Novos servidores ‘não terão’ estabilidade automática

Os novos servidores públicos não terão estabilidade automática, afirmou o ministro da Economia, Paulo Guedes, que participou ontem (7), em Brasília, do evento Diálogos com o TCU – Visões sobre o Brasil e a Administração Pública. O tempo para se atingir a estabilidade será definido para cada carreira. “O novo servidor não terá estabilidade automática, ele precisará ser testado por três, quatro, cinco anos. Vai depender da carreira, do que a pessoa faz, do que entrega”, disse.

Guedes afirmou que a reforma administrativa também vai reduzir o número de carreiras de cerca de 300 para algo em torno de 20 e que os salários para quem entrar na carreira pública serão menores.O governo está trabalhando para enfrentar os grandes gastos públicos. Ele destacou a aprovação da reforma da Previdência e a redução de gastos com juros em R$ 100 bilhões entre este ano e 2020, por meio do controle de gastos.

“Controlamos a previdência, derrubamos a segunda torre do inimigo, que é o excesso de juros”, disse. O terceiro grande gasto do governo é com o funcionalismo público e por isso, a necessidade de reforma administrativa. Guedes defendeu outras reformas como a do pacto federativo para dar maior autonomia a governadores e prefeitos aplicarem os recursos públicos e a reforma tributária.

Para Guedes, a necessidade da reforma ributária já é reconhecida. “Está madura, todo mundo sabe, todo mundo quer. A ideia é um Imposto sobre Valor Agregado (IVA)”, afirmou, ao comentar sobre a tentativa frustrada de recriar um imposto parecido com a extinta CPMF. Também, defendeu a simplificação do IR, com o fim das deduções de saúde e educação, em troca de alíquotas menores. “Hoje todo mundo junta um monte de papelzinho para abater do imposto. É melhor não juntar nada e já pagar uma alíquota menor”, disse (ABr).

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