China celebra 100 anos do Partido Comunista

A China fez uma grande celebração ontem (1º) para celebrar os 100 anos da fundação do Partido Comunista, que comanda o país desde 1949. Em seu discurso, o presidente Xi Jinping exaltou os feitos da sigla e disse que os chineses não serão mais “escravizados”. O evento reuniu milhares de pessoas na Praça da Paz Celestial (Tiananmen), palco de um massacre de opositores em 1989.

“O Partido Comunista e o povo chinês declaram solenemente ao mundo que o país se ergueu. O povo chinês não permitirá nunca a qualquer força estrangeira de nos intimidar, oprimir e nos escravizar. Quem tenta fazer, certamente será aniquilado na Grande Muralha de aço construída por 1,4 bilhão de chineses”, afirmou em seu discurso. Sob aplausos, Xi destacou que a era da China “massacrada e intimidada acabou para sempre” e que o caminho de rejuvenescimento da nação “é um percurso histórico irreversível”.

Durante sua fala, o mandatário também afirmou que a reunificação com Taiwan é “uma missão histórica e um compromisso inquebrável” do PCC. “Precisamos tomar uma ação resoluta para derrotar completamente qualquer tentativa de ‘independência de Taiwan’ e trabalhar juntos para criar um futuro luminoso para o rejuvenescimento da nação. Ninguém deve subavaliar a grande determinação do povo chinês de defender a soberania nacional e integridade territorial”, pontuou ainda. Sobre os territórios de Hong Kong e Macau, o governo central se comprometeu o respeito ao “modelo um país, dois sistemas”.

Em nota, o Conselho para Assuntos Continentais de Taiwan informou que o território continua determinado a “defender a soberania e a democracia” e que seu povo, há muito tempo, refutou “o princípio da China Única”, na votação de 1992. “Democracia, liberdade, direitos humanos e Estado de Direito são os princípios fundamentais da sociedade de Taiwan, uma grande diferença institucional da outra parte do estreito”, diz ainda o comunicado.

Reconhecendo que houve um desenvolvimento econômico graças “à política de reforma e abertura”, a “sua ditadura de partido único reprimiu a democracia popular e violou os direitos humanos e as liberdades”. O chamado “princípio da China Única” se refere ao conceito de que há apenas um governo central, o do Partido Comunista Chinês. Sob o comando de Xi, as ações contra Taipei se intensificaram – assim como ocorre em Hong Kong – com a violação da zona de defesa aérea da ilha por parte de caças militares de Pequim (ANSA).

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