Negócios em Pauta 10/10/2026

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sexta-feira, 09 de outubro de 2026

Grandes marcas e executivos se reúnem para discutir novos investimentos no esporte

Como ampliar o investimento no esporte brasileiro e reduzir a dependência de poucos segmentos de anunciantes? A discussão ganha força em um mercado que movimenta bilhões de reais e precisa encontrar novas fontes de receita diante das mudanças recentes na publicidade esportiva. O tema reunirá executivos de empresas, clubes, entidades esportivas, veículos e plataformas no dia 16 de outubro, em São Paulo. O encontro é uma iniciativa do EXAME Esportes e terá discussões sobre patrocínio, gestão, futebol feminino, novas mídias, comportamento do torcedor e oportunidades comerciais dentro e fora do futebol. A preocupação tem dimensão financeira. Dados da Sports Value divulgados pela EXAME mostram que as receitas de marketing esportivo passaram de R$ 1,4 bilhão em 2022 para R$ 3,2 bilhões no último ano, após o crescimento registrado em 2024 e 2025 e a entrada de novos contratos ligados às empresas de apostas.

Criança / Preços

Os produtos mais procurados para presentear no Dia das Crianças estão quase 6% mais caros neste ano, de acordo com levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O resultado ficou acima da inflação média geral nacional no acumulado em 12 meses até setembro, de 4,47%. No ano passado, a cesta subiu 3,49%, abaixo do índice geral, que estava em 5,32%. A FecomercioSP calculou a variação de preços de uma cesta com 23 itens do IPCA-15, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), habitualmente associados à data, e identificou avanço médio de 5,9% no acumulado em 12 meses até o nono mês do ano. A alta foi puxada, principalmente, pelos itens de maior valor agregado, como os eletrônicos. O console de videogame disparou 13,52% em 12 meses, mais que o dobro da variação registrada em 2025 (5,65%). O computador pessoal, por sua vez, avançou 10,33%, quase cinco vezes acima do observado no ano anterior (2,26%).

Fundos / Mudança

O crescimento dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) nos últimos 3 anos revela uma mudança que vai além do aumento do dinheiro movimentado: o mercado passou a realizar muito mais operações, sem uma expansão proporcional do tamanho médio de cada uma. No 1º semestre de 2023, as ofertas de FIDCs somavam R$ 14,75 bilhões em mais de 200 operações. No mesmo período de 2026, chegaram a R$ 53,1bilhões distribuídos em 559 operações. A diferença de R$ 38,35 bilhões representa crescimento de 260% no volume, o equivalente a tornar o mercado 3,6 vezes maior em 3 anos, ou uma expansão média composta de aproximadamente 53,3% ao ano. Para Gabriel Padula, CEO da Everblue, a diferença entre esses ritmos indica que o FIDC começa a ocupar espaços que antes eram atendidos quase exclusivamente pelo crédito bancário ou por operações restritas a grandes companhias.

ICMS / Autopeças

A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo publicou, em 30 de junho de 2026, a Portaria SRE nº 34/2026, que retira as autopeças e outras 174 categorias de produtos, entre elas pneus, tintas, ferramentas e materiais elétricos do regime de Substituição Tributária do ICMS. Essa alteração iniciou em 1º de outubro e representa a maior mudança tributária do setor de reposição automotiva paulista em muitos anos. Para empresas que fabricam, distribuem, revendem ou instalam peças em São Paulo, o efeito é muito mais que na forma de precificação: altera também o fluxo de caixa, na formação de preço, na competitividade entre canais e na forma como cada empresa cadastra e vende suas peças.

ICMS – II

Para o mercado paulista de autopeças, o momento é de oportunidade trazendo mais caixa, preços mais transparentes e menos burocracia recorrente – diz Iago Átila, engenheiro automobilístico e fundador da autotech Compre Sua Peça. Mas a janela de adequação é curta. Não dá para chegar em outubro sem inventário, sem cadastro ajustado e sem regras claras para vendas interestaduais corre o risco de transformar um alívio tributário em prejuízo. A recomendação de Átila é começar a mudança imediatamente, não como uma tarefa da contabilidade, mas como uma decisão estratégica de negócio.

Negócios em Pauta 11/09/2026 | Jornal Empresas & Negócios