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Reino Unido apoia graduação em Engenharia de Drones

em Tecnologia
segunda-feira, 02 de fevereiro de 2026

Um novo curso de graduação em Engenharia de Drones, considerado de ponta, receberá sua primeira turma de estudantes em setembro deste ano.

Vivaldo José Breternitz (*)

O governo britânico destinou cerca de US$ 330 mil para apoiar a iniciativa, que será oferecida pelo New Model Institute for Technology and Engineering (NMITE), em Hereford, Inglaterra.

O NMITE é uma instituição fundada em 2018 com o objetivo de ajudar a suprir a falta de engenheiros qualificados no Reino Unido (problema que também afeta o Brasil) e é conhecida por seus métodos de ensino baseados em projetos, com uma abordagem do tipo “mão na massa”.

O diferencial do curso está na participação direta do Exército Britânico, responsável por coordenar o curso e compartilhar tecnologias testadas em campo de batalha, baseadas principalmente em lições aprendidas na Ucrânia. O objetivo declarado é tornar as forças armadas do Reino Unido “dez vezes mais letais”.

Segundo comunicado oficial, a criação do curso foi motivada por uma revisão de conceitos de defesa que apontou a necessidade de desenvolver tecnologias mais avançadas de drones, além de aprimorar a capacidade de detectar e derrotar incursões de aeronaves hostis. A iniciativa integra um esforço mais amplo para fortalecer o Exército Britânico por meio de inteligência artificial, sistemas autônomos e drones.
Vale a pena lembrar que, em termos de drones, as forças armadas do Reino Unido vêm desenvolvendo sistemas de armas como o RapidDestroyer, que usa micro-ondas de alta frequência para danificar componentes eletrônicos críticos de drones, que, atingidos, acabam perdendo o controle e caindo. O país, assim como outros, vem desenvolvendo também drones para uso naval.

Como disse Al Carns, ministro da defesa do Reino Unido, Al Carns, “este curso oferecerá aos jovens engenheiros um caminho rápido para carreiras na linha de frente da tecnologia, protegendo o país” – as primeiras turmas serão de 20 alunos,
15 civis e 5 militares.

O movimento não é exclusivo do Reino Unido; há informes a respeito de cursos semelhantes em fase planejamento ou já em andamento, em países como Estados Unidos, Polônia e Áustria.

No entanto, até o momento, apenas o programa britânico conta com envolvimento direto das forças armadas.

(*) Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor, consultor e diretor do Fórum Brasileiro de Internet das Coisas – [email protected].