Tecnologia 03/01/2017

Visibilidade de rede: Vendo mais maldades

Vapores tóxicos de gasolina encheram o celeiro arruinado quando a serra elétrica ficou próxima demais para nos sentirmos bem. Um bafo quente passou pelo meu ouvido com um eco insultante, sussurrando: “Eu quero seus lindos cabelos, eu quero seus lindos cabelos…”. Eu não enxergava nada, talvez porque meu rosto estava enterrado fundo demais na nuca do meu marido, agarrada nele como um macaco aranha enlouquecido. “C-o-r-r-a!!!”

Erin O’Malley (*)

Quando finalmente surgimos do Campo dos Gritos, minha cabeça doía, mas estava aliviada de estar inteira. Não tanto, porém, por ver meus amigos (muito insensíveis) apontando para uma enorme e desdentada boca de palhaço. Era entrada para o segundo labirinto, Última Risada. Meu coração afundou.

[Em tempo: jamais serei coagida a entrar em outro labirinto de Halloween no milharal]

O mais terrível de tudo não são os palhaços sinistros ou as perseguições descontroladas, mas os longos e solitários trechos de milharal em si – visto que, em contraste com as intermitentes edículas “assombradas”, os aparentemente abandonados campos pareciam menos previsíveis e mais sinistros.

Sem querer estragar a brincadeira (ha!), mas onde estavam os óculos de visão noturna quando eu mais precisava deles?! Eu sabia que havia estranhos perigosos de tocaia; só não podia prever onde e quando iriam aparecer. Era preciso continuar andando e fingir que tudo ia ficar bem.

Essa experiência me fez pensar: é com isso que operadores de segurança e rede tem que lidar diariamente? A Dark Web também é um labirinto sinistro, cheio de palhaços assustadores. Um lugar onde bitcoins são usados para roubar informações, “cartas de corso” são emitidas por estados-nação, conduzindo guerras de proxy cibernéticas, e que uns bons óculos de “visão de rede” poderiam ser bem convenientes.

Comportamento Suspeito
Numa pesquisa recente com profissionais de TI focados em segurança e rede, a empresa global de consultoria Enterprise Strategy Group (ESG) descobriu que a maioria dos entrevistados não percebe melhorias na complexidade das operações de segurança de rede. Na verdade, a balança tende para um lado negativo – principalmente pelo tráfego elevado, mais dispositivos conectados na rede e uma diversidade de produtos específicos para uma única finalidade, usados para lidar com ameaças de segurança emergentes e conhecidas. Quase a mesma porcentagem de entrevistados afirma trabalhar com visibilidade de rede limitada, com espaço para melhora.

Outras descobertas mostraram que mais da metade dos entrevistados precisam decodificar o tráfego de SSL para o monitoramento da segurança – enquanto analisam metadados e monitoram a performance e disponibilidade de rede ao mesmo tempo. E apesar de ferramentas específicas serem capazes de fazer essas tarefas, como um todo, um sistema de plataforma se mostra uma solução melhor.

Trabalhar com uma plataforma simplifica tudo: diminui o caos e resolve várias necessidades ao mesmo tempo, de forma otimizada e automatizada. Se você assistiu ao filme Deadpool, é mais ou menos como na cena em que ele só tem uma bala, mas três bandidos para derrotar. Nessa situação, o anti-herói encontra uma maneira de economizar e alinhar o tiro para cuidar dos três caras de única vez. Da mesma maneira, uma plataforma otimiza a performance de uma ferramenta ao conseguir os dados certos para a ferramenta certa no tempo certo.

De Olhos Bem Fechados
Os riscos hoje estão na complexidade da infraestrutura, combinada com uma superfície de dados expansiva (mais tráfego, mais dispositivos), além de numerosas e formidáveis ameaças de segurança. O fato de que hackers hoje conseguirem acesso às redes e se estabelecer lá a longo a prazo (leia: ameaças persistentes avançadas) não é novidade para operadores de rede e segurança. Mas combatê-los é um desafio contínuo. Os operadores de rede e segurança sabem que os hackers estão à espreita; eles só não têm muita ideia de onde eles estão. Ou de quando tentarão extrair dados. Ou mesmo do que eles estão atrás.

Mas e se os operadores pudessem vê-los? E se pudessem eliminar o fator surpresa? E se eles tivessem os benditos óculos de visão noturna para a Dark Web!?

