Cinco dicas sobre como investir em ativos de empresas internacionais

Desde outubro, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) liberou o acesso a todos os investidores para os Brazilian Depositary Receipts (BDR), que são títulos emitidos no Brasil e que possuem lastros em ativos do exterior. Antes disso, apenas investidores profissionais – aqueles com capital acima de R$10 milhões – tinham acesso as Bolsas internacionais por meio dos BDR. A novidade fez muitos iniciantes do mercado financeiro buscar a opção para compor a sua carteira, por isso, o sócio da Allez Invest, Rodolfo Baggio, apresenta dicas para todos os investidores ficarem de olho antes de entrar nesse universo.

Com a democratização da ferramenta, mais de três milhões de pessoas físicas poderão comprar ações de empresas como Google, Nike, Toyota e tantas outras corporações através da Bolsa de Valores brasileira, a B3. “Os BDR são uma das formas de empresas estrangeiras expandirem seus horizontes e conseguirem que mais investidores tenham acesso, mesmo que indiretamente, aos seus papéis”. O especialista em mercado financeiro, destaca cinco pontos que o investidor deve ficar atento ao investir no lastro. Confira:

1 – Novas possibilidades de investimentos – Embora o mercado de ações brasileiras seja desenvolvido, ainda é muito pequeno se comparado ao de outros países. O valor de mercado das 331 empresas listadas na B3 era de US$ 0,8tri no início de agosto, enquanto o S&P500 valia US$29tri.

Segundo o sócio da Allez Invest, ao flexibilizar as regras dos BDR, a CVM permitiu aos investidores diversificarem a sua carteira em empresas de alcance global e em setores que não existem no Brasil ou são extremamente limitados, como os de tecnologia e saúde. Atualmente, estão disponíveis 671 ativos de lastros do exterior na B3.

2 – Atenção ao câmbio – Além da volatilidade natural do mercado financeiro, que é influenciada por aspectos políticos, sociais e econômicos, ter resultados positivos em ativos do exterior passa pela preocupação e atenção às flutuações do dólar, que é a moeda padrão de troca e reserva do mundo. “Ao comprar ativos em BDR, a rentabilidade será influenciada pela valorização e desvalorização do real em relação ao dólar. Apesar de poder representar um retorno positivo, você não se protege do risco cambial”, alerta Baggio.

3 – Praticidade – Se para investir em ativos de grandes Bolsas Internacionais, como Nasdaq, NYSE e LSE, era necessário abrir conta em uma corretora estrangeira, agora os BDR permitem que a transação aconteça diretamente do Brasil. “O processo é simples, basta abrir seu homebroker e comprar como uma ação comum. Dessa forma, também não há necessidade de câmbio para a transação. Ou seja, você investe em real”, acrescenta o especialista.

4 – Fique atento aos impostos e taxas – Para cada emissão, há uma cobrança de 5% do valor. Esse custo corresponde ao lucro da instituição que emite o BDR. Além da taxa administrativa da Bolsa, há o imposto. Mesmo não havendo a necessidade de remessa internacional, 15% do ganho de capital são tributados. Por mais que as oportunidades sejam atrativas aos investidores brasileiros, é preciso ficar atento às variáveis para se certificar que essa é a melhor opção para o seu perfil.

5 – Você não se torna sócio da empresa – Diferentemente das ações negociadas diretamente na B3, em que o investidor se torna sócio ordinário, com direito a voto em assembleias – dependendo a quantidade de ações em posse -, ao adquirir um ativo através da BDR, o investidor não tem relação societária com a companhia. O investimento contempla somente a movimentação, ou seja, acompanha a valorização ou desvalorização do título. O investidor também receberá dividendos.

Fonte e m ais informações: (www.allez.com.br).

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