Tecnologia 05 a 07/03/2016

O Consumidor e o Poder das Tecnologias Digitais

Como atingir as expectativas do meu consumidor? Essa simples pergunta pode ser ainda uma charada para as empresas varejistas

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Ankur Prakash (*)

É claro que a cada dia os clientes aumentam o seu conhecimento e, por conseguinte, também o seu nível de exigência com relação aos serviços. Na verdade, podemos dedicar boa parte da responsabilidade por esse empoderamento à tecnologia, os meios digitais. Mas se por um lado estamos, como clientes, cada vez mais exigentes, por outro, a tecnologia permite também aos empreendedores responder de maneira cada vez mais proativa a essas exigências; fornecer experiências significativas aos clientes, não apenas os mantêm, mas alavanca a vantagem competitiva da empresa, um item precioso em períodos de economia delicada. A era do individual já começou, mais do que nunca os varejistas precisam responder a isso.

O poder individual das tecnologias digitais
Uma pesquisa global da Wipro em parceria com a Planet Retail, o The Era of Individual, com mais de 300 empresas varejistas, mostrou que 82% dessas companhias concordam que os investimentos em tecnologia e otimização operacional alavancam as possibilidades de hiper-personalização no atendimento às demandas dos clientes. E acontece que, hoje, já não falamos apenas sobre conhecer os hábitos do consumidor, mas sim compreender como atingi-los a partir desses costumes.

Uma boa notícia é que as tradições existem; consumidores de todo o mundo mantêm preferência por empresas de sua confiança, que ofereçam conveniência e uma boa gama de produtos. Obviamente que o preço, baseado em tais conveniências e aliado à força da marca, ainda influenciam muito nessa escolha. Programas de recompensa, fidelidade e opções de atendimento flexível também seguem na lista como motivos pelos quais um produto é comprado.

Integre a loja física à online, isso vai melhorar o conceito da sua marca com o cliente, a possibilidade de consultar um produto no ambiente físico antes de solicitá-lo via internet, com certeza assegura a confiança do consumidor.

E ainda que em janeiro de 2016 os resultados das vendas online tenham apresentado queda, o e-commerce continua sendo uma conveniência extremamente importante dentro do leque de benefícios que uma compra pode promover, especialmente no acesso mobile Prova disso é que 40% dos entrevistados do The Era of Individual afirmam ter consultado seus dispositivos móveis para comparar preços antes da compra.

Entenda as atividades do seu consumidor nos canais digitais. Quando falamos em mobilidade, um ponto que deve ser altamente lembrado, é o fato de que os consumidores não procuram apenas adquirir produtos, o celular ou o tablet são também ferramentas para gerar conteúdo; comentários bons ou ruins na classificação de algum item podem, e vão com certeza impactar a sua venda. Mais da metade dos consumidores consultados, dizem que a tecnologia transformou para melhor as suas experiências de compra.

A visão 360 graus é fundamental. Ainda que acompanhar cada passo do cliente seja um desafio, hoje é mandatório o investimento em aplicativos móveis ligados à sua loja física e em tecnologias que permitam acompanhar essas ações. Elas vão ajudar a marca a direcionar suas ofertas e a atingir o consumidor certo no momento certo. O app vai otimizar as experiências online, e os varejistas poderão utilizar de listas de desejos, cupons de desconto e atendimentos personalizados para levar o cliente até as lojas físicas.

Há algum tempo os consumidores abraçaram os meios digitais para construir seu próprio caminho. Agora é hora de os varejistas olharem para a tecnologia como um meio que vai apoiar uma maior automação comercial, elevar sua eficiência operacional e produtividade do negócio.

(*) É VP de New Growth e Emerging Markets na Wipro.

Vitaminix, Musti e Barbie e as Agentes Secretas no Looke

O Looke – nova plataforma brasileira de streaming de vídeo que aposta na diversidade e oferta variada de conteúdo – conta com diversos filmes, desenhos e shows infantis totalmente inéditos, disponíveis apenas na plataforma. Uma das novidades é o Musti, um gatinho que ensina diferentes maneiras de lidar com situações do dia a dia, como a relação com os pais, amigos e a natureza. A animação europeia é um sucesso em vários países e já está disponível em versão dublada para os assinantes do Looke.
Outro lançamento é o Vitaminix, desenho animado de grande sucesso da produtora Imira, que também está pela primeira vez disponível em serviços de streaming de vídeo. A série educativa sobre alimentação explica sobre o poder de cada alimento e já pode ser assistida pelos assinantes do Looke. Da mesma produtora, os populares Lucky Fred e Sandra, a Detetive Encantada também já têm a 1ª temporada inteiramente disponível para as crianças.
Por ser uma plataforma brasileira, as crianças têm acesso a todos os filmes dublados, além de assistirem produções do nosso País, como a famosa dupla de palhaços Atchim e Espirro, que o Looke oferece em primeira mão para os assinantes, quatro diferentes shows musicais completos.
Filmes recém-lançados e que nem foram transmitidos ainda no Brasil, também estão disponíveis. As meninas, por exemplo, já podem assistir à Barbie e as Agentes Secretas, filme lançado neste ano. Nesse caso, mesmo quem não for assinante do serviço de streaming pode alugar o filme por R$ 9,90. Para conferir todas as opções de títulos infantis do Looke é só acessar: https://www.looke.com.br/kids


