Carregadores para carros elétricos são obrigatórios em novos prédios em São Paulo

A circulação de carros elétricos e híbridos já é uma realidade no país e os incentivos para a ampliação dessa frota só vem crescendo. Em vigor desde 2014, há uma lei que concede aos donos de carros elétricos emplacados na capital paulista o direito de restituição de 50% do valor do IPVA, porém ela não tratava de uma sistematização acerca da devolução dessa taxa. Recentemente, a Prefeitura de São Paulo sancionou a lei 17.563, a qual permite que parte do valor do imposto vire crédito para pagamento do IPTU.

Enquanto os incentivos para a compra começam a ser ampliados, o novo tipo de frota popular exige que haja uma infraestrutura capaz de oferecer pontos de recargas necessários para atender a nova demanda. Desde 31 de março, novos condomínios residenciais e comerciais da cidade de São Paulo são obrigados a disponibilizar tomadas de recarga para carros elétricos e híbridos nas garagens, com medição independente de consumo.

Segundo Evandro Mendes, CEO da Electricus, empresa brasileira especializada em soluções de infraestrutura para recarga de veículos elétricos e geração de energia fotovoltaica, as construtoras já estavam contemplando sistema de recarga para veículos elétricos em seus projetos por entender que eles agregam valor aos empreendimentos e benefícios aos seus clientes. “A expertise da Electricus tem contribuído com o desenvolvimento da infraestrutura de recarga em prédios residenciais e comerciais, apoiando as diversas construtoras a prepararem seus empreendimentos para essa demanda emergente que é a recarga de veículos elétricos no Brasil. Somos uma empresa nacional que acredita no futuro da mobilidade elétrica e, acima de tudo, no avanço da eletrificação dos meios de transporte”, destaca o executivo que acompanhou, in loco, o nascimento da mobilidade elétrica tanto na Alemanha quanto na Suíça.

A nova lei, proposta pelo vereador Camilo Cristófaro (PSB) e sancionada pelo prefeito Bruno Covas (PSDB), não se aplica aos empreendimentos construídos com recursos públicos ou de habitação social, desde que seja comprovada a impossibilidade técnica ou econômica.

No acumulado entre 2019 e 2020, as vendas de carros elétricos e híbridos plug-in no Brasil triplicaram entre 2019 e 2020. Até o passado, foram comercializadas mais de 10 mil unidades. Em 2019, foram 3 mil veículos vendidos. Já em termos mundiais, a soma já ultrapassou 10 milhões de unidades em 2020, ante os 7 milhões de 2019, segundo dados da Electricus, representando um crescimento de 43%.

Em termos de comparação, o carro a combustão possui um custo de R$ 0,50 a R$ 0,75 por km rodado, enquanto o carro elétrico, abastecido com energia da distribuidora de energia, possui um custo reduzido, em média, para R$ 0,16 o km rodado. Para aqueles que dispõem de geração fotovoltaica, esse custo cai para R$ 0,04.

Para Evandro Mendes, o Brasil é o melhor país do mundo para o carro elétrico. “A matriz energética brasileira é 90% limpa e renovável, com crescimento exponencial das gerações eólicas e fotovoltaicas. Ter um carro elétrico é estar focado na sustentabilidade, redução da poluição do ar e sonora, mas também questão de conforto e redução de custos, uma vez que o carro elétrico demanda menos manutenção, e menor custo de abastecimento”, finaliza.

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