529 views 3 mins

Open AI diz que o ChatGPT consome pouca energia e água

em Tecnologia
quarta-feira, 18 de junho de 2025

Há muita preocupação acerca da grande quantidade de energia elétrica necessária ao processamento dos atuais modelos de inteligência artificial.

Vivaldo José Breternitz (*)

Sam Altman, CEO da OpenAI, empresa responsável pelo desenvolvimento do ChatGPT, talvez o mais popular chatbot de inteligência artificial, falou sobre o assunto em seu blog, procurando diminuir essa preocupação.

Segundo Altman, responder a uma pergunta feita ao ChatGPT consome, em média, a mesma quantidade de energia usada por um forno doméstico ligado por pouco mais de um segundo e o equivalente a cerca de um décimo de uma colher de chá para refrigeração dos computadores onde é processado o chatbot.

Na publicação, Altman traçou uma visão de futuro para a OpenAI e para o setor de IA como um todo, reacendendo o debate sobre a pegada ambiental da tecnologia. Segundo ele, os benefícios trazidos pela inteligência artificial — em áreas que vão da ciência pura à medicina — já superam os riscos, e o consumo de energia e água é menor do que se imagina.

Altman prevê ainda que, ao longo da próxima década, a oferta de energia crescerá radicalmente em função da mobilização de outras gigantes do setor: o Google, por exemplo, estuda utilizar energia de pequenos reatores nucleares modulares, enquanto a Microsoft já está investindo em usinas nucleares para alimentar seus data centers.

Além disso, o uso dos chatbots pode ser racionalizado: em postagens no X (exTwitter), Altman comentou que usar expressões corteses como “por favor” e “obrigado” ao nos comunicarmos com esses sistemas pode aumentar substancialmente o consumo de eletricidade, em valores estimados em “dezenas de milhões de dólares” por ano, devido ao processamento adicional necessário.

“A inteligência artificial trará inúmeros benefícios ao mundo”, afirma Altman no texto. “Com maior produtividade e aceleração do progresso científico, o futuro pode ser muito melhor do que o presente. Afinal, o avanço científico é o principal motor de todo progresso.”

Esperemos que Altman tenha razão…

(*) Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor e consultor – [email protected].