Governança / Carreira
Receber o título de gerente, supervisor ou coordenador não significa, por si só, ocupar um cargo de confiança. Pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), esse enquadramento somente é válido quando o empregado exerce efetivos poderes de gestão e recebe remuneração de, no mínimo, 40% superior ao salário do cargo efetivo. Caso contrário, ele pode ter direito ao pagamento de horas extras, explica a advogada especialista em Direito do Trabalho, Ana Luiza Santos, do escritório Ferreira & Chaves Advogados. Segundo a especialista, ainda é comum que empresas atribuam nomenclaturas de cargos de liderança sem que o profissional tenha a autonomia exigida pela legislação. “O nome do cargo, por si só, não transforma um empregado em ocupante de cargo de confiança. A caracterização depende do exercício efetivo de poderes de gestão”, sublinha.
Motorista / Crédito
Neste 25 de julho é celebrado o Dia do Motorista, profissão essencial para o funcionamento da economia e para a mobilidade da população. Seja transportando passageiros, cargas ou realizando entregas, milhares de profissionais do volante movimentam diariamente o Estado de São Paulo. E aí vai uma dica: para quem deseja empreender ou conquistar uma vaga no mercado de trabalho, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico oferece apoio por meio do Banco do Povo Paulista (BPP), dos Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs) e da plataforma Trampolim. Para quem pretende investir no próprio negócio, o Banco do Povo oferece linhas de microcrédito com condições facilitadas para micro e pequenos empreendedores, no valor de R$ 200 a R$ 21 mil, com taxas de juros abaixo das praticadas pelo mercado e prazo de pagamento com até 90 dias de carência.
Economia Criativa
Embora o setor de eventos viva um momento histórico de crescimento com consumo recorde de R$ 25,3 bilhões no primeiro bimestre de 2026, segundo a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE), os bastidores mostram uma realidade menos otimista para quem produz projetos culturais independentes. A alta dos aluguéis comerciais em São Paulo, o aumento dos custos operacionais, a valorização dos cachês e a concentração de investimentos em grandes festivais vêm pressionando a sustentabilidade financeira dessas iniciativas. A partir desse cenário, a empresa [M]EIO desenvolveu proposta que discute uma mudança importante na economia da cultura: produzir deixou de ser apenas um desafio criativo e passou a exigir uma lógica de gestão semelhante à de qualquer outro negócio. Esse é o ponto de inflexão!
Crédito Rural
Cerca de 15% do crédito rural público concedido no Brasil entre 2019 e 2025 foi destinado a imóveis rurais que apresentam alertas de desmatamento ou degradação da vegetação nativa. Segundo a nova edição do Monitor do Crédito Rural, lançada pelo MapBiomas, foram identificadas 831 mil operações de financiamento nessas condições, que somam R$ 92,4 bilhões.Por meio de levantamento feito, apurou-se que mais de 400 instituições financeiras operam crédito rural no país, sendo cinco delas a concentrar 60% do volume total financiado: Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, Sicredi e Banrisul. No período analisado, o crédito rural público somou R$ 613,18 bilhões. O Banco do Nordeste realizou o maior número de operações (equivalente a 56% do total entre 2019 e 2025). Neste mesmo período, o Banco do Brasil lidera em valores financiados, com R$ 306 bilhões (com Agência Brasil).
ONU e a Machosfera
A ONU Mulheres e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançaram um guia com orientações às famílias sobre os perigos da exposição de meninos e jovens à chamada “machosfera”, espaços nas redes focados na masculinidade e que promovem a misoginia (ódio, aversão e desprezo contra mulheres e meninas). Chamado de “No Mesmo Time: Guia de Conversa para Pais e Responsáveis”, o guia explica o que é a machosfera, como funciona etc. “A machosfera é um desafio de toda a sociedade, com consequências reais para a segurança e a liberdade de mulheres e meninas. Este guia nasce para dizer aos pais e responsáveis que eles não estão sozinhos e que não precisam ter todas as respostas”, afirma Gallianne Palayret, representante da ONU Mulheres no Brasil (com informações do Unicef).