É possível  calcular o Retorno sobre Investimentos (ROI) em monitoramento de redes?

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Retorno sobre investimentos é uma definição complicada. É relativamente simples ter o total de custos com software e amortizar isso por um período. Mas no caso do monitoramento de redes, essa análise ignora o que o software realmente propõe. De forma simples, o monitoramento de rede oferece visibilidade do que acontece dentro da infraestrutura de TI, detectando problemas antes que eles aconteçam, e assegurando a disponibilidade dos sistemas.
Logo, calcular o ROI para esse tipo de software sem reconhecimento do seu impacto é semelhante a amortizar o custo de uma ferramenta para capacitação de vendas, desconsiderando se a mesma aumenta ou não os negócios. É necessária uma abordagem prospectiva que leve em conta o impacto do software de monitoramento, e mesmo assim as análises ainda não estariam livres de controvérsias.
Quando usado corretamente, o monitoramento de rede pode prevenir diversos problemas: panes no servidor de e-mails, falhas no website, inatividade da rede, entre muitos outros. O benefício para usuários e para a TI é óbvio, mas o efeito no resultado final é mais difícil de quantificar. Ficar sem e-mail por um dia afeta a produtividade, mas quando isso acontece às 9 hs da manhã de uma segunda-feira é diferente de ocorrer às 4 hs da tarde de uma sexta-feira. Da mesma forma, um problema com o website é um desastre se suceder com um varejista em um dia de evento como Cyber Monday ou Black Friday Day, mas seria um inconveniente menor para a maioria dos outros negócios.
Há estudos que buscam quantificar os prejuízos com as falhas de TI. Em 2012, o analista de mercado Michael Krigsman publicou um artigo que coloca o total de prejuízo com falhas de TI na economia mundial em $3 trilhões por ano. Um estudo do Gartner de 2014 oferece pontos mais detalhados sobre essa questão, colocando que o custo estimado com queda na rede é de $5,600 por minuto, ou $300,000 por hora. Enquanto os efeitos com interrupções são sentidos de forma diferente dependendo do negócio, esses estudos destacam a necessidade do monitoramento de rede e ilustram o que ele pode fazer pela saúde financeira de uma empresa.
Assim, os gerentes de TI buscam tornar a questão do monitoramento de rede uma parte do orçamento, para não precisarem usar dados analíticos ou estimativas. Ao invés disso, eles podem examinar uma série de fatores localizados – incluindo os custos com pessoal de TI, o tempo médio para recuperar falhas, o número de problemas com a rede no ano anterior e o SLA – Service Level Agreement (Acordo de Nível de Serviço) com diversos provedores de serviços. Estando munidos com dados, os gestores de TI terão mais facilidade para explicar do ponto de vista dos negócios a necessidade do monitoramento de redes.
O processo de aprovação do orçamento para TI se torna cada ano mais difícil. Quase todas as áreas do negócio agora gastam com tecnologia, e em alguns casos uma parte do orçamento é deslocado para o marketing ou capacitação em vendas. À medida que os gerentes de TI são constantemente solicitados a fazer mais com menos, a necessidade de monitoramento é ainda maior, pois mantém os olhos sobre a infraestrutura quando os profissionais não podem.
Desta forma, é inaceitável que os departamentos de TI sejam prejudicados simplesmente porque não conseguem aprovar o uso de uma ferramenta tão importante, só porque não possui o apelo atraente de ser “a próxima grande novidade”. Porém, com números consistentes e um pouco de bom senso, é possível tornar o case de monitoramento de redes um grande sucesso.

(Fonte: Jürgen Thiel é gerente de desenvolvimento
de negócios da Paessler no Brasil).

