Para o presidente do STF, “Democracia é jogo difícil de ser jogado”

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O presidente da República em exercício, Dias Toffoli, durante entrevista à jornalista Roseann Kennedy, da TV Brasil. Foto: José Cruz/ABr

No comando do STF há poucos dias e pela primeira vez no exercício da Presidência da República, Dias Toffoli disse ontem (25) que o Brasil não corre qualquer risco de ruptura democrática. Às vésperas das eleições de outubro, Toffoli afirmou, em entrevista exclusiva à jornalista Roseann Kennedy, da TV Brasil, que a democracia é “um jogo difícil de ser jogado”.
“A maioria da população opina, vota e torna seus ideais e seus desejos realidade ao ir a urna”, disse. “É a democracia plural. Ao ser plural, evidentemente que há embates, há confrontos, mas esta é a grande via que constrói uma nação de verdade. É a nação democraticamente realizada através das diferenças”, completou. Para ele, mesmo sendo desafiador, este é o melhor sistema político a ser seguido e preservado.
Na entrevista, que foi ao ar ontem (25), o ministro considerou os embates naturais e rechaçou questionamentos sobre a credibilidade do sistema eleitoral e a segurança das urnas. Assegurou que o processo brasileiro, em funcionamento desde 1996, é legítimo. “As urnas são seguras”, afirmou, ao acrescentar que a segurança dos equipamentos foi reiterada recentemente por uma comissão da OEA.
Também negou que o ataque ao presidenciável Jair Bolsonaro possa comprometer a legitimidade do pleito. “É um fato absolutamente deplorável [o ataque], mas isso não interfere na legitimidade das eleições nem no jogo democrático. A população está acompanhando, o eleitor está tendo esclarecimentos, as instituições estão agindo e há investigações ocorrendo”, completou.
Um dos defensores do fim do “efeito cascata” da vinculação dos vencimentos do STF ao teto salarial do funcionalismo público, Toffoli quer que haja diálogo para que se revise o assunto. Os ministros da Corte não recebem um reajuste, “mas sim uma recomposição da perda da inflação, assim como é feito anualmente na revisão do salário mínimo”. Afirmou que “por isso, é importante que esse teto deixe de ser vinculante para todo o funcionalismo público”, concluiu (ABr).

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