Drones saem da captação de imagens aéreas e conquistam novos espaços

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Fonte: Pixabay

Os drones, também conhecidos como Vant (Veículo Aéreo Não Tripulado), têm conquistado cada vez mais espaço no mercado a partir da diversificação da sua utilidade e do seu campo de atuação.

Criados na década de 1950 para fins bélicos, inicialmente, serviam para vigilância no combate, reconhecimento tático e alvo aéreo.

Com uma tecnologia mais rudimentar, estes equipamentos eram controlados via rádio e, por serem pequenos, ágeis e evitarem que combatentes corressem o risco de perder a vida em algumas situações, os drones foram aliados de muitos países durante a guerra.

Com o passar do tempo e os avanços tecnológicos, os veículos aéreos não tripulados ganharam fama como brinquedos de adultos e na captação de imagens aéreas para uso pessoal.

Mas esse contexto limitado ficou para trás. Os drones se profissionalizaram e passaram a ter usos importantes em setores como agricultura, segurança (lembrando sua finalidade original), engenharia, resgate, limpeza de produtos tóxicos e até na realização de entregas.


Chuva de comida e utilidade pública

Nos EUA já é comum o serviço de delivery de produtos pelo ar. No Brasil, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) autorizou a empresa de entrega de comida IFood a realizar testes por drones em 2020.

Os primeiros voos aconteceram no ano passado, em São José dos Campos (SP). Agora, será a vez de Campinas, também no estado de São Paulo, vivenciar a experiência de ter hambúrgueres e batatas fritas chegando do céu.

As entregas serão realizadas em outubro em um perímetro de 400 metros entre a praça de alimentação de um shopping e o centro de distribuição da empresa de delivery.

Os drones também são utilizados para realizarem serviços importantes, como o resgate de vítimas em tragédias como a de Brumadinho (MG), por exemplo.

Na ocasião do rompimento da barragem da Vale em 2019, que deixou milhares de vítimas e desaparecidos, operadores de drones se voluntariaram na busca por desaparecidos.

O piloto de drone

A profissão de piloto de drone tem crescido bastante, sendo uma área interessante para quem busca por uma carreira que promete crescer a cada dia mais.

Mas é importante saber que, apesar da aparente simplicidade, essa é uma profissão que exige formação específica, com conhecimento de legislação e técnicas para atender a diversificadas demandas.

Por isso, é fundamental realizar um curso de drone antes de assumir compromissos profissionais como piloto.

Pilotar um Vant não é somente apertar botões, e exige cautela e responsabilidade.

O comando de um drone é semelhante ao de um avião. Portanto, ao pilotar um veículo desses é preciso atenção máxima e conhecimento prévio da localização que se pretende sobrevoar.

Conhecer as regras estabelecidas pela Anac e segui-las de maneira responsável é o que garante a segurança das pessoas que estiverem no entorno da operação.

Outro ponto que merece ser avaliado é a capacidade de um indivíduo reagir rapidamente em situações extremas.

Isso porque é preciso pensar em soluções imediatas para evitar colisões com objetos que possam surgir no caminho. Daí a importância do preparo técnico para exercer essa atividade.

Ser capaz de realizar ações que necessitem de uma coordenação fina entre visão e tato também é essencial.

Assim como nos jogos eletrônicos, os veículos de controle remoto necessitam que os olhos mandem rapidamente ao cérebro informações que precisam ser executadas pelas mãos, e de forma precisa.

Avaliar quem possui tais habilidades e treiná-las é um passo importante para o sucesso de um piloto de drone. Essas exigências demandam uma boa dose de resiliência e determinação para seguir na carreira.

O controle manual de um veículo aéreo é bastante desafiador e é comum perdê-lo nos primeiros voos. Daí a necessidade de treinar bastante e se aprimorar em uma capacitação profissional antes de partir para o mercado.

O curso

O curso de drone para iniciantes não possui pré-requisitos e pode ser realizado por qualquer pessoa com mais de 18 anos.

Para pilotar drones de com mais de 25 quilos é necessária uma autorização da Anac. O mesmo vale para aqueles com menos de 25 quilos pilotados a mais de 400 pés.

Ao realizar o curso, o aluno sai com carteira de piloto profissional de RPAS (Remotely Piloted Aircraft System) emitida pelo instituto de ensino, conhecimento do público-alvo, capacidade estratégica para pensar nos planos de voo e conhecimento da legislação para exercício da atividade.

E o mercado reconhece todo esse investimento em aquisição de conhecimento remunerando um piloto de drone com valores que podem variar de R$ 3 mil a R$ 8 mil.

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