O Estado da Nuvem

Chris Paap (*)

A nuvem. Provavelmente o jargão mais na moda, surgindo por todos os lados – desde o marketing empresarial com foco em TI até os comerciais do Super Bowl. Na verdade, o termo está tão disseminado, que até o usuário de tecnologia mais leigo pode mencioná-lo em conversas informais

Mas qual é o verdadeiro impacto da nuvem na capacidade das organizações empresariais de gerenciar seus ambientes de TI?

Alguns esclarecimentos
Antes de nos aprofundarmos nessa questão, é importante chegar a um acordo quanto à definição de nuvem. A nuvem quase sempre se refere a uma entre três coisas:

Infraestrutura como serviço (IaaS)
O IaaS fornece infraestrutura física e de hardware em um ambiente de nuvem, proporcionando ao departamento de TI a flexibilidade de expandir ou reduzir os recursos de computação, conforme necessário. O gerenciamento desses recursos é responsabilidade do departamento de TI e, por isso, esta opção é a que mais se assemelha aos recursos de TI tradicionais, com exceção do fato de residir em um ambiente hospedado.

Plataforma como serviço (PaaS)
O PaaS tem a mesma flexibilidade do IaaS, indo ainda mais longe, ao proporcionar a plataforma e as ferramentas necessárias para criação de aplicativos na Web. Com o PaaS, não há mais a manutenção nem as despesas gerais de manutenção da infraestrutura envolvida, e os aplicativos são criados com conjuntos de ferramentas do provedor de nuvem. A escalabilidade desempenha um importante papel no PaaS, já que os recursos em suporte aos aplicativos se expandem à medida que aumenta o número de usuários desses aplicativos.

Software como serviço (SaaS)
O SaaS expande tanto o IaaS quanto o PaaS, visto que o provedor de nuvem mantém e gerencia tanto o aplicativo quanto a infraestrutura. Isso libera a TI de gerenciar o software e o hardware e a isenta dos custos de infraestrutura associados, como mão de obra e aquisição. Normalmente, o software é licenciado com um modelo de assinatura, de modo que você só usa o que precisa.

O estado da nuvem
Em sua forma mais simples, a nuvem já existe há um bom tempo. De fato, a nuvem privada não passa do ambiente tradicional nas próprias instalações, onde o departamento de TI é responsável por aquisição, escalonamento, manutenção e monitoramento da infraestrutura e do aplicativo usando recursos dedicados e tecnologias tradicionais – embora herdadas – de gerenciamento e virtualização.
Hoje, a maioria das empresas de médio e grande portes adotou a nuvem em alguma medida em uma de suas três formas, mas as necessidades de cada organização são diferentes, com o enfrentamento de diferentes desafios. Considere que:
A segurança ainda é um ponto-chave para empresas preocupadas com armazenar dados financeiros e de clientes em um servidor que não esteja sob seu controle.
Para algumas, o custo ainda é um grande empecilho na definição de se a transição para a nuvem ocorrerá. Embora a nuvem tenha facilitado a implementação e o escalonamento, às vezes o custo oculto do escalonamento automático (aumento automático dos recursos à medida que aumenta a demanda) pode ter um forte impacto no orçamento da empresa se não for monitorado com atenção.
Como resultado, mutas empresas estão implementando cada vez mais a TI híbrida, ou seja, implantações em que uma infraestrutura tradicional nas próprias instalações é conectada a uma infraestrutura ou a aplicativos baseados na nuvem. De fato, uma recente pesquisa da SolarWinds revelou que 71% dos profissionais de TI participantes responderam que trabalham em um ambiente de TI híbrido.
Mas, ainda que a TI híbrida alivie as preocupações mencionadas acima em graus variados, ela apresenta seus próprios desafios. Um dos principais é a complexidade do gerenciamento de recursos espalhados pela infraestrutura, tanto nas instalações quanto na nuvem pública, bem como o gerenciamento de aplicativos em diferentes domínios de nuvem, como Microsoft Azure e Amazon Web Services (AWS).
Em conclusão, quer você já esteja trabalhando em um ambiente de TI híbrido ou esteja pensando em fazê-lo no futuro (o que é praticamente inevitável), considere as maneiras como pode começar a adquirir ou aprimorar as seguintes habilidades para assegurar-se de poder lidar com os desafios e ajudar sua organização a aproveitar as vantagens de um ambiente de TI híbrido:
Ferramentas e métricas para monitoramento e gerenciamento híbrido
Arquiteturas orientadas para serviços
Automação
Análise de dados
Migração de aplicativos
Conteinerização e microsserviços­
Arquiteturas distribuídas­
Gerenciamento de fornecedores­
DevOps Codificação e programação de scripts

(*) É gerente técnico de produtos da SolarWinds

 
 
 
 
 
 
 

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