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Temer diz que programa Bolsa Família deve ter reajuste

em Manchete
quarta-feira, 14 de março de 2018
Beto Barata/PR

Beto Barata/PR

Presidente Temer discursa na sessão plenário de abertura do Fórum Econômico Mundial para a América Latina.

O presidente Temer afirmou ontem (14) que não pretende acabar com o Bolsa Família e que o programa deve receber aumento em breve. Ele fez a declaração durante sua participação na abertura do Fórum Econômico Mundial para a América Latina, em São Paulo. “Não estou pregando a eliminação do Bolsa Família, estou pregando a manutenção, que aliás, ganhou um aumento no início do meu governo e deverá muito proximamente ganhar um novo aumento. Então, estamos pregando que haja uma evolução no tópico da responsabilidade social”, esclareceu
Temer admitiu que a pobreza extrema é um dos desafios do país e explicou que o objetivo de seu governo é evitar que programas assistencialistas ainda estejam na pauta do país nos próximos anos. Pra isso, ele defende uma “evolução” do programa até sua possível eliminação a longo prazo. “Lançamos recentemente um programa chamado Progredir, que é para dar emprego aos filhos daqueles desfrutantes do Bolsa Família. Porque, ao longo do tempo esse pessoal vai se incluindo na sociedade e ao longo do tempo, digo eu, quem sabe, possamos eliminar essa questão do Bolsa Família”.
O presidente enfatizou que o programa faz parte de um dos eixos prioritários de sua gestão, a responsabilidade social, e que o valor concedido às famílias beneficiários sofrerá reajuste, sem dar detalhes sobre o aumento. Também resumiu as principais iniciativas de seu governo na área de responsabilidade fiscal, como a reforma trabalhista, a limitação dos gastos públicos, entre outras medidas que contribuíram para o fim da recessão econômica. Temer também destacou o diálogo como uma das expressões que pautam o governo atual.
Temer respondeu a algumas perguntas do presidente do Fórum, o professor Klaus Schwab. Questionado sobre como o Brasil pretende lidar com tendências protecionistas no mundo, respondeu que essa questão preocupa muito e que pode recorrer contra os Estados Unidos pela decisão de aumentar os impostos de importação do aço e do alumínio. “Nesta questão do aço há uma preocupação, porque, pelos tratados internacionais, a taxação do aço poderia variar de 0 a 4,5% e houve uma taxação de 25% no caso do aço e 10% no caso do alumínio. É claro que temos que tratar com muito cuidado essa matéria” (ABr).