
Louis Gerstner, ex-presidente e CEO da IBM, morreu aos 83 anos, no último dia 27 de dezembro.
Vivaldo José Breternitz (*)
Reconhecido por ter conduzido a empresa em um dos períodos mais críticos de sua história, Gerstner é creditado por evitar a falência da gigante de tecnologia nos anos 1990.
À frente da IBM entre 1993 e 2002, foi o primeiro executivo externo a comandar a companhia; antes da IBM, ocupara funções executivas em empresas como RJR Nabisco, American Express e na consultoria McKinsey.
Sua gestão ficou marcada pela decisão de manter a empresa unificada em vez de dividi-la em unidades menores, e pelo reposicionamento estratégico, voltando a IBM para serviços corporativos e software, reduzindo a dependência de hardware.
Também promoveu cortes de custos, vendeu ativos pouco rentáveis como a divisão de PCs vendida à Lenovo. Conduziu a empresa com sucesso durante a crise das pontocom, no final dos anos 1990.
Sob sua liderança, o valor das ações da IBM cresceu mais de 800%. Após deixar o cargo, presidiu o Carlyle Group, uma das maiores gestoras globais de investimentos privados, especializada em private equity, crédito e ativos alternativos, até 2008. A seguir, passou a se dedicar à filantropia, apoiando pesquisas biomédicas e projetos sociais.
Arvind Krishna, atual CEO da IBM, destacou o trabalho de Gerstner, afirmando que sua liderança “remodelou a companhia ao olhar para o futuro e para as necessidades dos clientes”.
No ambiente de tecnologia da informação, Gerstner é lembrado como o líder que fez o “elefante dançar”, metáfora para a transformação de uma corporação pesada e em crise em uma empresa ágil e competitiva.
Sua gestão é considerada um marco na história da administração moderna e da indústria de tecnologia.
(*) Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor, consultor e diretor do Fórum Brasileiro de Internet das Coisas – [email protected].



