Resultado positivo na indústria ‘não interrompe’ trajetória negativa

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A indústria mostrou em 2016 características mais favoráveis do que no ano anterior.

Rio – Embora a indústria tenha mostrado ligeiro avanço de 0,2% na passagem de outubro para novembro, o resultado positivo não elimina a queda de 1,2% verificada no mês anterior nem interrompe a trajetória negativa do setor, ressaltou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE. Segundo ele, o que há de diferente no resultado de novembro é a reversão na disseminação de resultados negativos entre as atividades pesquisadas.
Em relação a outubro, 13 dos 24 ramos investigados tiveram crescimento na produção, enquanto onze registraram recuo. “Embora haja predomínio de taxas positivas, há um equilíbrio entre atividades com crescimento e com queda. Esse equilíbrio dá como resultado final a indústria com ligeiro acréscimo de 0,2%”, lembrou Macedo.
Ao mesmo tempo em que setores importantes mostraram avanço na produção em novembro, como veículos automotores (com peso de cerca de 12% na indústria nacional) e indústrias extrativas (que responde por aproximadamente 11%), outras atividades igualmente relevantes registraram perdas, como Alimentos (com 13% de peso na pesquisa) e Derivados de petróleo (com uma fatia de 11% da indústria).
Macedo reconhece que a indústria mostrou em 2016 características mais favoráveis do que no ano anterior, em 2015. No entanto, o saldo ainda é negativo. De janeiro a novembro, a queda acumulada na produção está em 7,1%. “Em 2016, há uma presença maior de resultados positivos. Mas isso não significa que há saldos positivos para a produção industrial. Como no ano a produção está com saldo de queda, significa que as quedas foram maiores do que os avanços registrados”, lembrou o pesquisador.
O recuo tem influência da retração na demanda doméstica, do aumento no número de desempregados e da renda menor dos trabalhadores ocupados, enumerou Macedo. De janeiro a novembro de 2016, 23 dos 26 ramos industriais investigados tiveram retração na produção. Entre os 805 produtos investigados, 73,5% registraram queda na produção no período.
Mesmo o setor de veículos, que teve avanço em novembro, amargou uma perda de 13,2% no acumulado do ano (AE).

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