
Com 530 mil afastamentos por saúde mental em um ano, análise de dados preditiva pode ser o caminho para mapear riscos psicossociais e evitar passivos trabalhistas.
O cenário para o RH brasileiro em 2026 é de pressão regulatória e desafios de saúde. Com a atualização da NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1), que exige o gerenciamento de riscos psicossociais no PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos), as empresas precisam encontrar formas eficazes de monitorar o bem-estar dos colaboradores. O desafio é urgente: em 2025, o Brasil registrou mais de 530 mil afastamentos por transtornos mentais, segundo dados do Ministério da Previdência Social.
Neste contexto, a Inteligência Artificial (IA) deixa de ser um acessório de produtividade para se tornar uma aliada no compliance. Para a Factorial, HRTech global especializada em soluções de gestão de Recursos Humanos e Departamento Pessoal, a tecnologia oferece o suporte necessário para que o RH saia do modelo reativo e passe a agir preventivamente.
“O RH de 2026 não pode mais ser apenas um executor de processos; ele precisa ser um intérprete de dados. A IA permite que o gestor saia da posição reativa e atue na prevenção, garantindo que a NR-1 não seja apenas um documento na gaveta, mas uma prática de cuidado real”, afirma Renan Conde, CEO Brasil da Factorial.
Como utilizar a IA para atender à NR-1: dicas práticas
Para auxiliar as empresas nessa transição, a Factorial elencou três formas de utilizar a tecnologia para identificar padrões de risco antes que eles se transformem em afastamentos ou processos:
Mapeamento de indicadores de estresse: o uso de IA para cruzar dados de absenteísmo com picos de horas extras. Padrões repetitivos podem indicar sobrecarga física ou mental em departamentos específicos.
Escuta ativa automatizada: implementação de pesquisas de pulso e análise de sentimento que detectam sinais de assédio ou insatisfação de forma rápida e anônima, permitindo intervenções antes do agravamento do clima.
Gestão centralizada do PGR: utilizar sistemas que automatizam o inventário de riscos, facilitando a atualização constante exigida pela norma e garantindo segurança jurídica em caso de fiscalizações.
O impacto da falta de prevenção é bilionário: em 2024, a Justiça do Trabalho movimentou cerca de R$ 50 bilhões em pagamentos de sentenças e acordos. Um estudo global da Factorial reforça a abertura do mercado para essa transformação, apontando que 78% dos profissionais já admitem utilizar IA em sua rotina de trabalho.




