Maior problema é o desajuste fiscal

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Fábrica de automóveis da Mercedes-Benz no Brasil, em Iracemápolis.

Iracemápolis – No dia da inauguração da fábrica de automóveis da Mercedes-Benz no Brasil, com investimentos superiores a R$ 600 milhões, o presidente da montadora alemã no Brasil e CEO América Latina, Philipp Schiemer, fez duras críticas à política econômica do País e cobrou reformas para acabar, principalmente, o desajuste fiscal nas contas públicas. “O investidor olha as contas públicas desajustadas e considera difícil investir”, disse Schiemer logo após a cerimônia em Iracemápolis.
O executivo afirmou que o Brasil “perdeu toda a credibilidade” conquistada nos últimos anos e ampliou as críticas para o campo da macroeconomia, citando a inflação alta e a volatilidade cambial como entraves adicionais para a retomada. No curto prazo, Schiemer afirmou que a variação cambial é o maior problema da montadora, que, apesar de iniciar a produção de veículos nacionais, ainda depende de componentes importados para a montagem.
“Você olha para o final do ano, vê um dólar a R$ 4 ou a R$ 3,20? Ninguém sabe. O maior problema que temos hoje, em 2016, é o câmbio”, completou, citando ainda as dificuldades de repassar a alta nos custos para os veículos. A fábrica inaugurada ontem (23), tem capacidade de produção máxima de 20 mil unidades por ano caso os dois turnos fossem completos. No entanto, a montadora deve iniciar a produção com 12 mil veículos de capacidade em um turno, por conta das incertezas econômicas e do mercado (AE).

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