O brasileiro vai abrir mão da tradição em prol da segurança

É o que aponta o estudo “Virando a Página 2020-2021: qual o novo capítulo do consumidor brasileiro?”, realizada pelo C.Lab, o laboratório de pesquisas in house da Nestlé, entre 5 e 11 de novembro, com 700 pessoas em todas as regiões do País. Entre os respondentes, 80% vão celebrar o Ano Novo com menos pessoas, e 65% responderam que estarão na noite de réveillon em casa, para evitar aglomerações, enquanto 68% dizem que não pretendem viajar.

As resoluções de fim de ano e os desejos para 2021 refletem as privações de 2020. No top 5 dos sonhos para o novo período, lidera o convívio social, citado por 36% dos entrevistados; segurança financeira, alimentação e bem-estar empatam em segundo lugar, com 24% de citações; 10% desejam realização pessoal e 6% mencionam questões de autoestima e reconhecimento. No geral, 57% mudaram seus pedidos em relação a 2020, quando os maiores sonhos eram saúde, emprego, paz, viajar, comprar casa, comprar carro, ter prosperidade e sucesso.

Agora, é diferente: esse 2020 atípico mudou a forma de fazer os desejos de virada de ano, passando do genérico à necessidade concreta. Se antes o pedido era saúde, agora os entrevistados desejam a vacina ou a cura para o Covid e o fim da pandemia. Ter paz virou que a vida volte ao normal e que a situação melhore. Sucesso é melhorar a situação financeira. E no mês do pagamento do 13º. salário, o lado racional fala mais alto quando a pergunta é para onde vai esse recurso de fim de ano: 36% afirmam que vão guardar para uma emergência ou investir, enquanto 33% vão pagar contas e quitar dívidas. A maior preocupação é organizar a vida financeira.

A pandemia e o isolamento social tiveram impacto no bolso do brasileiro, mas a pesquisa mostra que a retomada de atividades trouxe também um alívio para a renda dos brasileiros. Se em novembro 49% disseram que tiveram diminuição da renda familiar em função da pandemia, em junho esse percentual era de 58%. Os principais fatores são reabertura de comércio e serviços, retorno de contratos suspensos e remuneração integral e um novo fôlego para atividades informais. Para quem ainda se diz impactado financeiramente, lidera a questão do desemprego (36% das citações), perda de renda de trabalho informal (35%) e redução salarial (31%).

O saldo do ano para o consumidor mostra que alguns hábitos foram acelerados e vão permanecer. Entre os que ganharam força na pandemia e vão perdurar no ano que vem estão compras de mercado on-line (78% pretendem continuar utilizando esse meio, sendo que 17% não tinham esse hábito antes da pandemia), o modelo de home office (72% querem manter a flexibilidade de trabalho) e a prática de atividades físicas (89% citam a continuidade do hábito no pós-pandemia).

Além disso, o isolamento social estimulou dois principais hábitos quando o assunto é alimentação, como cozinhar em casa e pedir delivery de comida – 93% dos entrevistados pretendem continuar com o primeiro, enquanto 83% seguirão solicitando entrega de comida. As boas intenções seguem com 94% dos entrevistados assegurando que vão manter a preocupação com a alimentação, enquanto 66% pretendem adotar uma alimentação mais prazerosa e 42% continuar consumindo alimentos e bebidas que fortalecem a saúde e a imunidade.

Enquanto 63% das pessoas entrevistadas disseram que já estão saindo de casa – com 53% delas tomando os cuidados necessários -, 37% seguem isolados ou saindo somente quando é inevitável. A visão de futuro anda bem dividida: ao passo que 34% esperam voltar à normalidade em um ano e meio ou mais, 31% apostam que isso ocorrerá em seis meses – 24%, em até um ano. Mas o otimismo do brasileiro dá sinais, pois 65% acreditam que a situação financeira vai melhorar em 2021, ao passo que 19% acham que vai ficar igual a 2020 (Fonte FSB Comunicação).

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