Operadoras propõem planos de saúde mais enxutos

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Senador Cid Gomes (2º à esq.) conduz audiência pública sobre planos de saúde. Foto: Waldemir Barreto/Ag.Senado

Em audiência pública na terça-feira (26) no Senado, o presidente da FenaSaúde, João Alceu Amoroso Lima, sugeriu que, para baixar as mensalidades dos planos de saúde, o poder público autorize as operadoras a também oferecer convênios que foquem apenas na atenção primária, isto é, que cubram somente consultas médicas e exames mais simples, excluindo procedimentos complexos, como cirurgias e internações.

Outra forma sugerida por Lima para baratear as mensalidades foi o escalonamento gradual dos preços para os clientes com mais de 59 anos. Atualmente, o último reajuste permitido pela ANS ocorre nessa idade. “Por que não escalonar mais essa faixa também, ao longo dos 20 anos seguintes, em períodos? Isso vai evitar que muitos saiam dos planos por não terem renda para pagar”, propôs.

A diretora do Idec, Marilena Lazzarini, lembrou situações “esdrúxulas e abusivas” envolvendo planos de saúde antes do Código de Defesa do Consumidor. Que, graças ao avanço das leis, os planos passaram a ser obrigados a aceitar clientes idosos e a cobrir todas as doenças listadas pela OMS. Marilena apontou uma “lacuna” na desregulamentação dos reajustes dos planos de saúde coletivos.

“Os ‘planos falsos coletivos’ têm reajustes absurdos. É uma coisa que fica completamente sem controle”, afirmou, acrescentando que não se deve mudar a lei de modo a beneficiar as operadoras dos planos. A diretora-executiva de Clientes da Qualicorp, Juliana Pereira, criticou o atual modelo “esgotado” de cobertura de saúde. Segundo uma pesquisa que ela apresentou, a maior demanda do consumidor dos planos é pela transparência (Ag.Senado).

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