Dilma cita Carlos Lacerda para pedir respeito e criticar golpe

André Dusec/Estadão Conteúdo
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Dilma participou do “Diálogo com Movimentos Sociais”, no Palácio do Planalto.

Brasília – A presidente Dilma Rousseff citou, ontem (13), o jornalista e político Carlos Lacerda (1914-1977), adversário político de Getúlio Vargas, para pedir respeito ao estado de direito e criticar o golpe de Estado. “A nossa democracia, para ser plena, além de respeitar o estado de direito, além de não cair nas palavras do Lacerda: (Getúlio) não deve ser eleito; se eleito, não deve ser empossado; se empossado, não deve governar; se governar deve ser apeado do governo. Essa é a trajetória do golpe”, afirmou a presidente durante o evento “Diálogo com os Movimentos Sociais”, em Brasília.
Dilma pregou o respeito e o diálogo com as pessoas que pensam diferente. “Diálogo é diferente de pauleira”, afirmou, destacando que diálogo “não é xingar pessoas ou praticar intolerância”. Dilma lembrou o passado de presa durante o regime militar. “Eu tenho de honrar todos os que não sobreviveram e temos de preservar a democracia, custe o custar”, afirmou. Ao falar sobre o assunto, disse que a disputa ocorre apenas na eleições. “Brigo até a hora do voto, depois respeito o resultado da eleição”, completou­.
A presidente citou, inclusive, uma carta do Papa Francisco, por ocasião dos eventos esportivos no País, e lembrou que o pontífice destacou a importância do ‘fair play’ para que se respeite o resultado do jogo, em uma alusão ao resultado da eleição. Em meio a isso, Dilma voltou a citar o cantor e compositor pernambucano Lenine para falar que aguenta pressão. “A gente enverga, mas não quebra”, citou (AE).

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