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Drones da Amazon colidem com guindaste

em Tecnologia
quinta-feira, 23 de outubro de 2025

A Amazon volta à imprensa, com notícias não muito agradáveis: dois de seus drones utilizados para entregas colidiram com um guindaste, em Tolleson, Arizona.

Vivaldo José Breternitz (*)

O incidente aconteceu a aproximadamente três quilômetros de um centro de distribuição da gigante do comércio eletrônico, felizmente sem deixar feridos – a Administração Federal de Aviação (FAA) assumiu a investigação do caso e a Amazon paralisou temporariamente as entregas feitas por esse meio.

A Amazon passou a fazer entrega usando drones na região onde ocorreu o incidente no no ano passado. Ali, os drones operam apenas durante o período diurno e quando as condições climáticas são favoráveis, seguindo protocolos rigorosos de segurança estabelecidos pelas autoridades aeronáuticas americanas.

O serviço está disponível para entregas de pacotes de até cerca de dois quilos – o prazo de entrega é de uma hora, mediante o pagamento de uma taxa que pode chegar a US$ 14,99.

Em maio deste ano, a empresa deu um passo importante na expansão desse serviço ao receber autorização da FAA para transportar uma variedade maior de produtos utilizando seus drones, ampliando significativamente a lista de produtos disponíveis para entrega aérea.

O incidente em Tolleson ocorre em um momento de rápida expansão dos serviços de entrega por drone nos Estados Unidos, levantando questões sobre os desafios operacionais e de segurança desses veículos em ambientes urbanos onde estão presentes estruturas como guindastes, antenas, torres e outros obstáculos elevados.

Ainda não estão disponíveis informações sobre as causas do incidente, a serem esclarecidas pela   investigação conduzida pela FAA, que identificará os fatores que causaram o fato e muito possivelmente gerará novas recomendações para a operação de drones de uso civil.

Isso nos leva a acreditar que a ampla utilização de drones para fins comerciais ainda deve demorar, principalmente em função de preocupações com o controle do tráfego aéreo e com a segurança.

(*) Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor, consultor e diretor do Fórum Brasileiro de Internet das Coisas – [email protected].