Robôs Patrulham as Ruas de Cingapura

Vivaldo José Breternitz (*)

Cingapura é conhecida por suas preocupações com segurança; suas leis são rígidas e há câmeras de vigilância espalhadas por toda a cidade-estado

Fiel a essa filosofia, a cidade começa a testar robôs, batizados como Xavier, que trabalharão patrulhando e inspecionando uma região com tráfego intenso de pedestres; durante as próximas semanas, os robôs monitorarão a Central Toa Payoh, uma área central da cidade em busca do que as autoridades do país descrevem como “comportamentos sociais indesejáveis”.

Esses comportamentos incluem a reunião de mais de cinco pessoas, o que vai contra as medidas de segurança para prevenção da COVID-19; além disso, os robôs Xavier irão procurar por casos de fumo em áreas proibidas e venda ilegal de mercadorias. Também buscarão veículos estacionados indevidamente e motos e bicicletas circulando por calçadas. Se um robô detectar qualquer uma dessas irregularidades, alertará seu centro de comando e exibirá uma mensagem correspondente em sua tela, destinada a alertar o público.

As máquinas são equipadas com câmeras capazes de fornecer ao centro de comando uma visão de 360 ​​graus. Elas também são capazes de capturar imagens em situações de pouca iluminação, usando câmeras infravermelhas. Além disso, gravarão vídeos que serão analisados em tempo real por um sistema de inteligência artificial para identificar situações que possam exigir a ação de policiais humanos.

Para permitir que as máquinas naveguem pela cidade de forma autônoma, elas são equipadas com sensores que lhes dão a capacidade de evitar objetos estáticos e em movimento, incluindo pedestres e veículos.

As autoridades acreditam que esses robôs podem ajudar a aumentar ainda mais o nível de segurança da cidade e reduzir a necessidade de policiais em atividades de patrulhamento.

Cingapura já anunciou também planos de dobrar o número de câmeras de vigilância para 200 mil na próxima década; serão cerca de 270 câmeras por quilômetro quadrado! É importante lembrar que em um cenário como esse devem ser considerados aspectos ligados à privacidade dos cidadãos.

(*) Vivaldo José Breternitz, Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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