
Em mais uma batalha da guerra que vem sendo travada há anos, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos adicionou grandes empresas chinesas, entre elas a gigante de e-commerce Alibaba e a fabricante de carros elétricos BYD, a uma lista de empresas apontadas como tendo vínculos com as forças armadas da China.
Vivaldo José Breternitz (*)
A medida não implica em sanções imediatas, mas serve de alerta a organizações americanas sobre os riscos de fazerem negócios com essas firmas; a embaixada da China em Washington classificou a lista como “discriminatória” e afirmou que as empresas do país cumprem rigorosamente as leis internacionais.
Representantes da Alibaba disseram que não há fundamento para a inclusão da companhia na referida lista, conhecida como Section 1260H e que contém 188 empresas chinesas consideradas riscos à segurança nacional dos EUA.
Além da BYD e Alibaba, constam da lista empresas muito conhecidas, como Baidu, Tencent e Huawei. O caso da BYD chama a atenção: a empresa, que não exporta carros para os EUA, ultrapassou a Tesla neste ano e tornou-se a maior fabricante de veículos elétricos do mundo.
Segundo a professora Stefanie Kam, da Nanyang Technological University, de Singapura, a China pode retaliar incluindo empresas americanas em sua própria lista ou responder com pressão diplomática.
A decisão promete aumentar ainda mais as tensões entre Washington e Pequim, em um cenário de disputa tecnológica e comercial que se arrasta há anos.
(*) Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor, consultor e diretor do Fórum Brasileiro de Internet das Coisas – [email protected].
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