As pessoas normalmente não equiparam os seus problemas de segurança com falta de visibilidade, mas deveriam. Visibilidade – entregue via uma plataforma centralizada – é a única coisa que trará ordem para a sistema bagunçado e ineficiente que é a rede atualmente.

Os operadores de rede e segurança têm feito investimentos significativos em ferramentas que ou não utilizam ou deixam de aproveitar o máximo que podem. E quanto mais ferramentas eles continuarem a adicionar para segurança e monitoramento, mais brechas em potencial surgem. Mais do que isso: a velocidade dos dados que atravessam as redes acaba excedendo a habilidade das ferramentas de processá-los.

Os dados são o valor de uma rede, mas existem tantas coisas que podem dar errado com eles – roubo, bloqueio de acesso, inabilidade de atingir as metas definidas. E não importa onde estão (centro de processamento de dados, nuvens públicas/privadas, sites de acesso remoto), eles precisam de proteção e consequentemente, organizações precisam de mais visibilidade. Se eles podem ver mais maldades, eles podem parar mais maldades.

É hora de companhias, grandes e pequenas, passarem a lidar com a questão de segurança online de forma muito séria. Assim como meus amigos precisam me levar muito a sério quando eu digo que não irei mais a labirintos no milharal. Apesar de saber que era tudo encenação, eu estava aterrorizada. Mas e quando você sabe que não é falso? Histeria é contagioso e perigos no mundo cibernético são reais, e não devem ser ignorados.

(*) É Senior Solutions Marketing Manager da Gigamon.

Tecnologia de rastreio de objetos é destaque entre TCCs da Faccat

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Após meses de muito empenho, o estudante Otávio Montemezzo se viu recompensado por tanta dedicação ao seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), em Sistemas da Informação, nas Faculdades Integradas de Taquara (Faccat). Além de ter tirado a maior nota, recebendo distinção em seu trabalho, o jovem ainda teve sua produção científica avaliada como a melhor dentro os TCC de seu curso. O destaque foi conquistado devido a criação realizada em seu trabalho científico, um inovador aplicativo de rastreio de objetos, utilizando beacons.
Otávio afirma que se sentiu recompensado quando recebeu a notícia de que seu trabalho foi avaliado como o melhor dentre tantos colegas de curso formandos. “Quando soube foi sensacional, a sensação foi de dever cumprido e de reconhecimento da Faculdade”, conta.

Currículo melhorado
O artigo científico fará parte da décima edição da Revista Universo Acadêmico, publicação anual com os melhores TCCs da Faccat, que tem como objetivo estimular a produção científica e manter excelência na formação de profissionais para atuação no mercado de trabalho. A conquista entrará para o currículo de Otávio, que já traz a experiência adquirida durante os anos que trabalha como desenvolvedor e analista de sistemas na empresa Infisc – Inteligência Fiscal.

O trabalho
A ideia para a criação da ferramenta surgiu a partir da percepção de Otavio de que a internet vem ampliando possibilidades, e que a probabilidade de pessoas interagirem com objetos do mundo real, por meio da internet, está cada vez mais próxima da realidade. Com esse conceito em mente o estudante pensou em como seria útil se houvesse uma maneira de se encontrar objetos, como chaves, carteiras e até mesmo animais de estimação, utilizando a tecnologia.
Otávio passou então a pesquisar meios para alcançar este objetivo, até que idealizou desenvolver um aplicativo android que permita o rastreio de objetos perdidos, através de beacons (sinalizadores). O uso de beacons possibilitaria a formação de uma grande área de abrangência, e se usado de forma colaborativa entre os usuários, permitiria o rastreamento de objetos em vários lugares do mundo.

Tecnologia útil
O estudante defende seu trabalho afirmando que com a imensa disseminação do uso de dispositivos móveis, ocorre uma grande popularização do uso de novas tecnologias pelo grande público. Ele alega que essa propagação, por consequência, leva a demanda da criação de uma infinidade de funcionalidades, que possam facilitar a vida das pessoas, através desse tipo de evolução tecnológica. “O uso de sensores de microlocalização se trata justamente dessas novas tecnologias, que podem ser muito úteis na vida das pessoas”, salienta.
Para o melhor funcionamento da ferramenta, Otavio idealizou a integração entre os diversos usuários do mesmo, através de um serviço Web, afim de formar uma rede colaborativa. E pensando em como estimular o uso do aplicativo, e por consequência compartilhamento de ajuda entre usuários, Otávio idealizou um ranking ou pontuação que gere benefícios, como, por exemplo, descontos na aquisição de beacons.

