Criminosos: mais um perigo no mundo das criptomoedas

Vivaldo José Breternitz (*)

O FBI adicionou a búlgara Ruja Ignatova, conhecida como Cryptoqueen – em português Criptorainha – à sua lista dos dez criminosos mais procurados, oferecendo uma recompensa de US$ 100 mil como   recompensa por informações que levem à sua prisão.

Em 2014, Ignatova criou o OneCoin, um esquema de pirâmide que chegou a movimentar US$ 4 bilhões. Ela viajava pelo mundo apresentando o OneCoin como uma criptomoeda que mataria o Bitcoin.

No entanto, o FBI descobriu que Ignatova simplesmente desviava o dinheiro que os investidores lhe confiavam e que o OneCoin não era suportado por nenhuma estrutura tecnológica similar ao blockchain, que processa as transações com o Bitcoin.

Os Estados Unidos emitiram um mandado de prisão contra Ignatova em 2017, ocasião em que ela desapareceu, tendo sido vista depois em lugares como   os Emirados Árabes Unidos, Bulgária, Alemanha, Rússia, Grécia e Europa Oriental. O FBI disse acreditar que ela viaja acompanhada por guardas armados e que talvez tenha feito uma cirurgia plástica para alterar sua aparência.

Em 2019 o irmão de Ignatova, Konstantin, que havia assumido o OneCoin na ausência dela, foi preso e se declarou culpado de lavagem de dinheiro e fraude.

(*) Vivaldo José Breternitz, Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor, consultor e diretor do Fórum Brasileiro de Internet das Coisas

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