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OpenAI deve lançar dispositivo físico até o final de 2026

em Tecnologia
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Em declaração feita durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, Chris Lehane, diretor de assuntos globais da OpenAI, confirmou que a empresa apresentará até o final deste ano um dispositivo físico, cuja natureza permanece envolta em mistério.

Vivaldo José Breternitz (*)

A data de lançamento estava prevista para setembro, mas o cronograma agora divulgado representa o cenário “mais provável”; Lehane ponderou: “vamos ver como as coisas avançam”.

Os rumores acerca do assunto continuam a circular: o perfil chinês Smart Pikachu, ativo principalmente em redes sociais como Weibo e X, conhecido por antecipar informações sobre produtos de grandes fabricantes, afirmou recentemente que a companhia estaria mirando o nicho atualmente dominado pelos AirPods.

De acordo com essas informações, a fabricante Foxconn estaria desenvolvendo um dispositivo de codinome “Sweetpea”, descrito como um “produto especial de áudio” no âmbito de um projeto chamado “Gumdrop”.

O suposto aparelho teria formato semelhante a fones de ouvido, acompanhado de um pequeno estojo de recarga em formato oval. O “Sweetpea” usaria um chip de 2 nanômetros, similar aos usados em smartphones, garantindo alto poder de processamento. O lançamento poderia ser seguido por outros quatro dispositivos da linha “Gumdrop” até 2028, incluindo um aparelho doméstico e até uma caneta. É oportuno lembrar que todas essas informações ainda não são confirmadas.

Até agora, os únicos indícios oficiais da OpenAI sobre seu primeiro hardware vieram de duas fontes curiosas. A primeira foi um infomercial lançado em meados de 2025, estrelado pelo CEO Sam Altman e pelo designer Jony Ive – célebre criador do iPhone, cuja empresa de design se fundiu à OpenAI.

A segunda foi uma entrevista concedida em novembro por Altman e Ive, longa mas pouco reveladora, na qual ambos sugeriram que o produto terá apelo sensorial. Ive acrescentou que busca criar “produtos sofisticados que você quer tocar, sem se intimidar, e usar quase sem pensar”.

A OpenAI está vendendo expectativa e desejo antes mesmo de mostrar qualquer coisa concreta. Pode ser genial, se o produto corresponder ao hype gerado.

Mas também pode virar um caso clássico de promessa maior que a entrega. Até lá, ficamos com a sensação de que estamos diante de um truque de ilusionismo corporativo: todos olhando para o palco, esperando o mágico tirar o coelho da cartola.

(*) Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor, consultor e diretor do Fórum Brasileiro de Internet das Coisas – [email protected].