A importância da visibilidade da cadeia de suprimentos

Gabriel Lobitsky (*)

Internet das coisas e a nuvem podem ser estratégicas ao oferecer informações precisas e em tempo real

A população mundial crescerá entre 60% e 72% nas cidades em todo o mundo, até 2050, segundo as Nações Unidas – e é nesse cenário de superpopulação e aumento do consumo que as marcas já estão de olho. Claro, que até lá muito terá sido feito em termos de adoção de tecnologias para automação de processos manuais. E os sistemas físicos e virtuais estarão totalmente conectados às fábricas, centros de distribuições para que os gargalos que impactam hoje a cadeia de suprimento global – como a falta de informações – não façam mais parte do dia-a-dia das empresas e do consumidor.
Não é novidade que a área de Supply Chain é constantemente afetada por imprevistos, como: instabilidades políticas e econômicas, desastres naturais, burocracias em portos, transportes rodoviários e aeroportos, que impactam, inclusive, a força de trabalho. Imagine que em 2010, quando o vulcão Eyjafjallajökull, da Islândia, entrou em erupção, mais de 20 países da Europa fecharam seus espaços aéreos e a área de supply chain ficou em risco. A Lenovo foi uma das empresas que percebeu a necessidade de ter uma visão ampla dos seus processos de supply chain e passou a investir em tecnologias para isso.
Na outra ponta do consumo, está a Nike. A companhia já está de olho no aumento do consumo e tem focado em melhorias na área de supply chain. Por entender que uma cadeia de suprimentos ágil e centrada em atender as demandas do consumidor e do mercado é uma forma estratégica de alavancar a receita, durante a CSCMP Annual Conference, Jason Trusley, head of global operations strategy and innovation da Nike falou sobre a importância desse setor para a companhia, e dos planos de aumentar a receita de US$ 30 bilhões para US$ 50 bilhões até 2020.
Como a tecnologia pode ajudar?
Imagine a seguinte situação: uma empresa compra da China, e mudanças políticas e processos burocráticos de liberação das mercadorias no destino final fazem o material chegar com alguns meses de atraso no CD, em um período de alta demanda – como uma Black Friday, o que acarreta na falta de capacidade do centro de distribuição. O ‘se vira nos 30’ começa e toda a cadeia é impactada. Até você, consumidor final, que está lendo este texto, percebeu que pode ter sido vítima da falta de visibilidade e de investimentos em supply chain, pois sua compra do varejista chinês está há dois meses atrasada e ainda não tem previsão de entrega. E, para os negócios, esse impacto resulta em custos mais elevados, menos produtividade e consequentemente, mais investimento em mão de obra.
A integração dos dados, nuvem e Internet das Coisas pode oferecer uma visão macro do supply chain e resolver muitos problemas da nossa suposta empresa. E, a partir da integração de todos os dados – do financeiro ao logístico – as informações disponíveis em tempo real e em qualquer dispositivo beneficiam os negócios e seus stakeholders, e o aumento da produtividade surge como um dos bônus da tecnologia, num cenário em que a maioria das companhias precisam dedicar times para conseguir acompanhar a quantidade de processos, entre elas: acompanhamento do embarque, trânsito, chegada, e liberação fiscal – seja aduaneira ou em postos fiscais de todo o Brasil.
E, no mundo em que a tecnologia da informação já pode informar ao consumidor, por meio dos seus dispositivos móveis, detalhes dos seus pedidos; e que a Internet das Coisas, totalmente conectada ao produto, também monitora e oferece informações precisas – inclusive notícias e detalhes sobre mudanças climáticas – o assunto falta de visibilidade das cadeias globais parece algo incomum. No entanto, essa ainda é a realidade de muitas empresas que precisam lidar com o processo manual em planilhas, EDI, invoices, e-mails, informações financeiras em diferentes canais e sistemas de comunicação que não estão integrados.
A revolução da nuvem tem sido a principal estrutura para suportar processos tão complexos da cadeia global, porque ela permite unificar plataformas distintas em um único canal, e não apenas a disponibilidade, mas a qualidade das informações determinam a forma como a sua organização responderá, rapidamente, aos imprevistos e será proativa na tomada de decisões. Por isso, essas mudanças precisam acontecer já.
Se quiser saber mais sobre as tecnologias de Global Supply Chain, os benefícios que a visibilidade traz e como a Infor pode ajudar a sua empresa, clique em http://www.infor.com/gtnexus/

(*) É diretor de vendas para o Sul da América Latina da Infor.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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