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Países da UE não reconhecem Assembleia Constituinte venezuelana

em Manchete
quarta-feira, 02 de agosto de 2017
Andrej Cukic/EPA/Ag.Lusa

Andrej Cukic/EPA/Ag.Lusa

Alta representante da UE para os Negócios
Estrangeiros, Federica Mogherini.

A União Europeia (UE) anunciou ontem (2) que não reconhece a Assembleia Constituinte promovida pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por dúvidas sobre a sua legitimidade e advertiu que intensificará sua resposta se as autoridades do país “seguirem destruindo os princípios democráticos”. A UE “não podem reconhecer a Assembleia Constituinte da Venezuela pela preocupação quanto à sua efetiva representatividade e legitimidade”, apontou a alta representante da UE para a Política Exterior, Federica Mogherini, em um comunicado em nome dos 28 países do bloco.
Na nota, os países da UE pedem que Maduro tome “medidas urgentes para retificar o curso dos eventos” e apontam que “estão dispostos a intensificar a sua resposta, caso os princípios democráticos sigam sendo minados e a Constituição venezuelana não seja respeitada”. Em particular, eles pediram a suspensão da instalação da Constituinte. “As atribuições de todas as instituições previstas pela Constituição venezuelana devem ser reconhecidas explicitamente”, afirmaram os países europeus.
As nações da UE lamentaram profundamente “a decisão das autoridades venezuelanas de seguir adiante com as eleições” da Constituinte, que na sua opinião pioraram a crise. “As circunstâncias da votação geram dúvidas sobre a capacidade da Assembleia Constituinte de representar de maneira efetiva todos os componentes da população venezuelana”, disseram. Além de apontar que as atribuições da Constituinte “não estão claras”, a UE considera que sua eleição pode ser uma desculpa “para impulsionar ainda mais o conflito e usar o poder sem controle”.
Os países do bloco europeu também pediram “a liberdade de todos os oponentes políticos”, em especial os opositores Leopoldo López e Antonio Ledezma, que voltaram a ser presos esta semana. Igualmente, pediram a todas as partes que desistam de usar a violência e garantiram que a UE está disposta a dar assistência para “aliviar a situação” dos venezuelanos (Agência EFE).