
Apesar da ascensão das plataformas digitais de streaming, os CDs ainda têm espaço no coração de muitos fãs de música.
Vivaldo José Breternitz (*)
Em agosto de 1982, a Polygram, na Alemanha, colocou no mercado o primeiro CD, The Visitors, do grupo sueco Abba. O formato, que à época parecia destinado ao fracasso, rapidamente tomou conta do mundo.
A ideia do CD foi desenvolvida bem antes de sua estreia comercial. Em 1979, Sony e Philips uniram forças para criar um disco digital de música. Os primeiros protótipos tinham 11,5 cm de diâmetro e armazenavam até uma hora de áudio.
Contudo, a versão final adotou 12 cm e capacidade de 74 minutos – como diz a lenda, essa capacidade foi adotada por permitir a gravação completa da 9ª Sinfonia de Beethoven, favorita do então presidente da Sony, Norio Ohga.
As vendas de CDs atingiram o auge no ano 2000, com cerca de 943 milhões de unidades vendidas apenas nos EUA. Desde então, o declínio foi rápido, embora o mercado tenha mostrado sinais de recuperação a partir de 2020.
Para os profissionais de informática, o padrão Yellow Book, lançado em 1985, foi ainda mais revolucionário: ele permitiu armazenar dados nos discos. Em 1988, surgiu o padrão ISO 9660, que definiu a estrutura de arquivos dos CD-ROMs.
No início da década de 1990, os primeiros gravadores de CD começaram a chegar ao público, mas foi apenas na segunda metade dessa década que o formato se democratizou, tornando-se essencial para armazenamento, arquivamento e compartilhamento digital. Hoje, no entanto, falar em usar CDs em computadores soa quase tão arcaico quanto mencionar disquetes.
Curiosamente, os CDs não eliminaram a paixão dos audiófilos pelo vinil e, mesmo em plena era do streaming, fibra ótica e 5G, muitos artistas continuam a lançar seus álbuns também nesses formatos – essa paixão levou uma artista como Taylor Swift a lançar várias versões físicas de seu álbum mais recente, The Tortured Poets Department, incluindo CDs, LPs e até fitas cassete.
Mesmo em 2025, drives ópticos externos ainda são vendidos por valores acessíveis – cerca de R$ 170 no caso de um modelo da Asus no site da Amazon. Eles seguem úteis para acessar arquivos antigos, digitalizar dados ou simplesmente reviver a experiência de ouvir música direto do CD.
(*) Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor e consultor – [email protected].
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