Tecnologia 05 a 08/09/2015

Quatro coisas para fazer antes de ir para a nuvem

Mover elementos da área de TI para a nuvem pode trazer economia de tempo e dinheiro para empresas de todos os portes

 

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Thoran Rodrigues (*)

Uma pesquisa conduzida pela E-business Brasil mostra que 56% das companhias nacionais já aderiram ao cloud. Entretanto, antes de fazer esse movimento, é preciso ficar atento a alguns pontos que podem impactar a experiência com as soluções virtuais. Confira:

Esqueça o conceito “meu servidor” – o grande diferencial da computação em nuvem é o acesso rápido a um volume ilimitado de servidores. Para tirar proveito disso, é importante pensar neles como recursos independentes, que pegamos quando precisamos e largamos quando não são mais necessários. Não se deve pensar que é um substituto para um servidor local.

Monte uma arquitetura inteligente da aplicação – uma arquitetura bem montada permite, por exemplo, aumentar a capacidade dos servidores utilizados em um momento de pico e reduzir essa capacidade nas horas de pouca utilização, reduzindo em mais de 50% os custos de hospedagem. Ao mesmo tempo, uma arquitetura capaz de lidar com servidores que saem do ar a qualquer momento permite a utilização deles com um custo muito menor de outro que está sempre disponível.

Reforce a segurança – a nuvem é quase sempre mais segura do que as máquinas tradicionais, mas desde que tenha gerenciamento adequado e sistemas de proteção adicionais aos aplicados nos servidores domésticos. Uma senha “admin1234” certamente vai ser hackeada em minutos após ser colocado no ar. Portanto, mesmo em um ambiente seguro, não deve-se relaxar com a segurança.

Conheça a regulamentação e a legislação – dependendo de como é e de onde vem a informação, é necessário verificar as restrições e estar ciente das leis que regem seu armazenamento e trânsito. O próprio Brasil possui algumas regras que restringem a transferência de dados para outros países ou datacenters internacionais, então é importante saber quais são e como se aplicam.

(*) É CEO da BigData Corp., empresa especializada em ferramentas de Big Data – www.bigdatacorp.com.br


 
Apps para curtir o Rock in Rio

O Rock in Rio se aproxima e promete agitar a cidade maravilhosa entre os dias 18 e 27 de setembro, com atrações como Queen, Metallica, Elton John, Rihanna, Katy Perry, Paralamas do Sucesso, entre outras, nacionais e internacionais. Veja a seguir uma lista com aplicativos úteis para curtir o festival.
Para quem não é do Rio
ClickBus (http://www.clickbus.com.br/)
Você mora em outra cidade e pretende ir para o Rio de ônibus? O ClickBus, disponível para Android e iOS, é uma plataforma completa para pesquisar itinerários, preços e garantir a sua passagem até o evento. Só não esqueça de comprar o bilhete de volta para não precisar dormir na rodoviária, esperando o busão do dia seguinte.
Voopter (http://voopter.com.br/)
Mas se sua opção for avião, seja pela distância ou pelo tempo, a solução é baixar o Voopter. Com ele, é possível pesquisar os melhores preços de passagens e garantir a economia. Para isso, a ferramenta disponibiliza um calendário multidatas, que facilita a busca pois mostra qual é a combinação de datas mais baratas para viajar. Se mesmo assim, você não encontrar nada atrativo, é possível criar um alerta que te avisa se outra pessoa encontrar algo no valor que você procura. O app está disponível para Android, iOS e Windows Phone.
BeepMe (http://beepmeapp.com/)
Para economizar e ainda fazer novos amigos, uma forma alternativa é viajar de carona. Disponível para Android e iOS, o BeepMe é uma excelente alternativa tanto para quem já está no Rio quanto para quem parte de outra cidade. Com o app, você pode procurar ou oferecer carona para ir e voltar do evento.

Produtividade desde o desenvolvimento do produto

Jomar Napoleão (*)

Nesses tempos de crise econômica no Brasil, muito se tem falado sobre a necessidade de melhorar nossa produtividade, que se encontra em um nível abaixo da maioria das nações, mesmo as emergentes

Segundo dados do Conference Board, associação mundial e centenária de negócios e pesquisa global independente que opera nas áreas de liderança corporativa, economia e negócios, meio ambiente e capital humano, a produtividade média do trabalhador brasileiro é de apenas 24% de um trabalhador norte americano, 60% de um russo e 70% de um mexicano.
A produtividade é um indicador da eficiência de um sistema produtivo e, geralmente, é relacionada à geração de valor em relação aos meios produtivos utilizados (capital, matéria-prima, trabalho). Vários são os fatores que influenciam essa produtividade, tais como educação básica, fatores gerenciais, governamentais, etc…
Quando se fala em melhorar a produtividade no âmbito da indústria, pensa-se logo em processos produtivos e redução de operações. No entanto, o custo de mão de obra em uma operação complexa é tipicamente da ordem de 10% do total. Para chegar-se a resultados mais expressivos é preciso levar em conta todo o ciclo produtivo, começando no conceito e projeto do produto e terminando o ciclo no descarte deste.
Várias são as iniciativas e ações que podem ser introduzidas desde a fase conceitual de um produto visando à maior eficiência produtiva. Conceitos como engenharia simultânea, projeto para manufatura (Design for Assembly), redução do número de componentes, uso de novos materiais e de componentes comuns entre vários modelos, reciclabilidade, entre outros, são cada vez mais aplicados pelas empresas do setor da mobilidade para atingir a meta de maior eficiência.
Um dos conceitos mais importantes praticados pelas empresas é o de plataformas globais, em que vários sistemas e componentes são comuns a diversos modelos, com vantagens de redução de custos de desenvolvimento e de ferramentais. Neste caso, o próprio esforço de engenharia é otimizado pelo trabalho de grupos globais de desenvolvimento.
Outra ferramenta altamente disseminada é a simulação computadorizada, em que todos os componentes e sua montagem são aperfeiçoados matematicamente antes de serem produzidos, gerando economia de tempo, recursos, diminuição de reprojetos, e do próprio ciclo de desenvolvimento do produto.
Esses conceitos, bem como sua aplicação na indústria da mobilidade no atual estado da arte, serão debatidos no Painel Engenheiros-chefes do Congresso SAE BRASIL 2015 na Expo Center Norte. Autoridades do setor irão apresentar como a produtividade pode ser melhorada desde o desenvolvimento dos produtos no âmbito dos veículos automotores e no da indústria aeronáutica no Brasil de hoje.

(*) É engenheiro e chairperson do Painel Engenheiros-chefe do 23º Congresso SAE BRASIL.

 

 

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