#Tenha Cicatrizes_18_07_2019_Transformação Digital é para todos

Transformação Digital é para todos

Jayme Nigri temproario
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Jayme Nigri 

Jayme Nigri (*)

De forma divertida, relembro o controle remoto de televisão como exemplo figurado de caso de transformação digital, nem tanto pela tecnologia envolvida, mas pela assimilação de um hábito tecnológico –ao dar comandos apertando botões–, que até hoje representa uma dificuldade para algumas pessoas. O conforto de evitar o deslocamento de um par de metros de distância do sofá até a TV era o benefício mais aparente que esta tecnologia trazia, mas no momento em que invadia a nossa casa, já não bastava apertar botões, era preciso decidir quem seria o dono daquela botoeira tecnológica, aquele que teria o poder de escolher o canal a ser assistido.

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Desde aquele momento já se via uma diferença entre os ”digitais“ e os ”analógicos”, aquelas pessoas que apresentam certa dificuldade em lidar com botões. Com poucas inovações ao longo de 50 ou mais anos desde a sua popularização, novas funcionalidades –pouquíssimas, é verdade– foram introduzidas no aparato, mas aí com benefícios extras como integração com videocassete, som, DVD, app no celular, smart TVs, etc, o que fazia se abrir um gap cada vez maior entre os digitais e os analógicos. 

Desnecessário comentar sobre as diferenças tecnológicas entre os dias atuais e o lançamento do primeiro controle remoto. Da mesma forma, era inimaginável que os benefícios do avanço da tecnologia também se multiplicariam pelos diferentes setores da nossa sociedade, resultando em maior tempo de vida, melhorias na saúde, aceleração da aprendizagem, capacidade de absorção de informações, desenvolvimento da inteligência, chips na neurociência, entre inúmeros outros exemplos. 

Esta evolução tecnológica desenvolvida pelo homem para o homem só foi e é possível devido ao aumento da produtividade, que resulta na capacidade de fazer mais com menos: mais rápido e mais potente com menos recursos. Por sua vez, entre um extremo e outro, no cerne da produtividade está a transformação digital, que, aplicada dentro de empresas, pode ser definida como um processo de adoção de tecnologias estruturado sobre 4 pilares orientadores: 

  • Estratégias e políticas: visão da transformação, planos, regras e segurança
  • Ambiente: espaço adequado, sustentável e responsável
  • Gestão humana: capacitação e forma de lidar tanto como usuário quanto como produtor
  • Tecnologia: dispositivos, software e informações.

Há quem acredite que ser um ótimo usuário da tecnologia é suficiente para evoluir, mas no ambiente profissional, utilizá-la produtivamente é ainda mais importante. O clichê “você domina a tecnologia ou a tecnologia te domina?” é a forma mais simples de mostrar que a tecnologia está aí para nos servir e, se está para servir, há que ser produtiva. É fundamental que este conceito esteja disseminado pela empresa, mesmo que se faça de forma gradual partindo do zero. 

Há nuances neste processo de transformação. Ser uma empresa totalmente digital com trabalhadores com mindset tecnológico e operação automatizada pode servir como objetivo de longo prazo, mas para a nossa realidade, um desafio plausível seria automatizar atividades repetitivas ou recorrentes. Em todos os setores, por menor ou maior que seja a empresa, há como adotar a tecnologia. Ninguém dirá que é fácil ou difícil, mas ter em mente os 4 pilares facilitará o planejamento e garantirá que à estrutura digital não faltarão elementos. 

Este é um caminho sem volta! Por ser tudo novidade, como é a tecnologia em si, pode-se promover ajustes até retrocedendo alguns passos, mas não conheço uma pessoa física ou jurídica, que tenha experimentado a produtividade baseada na tecnologia e depois voltado a caminhar de forma “analógica”.  Não há um critério preestabelecido para mensurar o grau tecnológico de uma pessoa ou empresa, portanto, não importa se você é digital ou analógico, está na hora de se aventurar por esta linda estrada. 

 

(*) É Membro dos Empreendedores Compulsivos e Diretor da Futura Code, escola de tecnologia para crianças e adolescentes, que carrega os selos Microsoft School e Authorized Education Partner da Microsoft. Engenheiro, pós-graduado em marketing, especialista em perfil comportamental DISC e com experiência em tecnologia e educação, é também um transformador digital. 

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