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Três tendências de FP&A que vão virar obrigação em 2026

em Mercado
quinta-feira, 05 de fevereiro de 2026

Dado único, planejamento contínuo e inteligência artificial deixam de ser diferencial e passam a ser requisito para CFOs

A maneira como as empresas planejam, analisam e monitoram seus resultados financeiros está passando por uma transformação. A combinação entre volatilidade econômica, maior cobrança por previsibilidade e pressão por decisões mais rápidas está tornando obsoleto o modelo tradicional de Planejamento e Análise Financeira (FP&A) baseado em planilhas, versões manuais e orçamento fixo anual.
Em 2026, três práticas deixam de ser tendência e passam a ser obrigação para os times financeiros. “O mundo não anda mais no ritmo do orçamento aprovado no fim do ano. Câmbio muda, taxa muda, mercado muda. E o FP&A precisa acompanhar isso em tempo real”, afirma Franklin Tomich, fundador e CEO da Accordia, plataforma brasileira voltada à integração do planejamento financeiro.

  1. Dado em um lugar só (e em tempo real)
    Em muitas empresas, cada área ainda trabalha com seus próprios números. O time de FP&A gasta horas conferindo versões, conciliando planilhas e, na hora da reunião, surge a dúvida sobre qual dado é o oficial. Operar dessa forma deixa de ser sustentável diante do ritmo atual do mercado e passa a representar um risco direto para a tomada de decisão. O novo básico da área envolve uma fonte única de verdade, atualização frequente das informações e menos tempo dedicado à coleta de dados, com mais foco na análise do negócio.
  2. Planejamento contínuo no lugar do orçamento fixo
    A instabilidade do ambiente econômico reduziu a utilidade do planejamento anual estático. Oscilações de câmbio, juros e mercado exigem revisões constantes e capacidade de ajuste ao longo do ano. Em 2026, o planejamento contínuo se consolida como prática obrigatória. Isso significa revisar cenários de forma recorrente, ajustar a rota sem recomeçar tudo do zero e conectar o que foi planejado, revisado e efetivamente realizado.
  3. Inteligência artificial dentro do ciclo de FP&A
    A inteligência artificial deixa de ficar restrita a iniciativas experimentais ou laboratórios de inovação e passa a integrar o dia a dia do FP&A. Atualemte, operar de forma totalmente manual significa chegar atrasado às decisões. A IA passa a apoiar o time financeiro ao destacar desvios relevantes, indicar onde concentrar atenção e acelerar análises de variação e de cenário.

Essas três frentes refletem o que os CFOs escutam diariamente: conselhos cobrando mais previsibilidade, investidores exigindo menos surpresas e times internos pedindo números mais rápidos e claros. Sem estrutura adequada, essa pressão recai integralmente sobre o time financeiro. “Em 2026, time financeiro que só monta número fica para trás. Dado em um lugar só, planejamento contínuo e inteligência artificial no processo deixam de ser diferencial e viram obrigação”, afirma Tomich.

Nesse contexto, a Accordia nasceu justamente para esse ponto de virada: substituir a dependência de planilhas por uma infraestrutura de FP&A pensada para a nova era financeira. A plataforma integra Budget, Forecast e KPIs em um único painel, com planejamento contínuo, histórico e cenários conectados e dados atualizados em tempo real. Sobre essa base única, a IA 360° identifica padrões, sinaliza red flags e antecipa impactos potenciais, permitindo que o time financeiro reduza o esforço de consolidação e concentre sua atuação no apoio às decisões estratégicas.