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Exército alemão aposta em dados e inteligência artificial

em Tecnologia
segunda-feira, 13 de abril de 2026

O Exército da Alemanha está trabalhando para acelerar a implementação do processo de tomada de decisões em tempos de guerra com apoio de ferramentas de inteligência artificial (IA).

Vivaldo José Breternitz (*)

O objetivo é analisar dados do campo de batalha com mais rapidez do que com os métodos convencionais, como disse o tenente-general Christian Freuding, que assumiu o comando do Exército em outubro passado.

O general, antes de assumir o comando, trabalhou durante anos em contato com o Exército da Ucrânia, no qual, em função da guerra com a Rússia, o uso de drones e sensores modernos aumentou drasticamente o volume de informações coletadas.

“Os ucranianos exploram dados acumulados ao longo de quatro anos de guerra. Com base neles, a IA pode deduzir como o inimigo agirá em determinadas situações e rapidamente recomendar ações a serem tomadas”, disse Freuding.

O general pretende utilizar dados da Ucrânia e de exercícios militares alemães para o treinamento das ferramentas analíticas, garantindo o alinhamento com os princípios operacionais da Alemanha.

Freuding disse que, embora as ferramentas de software que serão utilizadas pelo Exército Alemão ainda não tenham sido definidas, a implementação da tecnologia é uma prioridade.

O general destacou a importância de alinhar os sistemas de IA alemães aos padrões da OTAN. Freuding não descartou o uso de um sistema desenvolvido na Europa, mas admitiu que soluções americanas podem oferecer vantagens práticas devido ao seu estágio avançado de implementação.

“Pessoalmente, considero importante que tenhamos algo funcionando rapidamente. É claro que questões como segurança e soberania de dados precisam ser levadas em conta”, acrescentou.

Em março passado, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos definiu a adoção da ferramenta Maven, uma plataforma de IA desenvolvida pela Palantir Technologies, como sistema padrão de comando e controle. Ela processa dados provenientes de múltiplas fontes para identificar, rastrear e priorizar alvos em tempo real, tornando-se o “cérebro digital” das forças armadas norte-americanas.

Seria natural que a plataforma Maven passasse a ser utilizada por outros membros da OTAN, embora as recentes manifestações de Trump acerca dos membros dessa organização possam levar à adoção de ferramentas diferentes.

(*) Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor, consultor e diretor do Fórum Brasileiro de Internet das Coisas – [email protected].

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