Impacto da recessão reduz estímulo do câmbio à indústria

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O câmbio neste momento não garante a estabilidade da indústria.

São Paulo – O impacto negativo da recessão econômica sobre a demanda interna e externa tem minimizado os benefícios da desvalorização cambial sobre a produção da indústria e, por conseguinte, da confiança dos empresários do setor. Essa é a conclusão a que chegam os especialistas que acompanham o segmento, como a coordenadora da Sondagem da Indústria de Transformação da FGV/Ibre, Tabi Thuler Santos.
“Para muitos especialistas a questão do câmbio como estímulo para a indústria é controversa. O câmbio neste momento não garante a estabilidade da indústria, que precisa de melhoras estruturais”, disse Tabi, ao comentar a Sondagem da Indústria da Transformação de dezembro. “Mesmo quem defende uma política de câmbio forte sabe que neste momento o real desvalorizado não é suficiente para recuperar a confiança da indústria, aumentar a produção e gerar empregos”, disse a economista.
De acordo com a coordenador da Sondagem Industrial da FGV/Ibre, o aumento de 1,1 pontos do Índice de Confiança da Indústria (ICI) neste mês, para 75,9 pontos não traz alento para o setor porque a expansão não recupera as mínimas históricas. Segundo a economista, a melhora encontra-se ainda muito concentrada. Dos 19 setores da indústria que compõem a Sondagem da FGV/Ibre, apenas em oito se verificou avanço da confiança.
“Não esperamos recuperação da indústria no primeiro semestre de 2016. Se o câmbio está ajudando a reduzir o volume das importações, ele está também aumentando a dívida em dólar do setor e o volume de remessas de lucros e dividendos para o exterior”, observou Tabi. De acordo com ela, a queda das importações não está se traduzindo em aumento de demande por produtos nacionais (AE).

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