Carros autônomos ainda tem um longo caminho a percorrer

Há alguns dias, por volta da meia noite, um grupo de taxis autônomos da Cruise simplesmente parou de funcionar e bloqueou o tráfego por algumas horas em ruas de San Francisco.

Vivaldo José Breternitz (*)

O fato mostra como os veículos autônomos ainda estão enfrentando problemas quando operando no ambiente urbano. A Cruise, produto de uma associação da General Motors com a Honda, está testando sua tecnologia em São Francisco desde fevereiro, mas só começou a operar comercialmente às vésperas do incidente.

Os veículos operam sob certas restrições, podendo trafegar em algumas ruas selecionadas, entre 22 e 6 horas, quando as condições do tempo são favoráveis e em velocidades inferiores a 30 milhas por hora.

Depois de algum tempo, funcionários da Cruise retiraram os veículos. A empresa, de forma protocolar disse à imprensa que teve um problema, que foi resolvido sem que nenhum passageiro tivesse sido afetado e pediu desculpas pelos incômodos causados.

Não é o primeiro incidente envolvendo a tecnologia sem motorista da Cruise: no início do ano um de seus carros trafegava à noite com as luzes apagadas e de alguma forma foi parado por policiais, tendo sido necessária a presença de funcionários da Cruise para resolver o problema, que segundo a empresa, foi causado por um erro humano.

Ao que parece ainda há um longo caminho a percorrer até que veículos autônomos se tornem algo comum em nossas ruas.

(*) É Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor, consultor e diretor do Fórum Brasileiro de Internet das Coisas.

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