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O fim das agências? O que muda quando uma geração inteira passa a viver sem bancos físicos

em Mercado
segunda-feira, 29 de junho de 2026

Mais de 82% das transações bancárias realizadas no Brasil já ocorrem por canais digitais, enquanto apenas uma pequena parcela das operações passa por agências físicas. Os dados da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária mostram que o celular se consolidou como o principal ponto de contato entre consumidores e instituições financeiras, evidenciando uma mudança histórica: uma geração inteira está chegando à vida adulta sem nunca ter precisado entrar em um banco para abrir conta, realizar pagamentos ou contratar serviços financeiros.

A transformação trouxe praticidade e ampliou o acesso ao sistema financeiro, mas também acendeu discussões sobre segurança digital, proteção de dados e responsabilidade das instituições diante do crescimento das fraudes eletrônicas. Mesmo em um ambiente cada vez mais virtual, a relação entre bancos e clientes continua protegida por normas como o Código de Defesa do Consumidor, a Lei Geral de Proteção de Dados e as regulamentações do Banco Central. Além disso, a jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça reconhece a responsabilidade das instituições financeiras em diversas situações envolvendo falhas na prestação de serviços e fraudes praticadas por terceiros.

Para o advogado, vereador e suplente de deputado federal Tony Santtana, a evolução tecnológica do setor financeiro exige que a proteção jurídica acompanhe a velocidade das mudanças. “Hoje, muitos jovens administram toda a vida financeira pelo celular e sequer sabem onde fica a agência do banco. Essa realidade traz ganhos de eficiência, mas também cria novos riscos. O desafio é garantir que a inovação continue avançando sem comprometer a segurança dos consumidores e a confiança no sistema financeiro”, afirma.

Especialistas apontam que as agências físicas tendem a assumir um papel cada vez mais voltado para atendimentos especializados, enquanto operações rotineiras seguem migrando para plataformas digitais. Nesse cenário, cresce a importância de regras capazes de assegurar transparência, acessibilidade e proteção ao usuário, reforçando que a modernização dos serviços financeiros deve caminhar lado a lado com a segurança jurídica e a preservação dos direitos do consumidor.

Bancos podem aumentar segurança com adoção de infraestrutura de nuvem híbrida – Jornal Empresas & Negócios