A partir de 2026, o mercado de provedores de internet no Brasil deve passar pela maior mudança dos últimos anos. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) iniciou um processo de endurecimento das exigências que vai impactar diretamente quem poderá continuar operando.
Uma das mudanças centrais é o fim da dispensa automática de outorga, uma regra que habilitava provedores com até 5 mil assinantes a operar sem a autorização formal da Anatel. Na prática, essa flexibilização permitia que muitas empresas funcionassem com menos requisitos regulatórios, mas agora todas precisarão solicitar a licença para continuar no mercado. A fiscalização começou oficialmente em novembro.
Para Rodrigo Stagine, senior channel manager da Unentel, focado em ISPs, 2026 será um divisor de águas. “Muitos provedores subestimam a importância do compliance regulatório, mas o novo ciclo do setor não vai permitir operações improvisadas. Quem estiver preparado poderá expandir, captar investimentos e operar com tranquilidade, enquanto quem não tiver estrutura de governança pode enfrentar multas e limitações”, diz.



