
A Amazon volta à imprensa, com notícias não muito agradáveis: dois de seus drones utilizados para entregas colidiram com um guindaste, em Tolleson, Arizona.
Vivaldo José Breternitz (*)
O incidente aconteceu a aproximadamente três quilômetros de um centro de distribuição da gigante do comércio eletrônico, felizmente sem deixar feridos – a Administração Federal de Aviação (FAA) assumiu a investigação do caso e a Amazon paralisou temporariamente as entregas feitas por esse meio.
A Amazon passou a fazer entrega usando drones na região onde ocorreu o incidente no no ano passado. Ali, os drones operam apenas durante o período diurno e quando as condições climáticas são favoráveis, seguindo protocolos rigorosos de segurança estabelecidos pelas autoridades aeronáuticas americanas.
O serviço está disponível para entregas de pacotes de até cerca de dois quilos – o prazo de entrega é de uma hora, mediante o pagamento de uma taxa que pode chegar a US$ 14,99.
Em maio deste ano, a empresa deu um passo importante na expansão desse serviço ao receber autorização da FAA para transportar uma variedade maior de produtos utilizando seus drones, ampliando significativamente a lista de produtos disponíveis para entrega aérea.
O incidente em Tolleson ocorre em um momento de rápida expansão dos serviços de entrega por drone nos Estados Unidos, levantando questões sobre os desafios operacionais e de segurança desses veículos em ambientes urbanos onde estão presentes estruturas como guindastes, antenas, torres e outros obstáculos elevados.
Ainda não estão disponíveis informações sobre as causas do incidente, a serem esclarecidas pela investigação conduzida pela FAA, que identificará os fatores que causaram o fato e muito possivelmente gerará novas recomendações para a operação de drones de uso civil.
Isso nos leva a acreditar que a ampla utilização de drones para fins comerciais ainda deve demorar, principalmente em função de preocupações com o controle do tráfego aéreo e com a segurança.
(*) Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor, consultor e diretor do Fórum Brasileiro de Internet das Coisas – [email protected].


