Formalização como MEI continua sendo alternativa diante da crise

A formalização como microempreendedor individual (MEI) continua sendo uma alternativa para geração de renda durante a crise, principalmente, para quem busca driblar a falta de emprego e sair da economia paralela. Recentemente, o número de MEI alcançou a marca histórica de 10 milhões de empreendedores. A empreendedora Margarete Mendes, de Curitiba, se tornou microempreendedora individual no final de março e criou a JM Higienizações Auto & Sofás, para realizar a higienização de estofados, carros, tapetes e colchões em ambientes residenciais e comerciais.

Margarete era diarista e foi demitida de sua empresa em fevereiro. Em seu negócio, ela realiza a locação de máquinas e produtos e também realiza o serviço. “Fazemos um trabalho que renova os estofados e elimina os ácaros e bactérias”, afirma. Para a abertura do negócio, ela investiu seu dinheiro na compra das máquinas e dos produtos, além de fazer a divulgação de seus serviços e personalização dos materiais.

Criado como figura jurídica há mais de 10 anos, o MEI nasceu para incentivar a formalização de pequenos negócios e de trabalhadores autônomos como vendedores, doceiros, manicures, cabeleireiros, eletricistas, entre outros, a um baixo custo. Podem aderir ao programa os negócios que faturam até R$ 81 mil por ano (ou R$ 6,7 mil por mês) e têm, no máximo, um funcionário. As cinco primeiras quinzenas de 2020 apresentaram uma média de 107.861 novos MEI. Desde então, por força da pandemia, esse número vem caindo, chegando a 43.273 novos MEI na segunda quinzena de abril.

Para a consultora do Sebrae/PR, Carla Selva, a formalização representa uma oportunidade para acessar mercados e adaptar produtos e serviços conforme a demanda atual. “O setor de alimentação se adaptou rápido. Há diversos empreendedores que aderiram a assinaturas mensais, estão entregando produtos orgânicos, minimercados estão entregando nos bairros. São oportunidades de adaptações em mercados que já existem, mas com mais chances de sucesso com a atividade formalizada”, exemplifica.

Outro exemplo de quem comemora a formalização é de Chopinzinho, sudoeste do Estado. Luma Emanueli Graebin formalizou-se como MEI no dia 27 de abril. A loja de conveniências e distribuidora de gelo entrou em funcionamento no dia 2 de maio, no bairro Cristo Rei. O empreendimento atende a mais dois bairros vizinhos e a procura aumenta entre quinta-feira e domingo, com a venda de assados, bebidas e gelo. O aumento nas vendas já está sendo sentido. Segundo Luma, do primeiro sábado em funcionamento, em 2 de maio, ao segundo, 9 de maio, “o faturamento cresceu 100%” (AI/Sebrae-PR).

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