
A Apple e a Samsung reafirmaram seu domínio na área de telefonia móvel no primeiro trimestre de 2026, ocupando nove das dez primeiras posições no ranking dos dispositivos mais vendidos no mundo
Vivaldo José Breternitz (*)
Segundo dados da Counterpoint Research, a Xiaomi foi a única fabricante capaz de romper o duopólio, garantindo a décima colocação; todos os outros postos foram ocupados por modelos iPhone ou Galaxy.
O iPhone 17 foi o smartphone mais vendido do período, respondendo por 6% das vendas globais. A Apple também garantiu a vice-liderança com o iPhone 17 Pro Max, seguido de perto pelo iPhone 17 Pro. A Samsung assegurou o quarto e o quinto lugares com os modelos Galaxy A07 4G e Galaxy A17 5G, respectivamente.
Embora o iPhone 17, lançado em setembro de 2025, tenha sido recebido pelo mercado como uma atualização incremental e não uma mudança disruptiva, o ritmo das vendas não foi afetado. No primeiro trimestre deste ano, os iPhones geraram quase US$ 57 bilhões em receita, valor ligeiramente abaixo das estimativas, mas ainda considerado muito bom.
Em entrevista à Reuters, o CEO da Apple, Tim Cook, afirmou que as vendas não foram ainda melhores em função de problemas logísticos. “A demanda foi extraordinária. No momento, há um pouco menos de flexibilidade na cadeia de suprimentos para a obtenção de componentes”, explicou o executivo.
A Xiaomi marcou presença no Top 10 com o Redmi A5; de acordo com a Counterpoint, o modelo se destacou por ser a opção barata de toda a lista.
Analistas apontam que o sucesso contínuo do iPhone 17 se deve a melhorias estratégicas. Harshit Rastogi, analista da Counterpoint, observa que o modelo base superou seu antecessor graças a upgrades na resolução da câmera, maior armazenamento inicial e uma taxa de atualização de tela aprimorada, o que aproximou a versão de entrada dos modelos “Pro”, oferecendo uma melhor relação custo-benefício.
Pelo lado da Samsung, a linha Galaxy A foi o grande motor de vendas. O Galaxy A07 4G não foi apenas o líder da marca sul-coreana no trimestre, mas também o smartphone Android mais vendido do planeta. Com tela de 6,7 polegadas, câmera de 50 megapixels e bateria de 5.000 mAh, o aparelho de entrada se destaca pelo preço agressivo, comercializado por menos de US$ 100 nos Estados Unidos e por cerca de R$ 600 no Brasil
Para o restante do ano, a Counterpoint projeta que os smartphones de alto padrão (high-end) continuarão ganhando participação de mercado, mesmo diante de um cenário de retração no volume geral de vendas do setor.
(*) Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor, consultor e diretor do Fórum Brasileiro de Internet das Coisas – [email protected].

