Toffoli diz que urna eletrônica é segura e defende a Lava Jato

Toffoli temporario
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Novo presidente do STF, ministro Dias Toffoli.

Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Em entrevista coletiva, a primeira concedida desde que assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli rebateu ontem (17) críticas à confiabilidade da urna eletrônica e afirmou ser “lenda urbana” que a Corte atue para conter a Lava Jato. “Em primeiro lugar, o Supremo sempre deu suporte à Lava Jato. Vamos parar com essa lenda urbana, com esse folclore, o Supremo nunca deu uma decisão que parasse a Lava Jato ou outras investigações”, afirmou o ministro ao ser questionado sobre decisões da Corte com potencial de afetar a operação.
O ministro destacou, porém, que o que o Supremo tem feito é atuar para dar parâmetros legais às investigações e garantir o devido processo legal “em alguns casos que eventualmente necessitem dessa intervenção. Quando as investigações se mostram abusivas, elas são, como devem ser, tolhidas pelo Judiciário, que é o que garante direitos individuais e fundamentais”. A respeito de afirmações recentes do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, que levantou suspeitas de possível fraude nas urnas eletrônicas durante a votação, Dias Toffoli respondeu que ‘a urna é 100% confiável’.
“Eu digo apenas que ele sempre foi eleito usando a urna eletrônica”, disse Toffoli sobre as suspeitas levantadas pelo candidato. “Os sistemas são abertos a auditagem para todos os partidos políticos seis meses antes da eleição, para todos os candidatos e para a OAB”, destacou o presidente do STF. Ele ressaltou ainda que pela primeira vez as eleições no Brasil serão acompanhadas por observadores da OEA. “Tem gente que acredita em Saci Pererê”, disse o ministro a respeito das suspeitas sobre a urna (ABr).

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