará ser ainda mais intensa

Em 2015, imprensa e players da indústria de telecomunicações discutiram a expansão da internet 4G pelo país, enquanto o mundo apresentava alguns exemplos palpáveis de aplicação das coisas conectadas. Carros, termostatos, vestíveis, enfim, são inúmeros os exemplos de IoT (Internet of Things) que passam por testes ou já estão, de fato, nas mãos do consumidor.
As respostas às novidades que devem surgir neste ano já começam a ser descobertas após a realização das duas principais feiras mundiais de eletrônicos, tecnologia e mobilidade do ano, a Consumer Eletronics Show (CES) e o Mobile World Congress (MWC). O 5G, a comunicação Machine to Machine (M2M) e a interoperabilidade, o Network Function Virtualization (NFV) e o Software Defined Networking (SDN) vão ganhando força para suportar novos casos de uso na área de Redes.
A aplicação de IoT ou a integração de produtos de uso diário com tecnologias e mobilidade podem até mudar de nome, mas o conceito fica. Na área de TI, empresas tradicionais como IBM se reinventam com computação cognitiva, enquanto web players exploram o conhecimento sobre o mundo dos aplicativos móveis. Todos eles compartilhando um mesmo espaço e atenção com as “novas empresas” de mobilidade, como grifes de roupas, materiais esportivos, fabricantes de automóveis, segurança, organizações com core business fora da área tecnológica e que migram, neste momento, para uma aplicação de TI diretamente no core de seus produtos e serviços.
As atenções também se voltarão, neste ano, para a realidade virtual. Com a maturidade da tecnologia, aplicações além de jogos começam a ser desenvolvidas, abrindo mais uma arena de disputa entre empresas tradicionais, como a sueca Ericsson, a sul-coreana Samsung, a chinesa Huawei e a norte-americana Intel, e novos players de nicho.
O impacto da realidade virtual e do IoT, para o qual gigantes se preparam, será enorme. Afinal, não é todo dia que toda uma indústria se prepara para receber 25 bilhões de “novos consumidores”. As prestadoras de serviço precisarão rever seu posicionamento de mercado, decidindo se mantêm como provedoras de conectividade ou se se tornam provedores de aplicações. E certamente precisarão também rever suas estratégias de marketing, entendendo como acessar esses novos consumidores e serviços.
Como COO da Icaro Tech, entendo que as redes irão mudar e, no final das contas, as operações terão que ser envolvidas para suportar um novo padrão de flexibilidade, escala e confiabilidade, e, como esperado, tomar a frente das iniciativas de redução de custos por dispositivo e end point. Aumentar a eficiência usando automação, analytics e sendo capaz de evoluir continuamente não são requisitos novos, mas serão cada vez mais críticos.
Olhando para o futuro, a estrada para o 5G começa com alguns desafios conhecidos que devem ser superados. Questões como a cobertura 4G, a qualidade heterogênea dos serviços e a monetização de dados estão em discussão, e precisamos resolvê-los para que a estrada até o 5G seja pavimentada. Ainda mais quando os direcionadores-chave para o 5G são a melhoria da capacidade de rede e o apoio à disseminação de IoT, onde os end points predominantes são máquinas com tráfego de dados tendo que ser monetizado, e diferentes requerimentos relativos à largura de banda, latência e, o mais importante, confiabilidade.
Afinal, quem quer estar num carro autônomo que, de repente, perde a comunicação com outros carros e com a infraestrutura ao seu redor? Melhorar a interoperabilidade entre os múltiplos dispositivos e os players de mercado será um pré-requisito indispensável. Do lado do negócio, independentemente do posicionamento das operadoras de Telecom, elas precisarão atrair e monetizar adequadamente o tráfego M2M. Hoje como estratégia de crescimento, mas provavelmente como estratégia de sobrevivência no futuro. E neste contexto, o modelo de cálculo de ROI para o 5G continua um problema a ser resolvido.
Nesse meio tempo, outro ponto decisivo está em discussão: será que já começamos o Skynet? A computação cognitiva promete abrir a “Caixa de Pandora” dando uma maior capacidade de decisão para os sistemas. Por um lado, não seria excelente se um oncologista pudesse contar com o apoio da tecnologia na hora de examinar uma ressonância magnética e ter um diagnóstico mais preciso de câncer? Ou a possibilidade de reduzir o número de acidentes de trânsito, uma vez que 80% deles estão relacionados a erros humanos? Entretanto, quais os limites morais? De acordo com os especialistas, os sistemas cognitivos são incríveis, mas deveriam servir como sistemas de apoio à tomada de decisão onde os limites morais ainda devem ser impostos pelos humanos que os gerenciam. Certamente, este é um tópico que requer uma discussão mais aprofundada.
De uma forma geral, os especialistas e principais players do mercado de TI e Telecom estão alinhados em mudar o foco para o usuário final. As discussões vão desde sistemas cognitivos, agronegócio, referências de IoT até Fórmula 1. Isso mesmo, a indústria de tecnologia agora usa a Fórmula 1 como referência para o desenvolvimento de novas soluções, exatamente como a indústria automotiva já faz há décadas. Isso indica que ficará cada vez mais difícil separar tecnologia e mobilidade das outras indústrias.
Como resultado, habilitar a participação de diferentes players nos múltiplos ecossistemas de IoT nos permitirá ver cada vez mais aplicações e casos de uso. O que faz com que fique ainda mais difícil prever até onde podemos chegar.

(*) É sócio e COO da Icaro Tech.

 
 
 
 
 
 
 
 

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