A Petrobras e o preço dos combustíveis

Jefferson Nery do Prado (*)

O assunto Petrobras e preço de combustíveis será uma eterna constante na vida do brasileiro depois que a política de preços foi alterada para seguir o mercado internacional. Embora essa decisão tenha sido acertada para preservar o resultado da companhia (haja vista o descalabro no governo anterior) descortinou um problema maior em nossa economia. A forma como determinados mercados são tributados.

Especificamente o de combustível, aflorou-se os percentuais de impostos que compõem o preço final na bomba. E, percebeu-se como a tributação exerce uma contribuição importante no alto preço final para o consumidor. Infelizmente, ao invés de tratar o problema como deve ser tratado, o governo federal empreendeu uma guerra de narrativa para colocar a culpa nos governados estaduais (alegando que o maior imposto é o ICMS) e zerou a CIDE e fez campanhas para justificar que a Petrobras entrega o combustível a R$ 2,33.

Entretanto, o ICMS está congelado desde 2015 e sua alteração depende da reforma tributária que o governo federal nem sequer sabe explicar como será feita (ou se será feita). Portanto, como a privatização da companhia não irá acontecer, e a reforma tributária também não sairá do papel (caso saia, não será aquela que o país precisa) teremos um 2022 com combustível caro para o consumidor brasileiro.

(*) – É professor do curso de Ciências Econômicas na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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