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A fotografia ainda é a mesma na era da IA?

em Tecnologia
sexta-feira, 08 de maio de 2026

De um lado, um fotógrafo que dedica horas ou dias para capturar uma imagem única, autêntica. Do outro, uma inteligência artificial que gera uma cena similar, e por vezes indistinguível, em menos de um minuto.

Ferramentas de inteligência artificial popularizaram a geração de imagens sintéticas e ampliaram a disputa com fotógrafos e bancos de imagem por atenção e credibilidade.

Ao mesmo tempo, consumidores, veículos e marcas se perguntam até que ponto ainda é possível distinguir o registro autêntico da simulação feita por algoritmos.

Para enfrentar esse cenário, a C2PA (Coalition for Content Provenance and Authenticity), uma iniciativa que reúne empresas de tecnologia, mídia e hardware para estabelecer um padrão aberto de rastreabilidade. Uma das empresas que apostam nessa infraestrutura é a Sony, que passou a integrar o comitê diretor do C2PA.

A iniciativa cria um padrão em que cada imagem ou vídeo carrega um conjunto de informações criptografadas: quem produziu, quando, em qual dispositivo e quais edições foram feitas ao longo do tempo. Esse tipo de selo digital não impede que deepfakes sejam criados, mas oferece uma forma de discernir o que tem origem verificada do que não tem. A diferença é semelhante a comprar um produto com nota fiscal e garantia versus adquirir algo sem procedência.

A fabricante japonesa incorporou a autenticação digital ao seu portfólio de câmeras. O modelo PXW-Z300, lançado neste ano, é a primeira câmera de vídeo portátil da marca que grava conteúdo com assinatura digital inserida. Isso significa que, ao mesmo tempo que registra a cena, o equipamento grava também um carimbo de autenticidade que acompanha o arquivo. Além disso, mantém o histórico de edições de acordo com o padrão C2PA, facilitando a verificação de integridade do material.

O especialista de pré-vendas da Sony Professional Solutions Brasil, Felipe Rodrigues, diz que “A PXW-Z300 foi desenvolvida pensando na necessidade crescente de comprovar a autenticidade do conteúdo audiovisual. Com a assinatura digital integrada e compatibilidade com o padrão C2PA, os profissionais podem registrar imagens e vídeos sabendo que cada arquivo traz consigo o histórico de criação e edição. Isso garante mais segurança e confiança nas produções”.

A câmera foi pensada para reportagens, documentários e transmissões ao vivo, em áreas em que a confiança no material audiovisual é crítica. Além da autenticação, o equipamento traz três sensores CMOS Exmor R de 1/2, processador BIONZ XR, reconhecimento de objetos por inteligência artificial, transmissão em 5G e integração em nuvem.

Para reforçar o compromisso da marca com autenticidade e procedência, a gerente de marketing da Sony, Ana Mallerbi, destaca: “Nosso objetivo como marca é reforçar continuamente o compromisso de fornecer aos profissionais do audiovisual ferramentas que garantam autenticidade, procedência e reconhecimento, ajudando-os a se destacar no mercado”, completa.

Os caminhos da fotografia digital: conheça a história e as promessas dessa tecnologia revolucionária – Jornal Empresas & Negócios